Trilha de Memórias

Trilha de Memórias Projecto co-financiado pelo Camões, instituto de cooperação e da Língua, IP.

que valoriza o património imaterial de Angola através de rotas culturais baseadas em histórias orais.

📍DOMBEEm julho de 2025, o Trilhas de Memórias chegou ao Reino dos Gambos um lugar onde a história vive nas pessoas e nas...
15/04/2026

📍DOMBE

Em julho de 2025, o Trilhas de Memórias chegou ao Reino dos Gambos um lugar onde a história vive nas pessoas e nas suas palavras.

No povo Ngâmbue, a mitologia faz parte do dia a dia. Fala-se dos antepassados como presenças vivas, que continuam a orientar e a proteger. Há relatos de forças invisíveis nas matas, de rituais que mantêm o equilíbrio da comunidade e de lideranças guiadas pela sabedoria ancestral.

Durante a nossa passagem, ouvimos histórias que não estão escritas em livros, mas guardadas na memória de quem as vive e as transmite. Agora, estamos a dar um novo passo: essas narrativas estão a ser organizadas e catalogadas, para que não se percam.

📍DOMBE

In July 2025, Trilhas de Memórias arrived in the Kingdom of Gambos a place where history lives within people and in their words.

Among the Ngâmbue people, mythology is part of everyday life. Ancestors are spoken of as living presences who continue to guide and protect. There are accounts of invisible forces in the forests, of rituals that maintain the community’s balance, and of leadership shaped by ancestral wisdom.

During our time there, we heard stories that are not written in books, but preserved in the memories of those who live them and pass them on. Now, we are taking a new step: these narratives are being organized and catalogued so they will not be lost.

📍DOMBEEm julho de 2025, o Trilhas de Memórias chegou ao Reino dos Gambos um lugar onde a história vive nas pessoas e nas...
15/04/2026

📍DOMBE

Em julho de 2025, o Trilhas de Memórias chegou ao Reino dos Gambos um lugar onde a história vive nas pessoas e nas suas palavras.

No povo Ngâmbue, a mitologia faz parte do dia a dia. Fala-se dos antepassados como presenças vivas, que continuam a orientar e a proteger. Há relatos de forças invisíveis nas matas, de rituais que mantêm o equilíbrio da comunidade e de lideranças guiadas pela sabedoria ancestral.

Durante a nossa passagem, ouvimos histórias que não estão escritas em livros, mas guardadas na memória de quem as vive e as transmite. Agora, estamos a dar um novo passo: essas narrativas estão a ser organizadas e catalogadas, para que não se percam.

📍DOMBE

In July 2025, Trilhas de Memórias arrived in the Kingdom of Gambos a place where history lives within people and in their words.

Among the Ngâmbue people, mythology is part of everyday life. Ancestors are spoken of as living presences who continue to guide and protect. There are accounts of invisible forces in the forests, of rituals that maintain the community’s balance, and of leadership shaped by ancestral wisdom.

During our time there, we heard stories that are not written in books, but preserved in the memories of those who live them and pass them on. Now, we are taking a new step: these narratives are being organized and catalogued so they will not be lost.

A mais recente matéria da BANTUMEN sobre o projeto Trilhas de Memórias aprofunda o seu papel como uma iniciativa que vai...
14/04/2026

A mais recente matéria da BANTUMEN sobre o projeto Trilhas de Memórias aprofunda o seu papel como uma iniciativa que vai além do turismo convencional, posicionando-se como uma ferramenta de valorização cultural e transformação social.

A ideia central é simples: viajar deixa de ser consumo e passa a ser encontro. Um encontro com a memória, com quem vive no local e com tudo o que dá identidade a esse espaço. Ao mesmo tempo, o projeto ajuda a valorizar essas culturas e cria oportunidades de renda juntos das comunidades.

The latest BANTUMEN article on the Trilhas de Memórias project takes a deeper look at its role as an initiative that goes beyond conventional tourism, positioning itself as a tool for cultural appreciation and social transformation.
The core idea is simple: travel shifts from being consumption to becoming an encounter — an encounter with memory, with the people who live there, and with everything that gives that place its identity. At the same time, the project helps to value these cultures and creates income opportunities within the communities.

📍KARACULOEm Caraculo, uma das comunidades pertencentes à província do Namibe, tivemos um encontro com Angelina, a sua mã...
31/03/2026

📍KARACULO

Em Caraculo, uma das comunidades pertencentes à província do Namibe, tivemos um encontro com Angelina, a sua mãe e a sua sobrinha Eva, que constituiu um dos momentos mais emocionantes do trabalho de campo.
Três gerações de contadoras de histórias, sentadas lado a lado, partilharam narrativas que atravessam séculos, oferecendo uma demonstração viva da continuidade cultural.
A avó, com mais de 80 anos, relatou histórias sobre a lida doméstica e os movimentos migratórios da sua família, preservando memórias que ajudam a compreender as transformações sociais e culturais da comunidade ao longo do tempo.

