19/06/2022
🎥DIA do CINEMA BRASILEIRO (II)🎞
“O cinema brasileiro nasceu no Rio de Janeiro, onde, no dia 8 de julho de 1896, foi realizada a primeira projeção no país. A cidade foi a estrela do primeiro filme rodado em território nacional, por Alfonso Segreto, que chegando da Europa, em 1898, filmou paisagem da Baía da Guanabara. A primeira sala de projeção foi inaugurada ainda no sėc. XIX, na Rua do Ouvidor, pelo empresário Pascoal Segreto.
Apesar da febre do cinema ter-se logo espalhado pelo país, com os ‘ambulantes' que viajavam pelo interior divulgando a novidade, o primeiro filme brasileiro, com a presença de atores, só foi produzido em 1908, no Rio de Janeiro, reconstituindo um crime que abalou a cidade e recebeu o nome de ‘Os Estranguladores'.
Em 1931, o ‘Chaplin Club', dedicado ao culto do cinema, lançou, em sessão especial, no Cinema Capitólio, o filme ‘Limite'; de Mário Peixoto, rodado em 1930/31, visto e elogiado por Einstein; era uma obra que fugia completamente aos padrões de ritmo, continuidade visual e montagem, vigentes no cinema brasileiro da época.
Em 1929, estrearam os filmes falados, com exibição no Palácio Teatro: ‘Broadway Melody'. A celebrada atriz Carmem Santos organizou, em 1934, a Brasil Vita Filmes, para a qual trabalhou o cineasta Humberto Mauro.
De 1941 a 62, a atuação da Atlântida definiu o Rio de Janeiro como principal centro produtor de cinema do país.
Em 1964 o filme ‘Rio 40 graus', de Nelson Pereira dos Santos, assinalou o início de um novo ciclo autoral, fora dos estúdios. Era o Cinema Novo, sintetizado na frase ‘uma câmara na mão e uma ideia na cabeça', que defendia o nacionalismo, a abordagem dos problemas sociais do país e os custos baixos de produção, sob razoável influência do neorrealismo italiano. Alguns filmes e cineastas alcançaram projeção internacional, especialmente Glauber Rocha.
Nos anos oitenta, apesar das mudanças políticas e da liberdade de expressão, houve uma queda sensível no número de filmes realizados. O aparecimento de novos diretores confirmou o predomínio da tendência autoral e consolidou a tendência ficcional.(...)”
Fonte:“Guia Turístico MICHELIN–Rio de Janeiro Cidade e Estado”–Michelin et Cie.