Poptuorio turismo popular

Poptuorio turismo popular Turismo de contação de história do Rio, custo acessível, sustentável e de reduzido impacto ambiental. Assessoria em Viagens: via WhatsApp, 24 hrs.p/dd.

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🎥DIA do CINEMA BRASILEIRO (II)🎞“O cinema brasileiro nasceu no Rio de Janeiro, onde, no dia 8 de julho de 1896, foi reali...
19/06/2022

🎥DIA do CINEMA BRASILEIRO (II)🎞

“O cinema brasileiro nasceu no Rio de Janeiro, onde, no dia 8 de julho de 1896, foi realizada a primeira projeção no país. A cidade foi a estrela do primeiro filme rodado em território nacional, por Alfonso Segreto, que chegando da Europa, em 1898, filmou paisagem da Baía da Guanabara. A primeira sala de projeção foi inaugurada ainda no sėc. XIX, na Rua do Ouvidor, pelo empresário Pascoal Segreto.

Apesar da febre do cinema ter-se logo espalhado pelo país, com os ‘ambulantes' que viajavam pelo interior divulgando a novidade, o primeiro filme brasileiro, com a presença de atores, só foi produzido em 1908, no Rio de Janeiro, reconstituindo um crime que abalou a cidade e recebeu o nome de ‘Os Estranguladores'.

Em 1931, o ‘Chaplin Club', dedicado ao culto do cinema, lançou, em sessão especial, no Cinema Capitólio, o filme ‘Limite'; de Mário Peixoto, rodado em 1930/31, visto e elogiado por Einstein; era uma obra que fugia completamente aos padrões de ritmo, continuidade visual e montagem, vigentes no cinema brasileiro da época.

Em 1929, estrearam os filmes falados, com exibição no Palácio Teatro: ‘Broadway Melody'. A celebrada atriz Carmem Santos organizou, em 1934, a Brasil Vita Filmes, para a qual trabalhou o cineasta Humberto Mauro.

De 1941 a 62, a atuação da Atlântida definiu o Rio de Janeiro como principal centro produtor de cinema do país.

Em 1964 o filme ‘Rio 40 graus', de Nelson Pereira dos Santos, assinalou o início de um novo ciclo autoral, fora dos estúdios. Era o Cinema Novo, sintetizado na frase ‘uma câmara na mão e uma ideia na cabeça', que defendia o nacionalismo, a abordagem dos problemas sociais do país e os custos baixos de produção, sob razoável influência do neorrealismo italiano. Alguns filmes e cineastas alcançaram projeção internacional, especialmente Glauber Rocha.

Nos anos oitenta, apesar das mudanças políticas e da liberdade de expressão, houve uma queda sensível no número de filmes realizados. O aparecimento de novos diretores confirmou o predomínio da tendência autoral e consolidou a tendência ficcional.(...)”

Fonte:“Guia Turístico MICHELIN–Rio de Janeiro Cidade e Estado”–Michelin et Cie.

🎦DIA do CINEMA BRASILEIRO🎞“Cenas de interiores filmadas à luz do sol, no quintal. Prospera o cinema-artesanato.‘Lembre-s...
19/06/2022

🎦DIA do CINEMA BRASILEIRO🎞

“Cenas de interiores filmadas à luz do sol, no quintal. Prospera o cinema-artesanato.

‘Lembre-se de que precisamos fazer nomes. Eles são a garantia do sucesso'.(Ademar Gonzaga)

Nos anos 1920, o cinema brasileiro entra em fase de expansão. Surgem pioneiros em vários Estados, diversificando-se a temática cinematográfica.(...)Era um tempo de artesanato. À falta de aparato técnico para iluminação, as cenas eram filmadas à luz do sol.(...)No Rio de Janeiro, ainda no ano de 1920, a portuguesa Carmem Santos criou a empresa Films Artísticos Brasileiros, que lançou A CARNE, adaptação do romance de Júlio Ribeiro. Depois veio MADEMOISELLE, baseado na obra ‘escandalosa' de Benjamim Costallat. Era a moda do cinema ‘picante'.

Ainda no Rio, Ademar Gonzaga (diretor do clássico BARRO HUMANO, 1928) e Pedro Lima fazem uma verdadeira escola de cinema, através das revistas PARA TODOS, SELETA e CINEARTE, publicando informações sobre a produção cinematográfica brasileira e divulgando atores e atrizes(...).Além de ‘fazer nomes’ para competir com o cinema estadunidense, que dominava 90% do mercado exibidor brasileiro, essas revistas influenciaram jovens cineastas de outros Estados.

Além de adaptação de romances, que gerou toda uma série de filmes cândidos(como O GUARANI) e maliciosos (como A CARNE), o cinema explorava os gêneros aventura(TESOURO PERDIDO), terror(O SEGREDO do CORCUNDA), comédia(A LEI do INQUILINATO) e documentário(em que se destacou também o pioneiro José Medina). Acontecimentos políticos também deram origem a filmes. É o caso da Revolução de 1924, tema de O TREM da MORTE, dirigido por José del Picchia e estrelado por Olga Navarro, mulher de João Cabanas, tenente revolucionário que participou da Coluna Prestes.”

Fonte:“Enciclopédia Nosso Século”–Abril Cultural, 1980/85.

Imagens: cartaz, O Guarani, direção João de Deus, 1920, Hei de Vencer, dir. Luís de Barros, 1920, Carmem Santos e Alex Orloff em Mile, dir. Léo Marten, 1925, O Segredo do Corcunda, dir. Alberto Traversa, 1925, Carmem Santos em A Carne, dir. Marten, 1924, Eva Schnoor e Carlos Modesto em Barro Humano, de Ademar Gonzaga, 1928 e A Lei do Inquilinato, dir. William Schoucair.