📍KARACULO

In Caraculo, one of the communities in Namibe Province, we met with Angelina, her mother, and her niece Eva, in what became one of the most moving moments of our fieldwork.
Three generations of storytellers, seated side by side, shared narratives that span centuries, offering a vivid demonstration of cultural continuity.
The grandmother, over 80 years old, recounted stories about domestic life and her family’s migratory movements, preserving memories that help us understand the social and cultural transformations of the community over time.

Os artigos sobre o trilhas de Memórias, publicados no Jornal de Angola fazem parte de um conjunto de crónicas que acompa...
30/03/2026

Os artigos sobre o trilhas de Memórias, publicados no Jornal de Angola fazem parte de um conjunto de crónicas que acompanham o desenvolvimento do projeto baseado em rotas e nos seus signif**ados. Esses artigos, descrevem os percursos e procuram levar o leitor até ao terreno, partilhando paisagens, histórias e experiências vividas ao longo do caminho.

Baseados na experiência direta, eles combinam observação e narrativa para mostrar tanto as rotas como o próprio processo do projeto. Ao mesmo tempo, destacam a importância do trilhas para a valorização do património natural e cultural, promovendo uma ligação mais próxima e consciente com o território.

The articles about Trilhas de Memórias, published in Jornal de Angola, are part of a series of chronicles that follow the development of a project based on routes and their meanings. These articles describe the paths and seek to take the reader into the field, sharing landscapes, stories, and experiences lived along the way.
Based on direct experience, they combine observation and narrative to present both the routes and the project’s development process. At the same time, they highlight the importance of the trails in valuing natural and cultural heritage, promoting a closer and more conscious connection with the territory.

📍DOMBENa zona do Dombe Grande, há um alambique de produção de bebidas artesanais que já existe há vários anos, fundado e...
29/03/2026

📍DOMBE

Na zona do Dombe Grande, há um alambique de produção de bebidas artesanais que já existe há vários anos, fundado e gerido por mulheres. F**a numa região que, em tempos, foi uma das maiores produtoras de açúcar do país e isso ainda sente-se na forma como tudo ali acontece.
Foi interessante ouvir as histórias e perceber como o passado do lugar continua presente. A bebida artesanal é feita seguindo um ritual antigo, passado de geração em geração, tanto no processo de produção como nos momentos de partilha. No fundo, são essas histórias e tradições que continuam a dar forma ao lugar e a manter viva a sua identidade.

📍DOMBE

In the Dombe Grande area, there is a distillery producing artisanal beverages that has existed for many years, founded and run by women. It is located in a region that was once one of the largest sugar producers in the country, and this legacy can still be felt in the way everything happens there.
It was interesting to hear the stories and understand how the past of the place remains present. The artisanal drink is made following an ancient ritual, passed down from generation to generation, both in the production process and in the moments of sharing. In essence, it is these stories and traditions that continue to shape the place and keep its identity alive.

📍 DOMBEA voz feminina é também a voz de uma Djidiu, que constrói a identidade, a memória e a alma cultural de Angola. El...
28/03/2026

📍 DOMBE

A voz feminina é também a voz de uma Djidiu, que constrói a identidade, a memória e a alma cultural de Angola. Elas ocupam um lugar essencial, pois são também donas da palavra, responsáveis por preservar e transmitir histórias, mitos e ensinamentos que moldam o nosso imaginário coletivo.

📍 DOMBE

The female voice is also the voice of a Djidiu, one that builds the identity, memory, and cultural soul of Angola. They occupy an essential place, as they are also keepers of the word, responsible for preserving and transmitting stories, myths, and teachings that shape our collective imagination.

📍CATUMBELA A Rota Transatlântica é a primeira grande rota que estamos a apresentar nesta fase inicial do projeto. É o po...
27/03/2026

📍CATUMBELA

A Rota Transatlântica é a primeira grande rota que estamos a apresentar nesta fase inicial do projeto. É o ponto de partida de um trabalho que se construiu com tempo, escuta e envolvimento da comunidade.
E começamos por aqui porque faz sentido. Porque esta história precisa de ser contada desde a base.

Um dos principais protagonistas desta rota é o Luís Acandeja, soba grande da Catumbela. Mais do que uma figura tradicional, ele é alguém que conhece profundamente a história local e que tem sido um verdadeiro guardião dos saberes da comunidade.
Sem estas pessoas, não há rota. Não há memória. Não há continuidade.

📍CATUMBELA

The Transatlantic Route is the first major route we are presenting in this initial phase of the project. It marks the starting point of work that has been built with time, listening, and strong community involvement.
And we begin here because it makes sense. Because this story needs to be told from the ground up.
One of the main figures of this route is Luís Acandeja, the Soba Grande of Catumbela. More than a traditional authority, he is someone with deep knowledge of local history and has been a true guardian of the community’s wisdom.
Without people like this, there is no route. No memory. No continuity.

Esses são alguns dos artigos do projeto publicados na maior revista digital do sul do Brasil, o Matinal. Um dos textos f...
26/03/2026

Esses são alguns dos artigos do projeto publicados na maior revista digital do sul do Brasil, o Matinal. Um dos textos foi produzido pela turma de formandos de 2025, com o título “Angola e a memória como caminho para o futuro”, trazendo reflexões coletivas e sensíveis sobre identidade, história e perspectivas futuras. Os demais artigos foram escritos pela , membro fundadora do Trilhas e curadora do projeto, que contribui com o seu olhar crítico e aprofundado, ampliando os debates e conexões propostos pela iniciativa.

📍 Quihita - Kapunda e Kavilongo A oralidade é o nosso ontem contado com o coração e vivido no agora por nós. É a voz dos...
25/03/2026

📍 Quihita - Kapunda e Kavilongo

A oralidade é o nosso ontem contado com o coração e vivido no agora por nós. É a voz dos mais velhos que se faz presente hoje, lembrando-nos de quem somos e de onde viemos.

📍Quihita – Capunda Cavilongo Na Quihita, junto à missão de S. Miguel Arcanjo, fomos recebidos pela Mãe Kavahilwa e pelo ...
23/03/2026

📍Quihita – Capunda Cavilongo

Na Quihita, junto à missão de S. Miguel Arcanjo, fomos recebidos pela Mãe Kavahilwa e pelo Pai Kalapatu, duas figuras centrais desta comunidade.
No kimbo, partilharam connosco um pouco do seu dia a dia: as técnicas de cultivo, as histórias, os rituais… e a forma como este povo, historicamente nómada, vive entre a permanência e o movimento. Aqui vive, há séculos, o grupo étnico Nhaneka, e foi também aqui que começou a nossa rota na Huíla.
F**a um agradecimento especial ao Pai Kalapatu, pela forma simples e generosa como nos abriu as portas e nos contou a sua história.
Porque no fim, é isto que f**a: conhecer pessoas, ouvir memórias e perceber que um lugar com história tem sempre outra alma.

📍Quihita – Capunda Cavilongo

In Quihita, near the S. Miguel Arcanjo mission, we were welcomed by Mother Kavahilwa and Father Kalapatu , two central figures in this community.
In their Village, they shared a bit of their daily life with us: farming techniques, stories, rituals… and the way this historically nomadic people live between staying and moving. The Nhaneka ethnic group has lived here for centuries, and this was also the starting point of our journey through Huíla.
A special thank you to Father Kalapatu for the simple and generous way he opened his doors to us and shared his story.
In the end, this is what stays with you: meeting people, listening to their memories, and realizing that a place with history always has a different kind of soul.

📍 Ganda A nossa segunda rota na província de Benguela foi no município da Ganda, onde tivemos a oportunidade de conversa...
21/03/2026

📍 Ganda

A nossa segunda rota na província de Benguela foi no município da Ganda, onde tivemos a oportunidade de conversar com os sekulos (os mais velhos da comunidade). Durante esse encontro, ouvimos relatos sobre as grandes migrações ligadas ao maior grupo etnolinguístico de Angola, os Ovimbundus, pertencentes ao grupo Bantu.
Segundo as narrativas partilhadas, estes povos terão migrado da região dos Grandes Lagos africanos há cerca de 1200 a 2000 anos, processo que marcou profundamente a formação das comunidades e das tradições existentes hoje no planalto central de Angola.

Our second route in the province of Benguela was in the municipality of Ganda, where we had the opportunity to speak with the sekulos (the elders of the community). During this meeting, we listened to accounts about the great migrations linked to Angola’s largest ethnolinguistic group, the Ovimbundu, who belong to the Bantu group.
According to the narratives shared, these peoples are believed to have migrated from the African Great Lakes region around 1,200 to 2,000 years ago, a process that profoundly shaped the formation of the communities and traditions that exist today in Angola’s central plateau.

Endereço

Bairro Lucrécia, Avenida Silva Carvalho
Lubango
000-001

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:30 - 18:30
Terça-feira 09:30 - 18:30
Quarta-feira 09:30 - 18:30
Quinta-feira 09:30 - 18:30
Sexta-feira 09:15 - 14:00

Telefone

+351935670738

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando Trilha de Memórias publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Negócio

Envie uma mensagem para Trilha de Memórias:

Compartilhar