21/03, Dia do Teatro."O TEATRO no TEMPO das OPERETAS e das COMPANHIAS ESTRANGEIRAS." "Tão grande é o amor pelo teatro, p...
22/03/2022

21/03, Dia do Teatro.

"O TEATRO no TEMPO das OPERETAS e das COMPANHIAS ESTRANGEIRAS."

"Tão grande é o amor pelo teatro, por essa época, que, do centro ao mais remoto arrabalde ou subúrbio da cidade, proliferam pequeninos palcos de amadores, teatrinho familiares, grêmios, clubes (...), onde se cultiva a arte que foi de Vasques, Xisto Bahia e João Caetano".
(Luiz Edmundo, jornalista.)"

"Quando eu morrer, não deixarei meu pobre nome ligado a nenhum livro, ninguém citará um verso meu, uma frase que me saísse do cérebro; mas com certeza hão de dizer: "Ele amava o teatro", e esse epitáfio moral é bastante, creiam, para minha bem-aventurança eterna".
(Artur Azevedo, jornalista, poeta, contista e teatrólogo.)

"A vida teatral do começo do século XX era bastante animada. "Os intervalos dos espetáculos" - conta o jornalista Luiz Edmundo - "São sempre muito interessantes (...). No Lyrico, por exemplo, o que interessa é a moda (...). As grandes "cocottes" são figurinos obrigados nas récitas de assinatura, onde se exibem, mostrando "toilettes" maravilhosas (...). As famílias que lhes copiam o feitio das blusas, a forma dos chapéus e o talho dos "manteaux", sabem-lhes de cor os nomes, e conhecem-lhes os amantes (...). Entre o pano que desce e o pano que sobe, por certos camarotes, detonam garrafas de "champagne". (...) As senhoras honestas entreolhavam-se. (...) Quando Chico Passos [o prefeito] construí o , criando, nas frisas, aquela antecâmara com porta de fechar e cortina de correr, sabia o que fazia... Pensava no "champagne" das "cocottes".

O Lyrico ficava na Capital Federal, onde existiam muitos outros teatros igualmente procurados, como o São Pedro de Alcântara, o Recreio Drammatico, o Maison Moderne. Mas os edifícios desses teatros, remanescentes do império, pareciam velhos galpões. Só em 1909, depois da remodelação do Rio de Janeiro, foi inaugurado o .” (...)

Fonte: “Enciclopédia Nosso Século” (XX) – Abril Cultural, 1980 .
..Cont.inua o texto, a íntegra no link do post:
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Tour de experiência ao ar livre na Praça XV – Histórica – "Berço do Rio" a custo acessível, sustentável e de reduzido im...
09/03/2022

Tour de experiência ao ar livre na Praça XV – Histórica – "Berço do Rio" a custo acessível, sustentável e de reduzido impacto ambiental; o roteiro consiste em deslocamentos ágeis de Metrô e VLT, em horário entre picos e de baixo contato; caminhada moderada e descrição de interesse turístico da área visitada e muito mais.

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Mais informações e roteiros: no catálogo de serviços.

Tour de experiência ao ar livre na artística Praça Cinelândia a custo acessível, sustentável e de reduzido impacto ambie...
08/03/2022

Tour de experiência ao ar livre na artística Praça Cinelândia a custo acessível, sustentável e de reduzido impacto ambiental; o roteiro consiste em deslocamentos ágeis de Metrô, em horário entre picos e de baixo contato; caminhada leve e descrição de interesse turístico da área visitada e muito mais.

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PARABÉNS, Rio !!!
01/03/2022

PARABÉNS, Rio !!!

“Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil...
Cidade maravilhosa, coração do meu Brasil !!!”
(marcha de Andre Filho, 1934)

“Na década de 1930, o Rio de Janeiro já estava acostumado a receber turistas do Brasil e do mundo. A indústria e o comércio geravam empregos e atraíam migrantes. Para disciplinar sua acelerada expansão urbana, o interventor Pedro Ernesto criou, em 1931, a Comissão de Plano da Cidade, visando a coordenar e efetuar melhorias urbanísticas. A comissão baseou-se em plano anterior, que o prefeito Antônio Prado Jr. (1926/30) encomendara ao francês Alfred Donat Agache. Um amplo plano de mudanças foi então estabelecido. Pedro Ernesto começou pelo alinhamento das ruas centrais e pela pavimentação dos subúrbios.

Entre 1937 e 1945, a prefeitura do Rio de Janeiro esteve nas mãos de Henrique Toledo Dodsworth, que pôs em prática as diretrizes de reformas dos governos anteriores, promovendo uma verdadeira revolução urbanística na cidade. Começou pela demolição do Cassino e da Teatro do Passeio Público, o que ligou o Passeio à avenida Beira-Mar. Com isso, rasgou-se a rua Mestre Valentim. Em seguida, foi alargada a rua 13 de Maio, abrindo o espaço que circunda o Theatro Municipal. As vizinhanças da Cinelândia ficaram mais amplas, e os bares puseram mesas nas calçadas.

A abertura da avenida Presidente Vargas revoluciona o Centro da cidade. Os arranha-céus passam a dominar o panorama urbano do Centro, caminhando em direção à orla litorânea. Em bairros como Copacabana, surgem bancos, cinemas, hotéis. Margeando a costa, é criada a avenida Brasil. Com a demolição do prédio da Imprensa Nacional, amplia-se o largo da Carioca, surgindo o chamado ‘Tabuleiro da Baiana', que passou a abrigar os terminais de ônibus.

Os subúrbios servidos pela Estrada de Ferro Central do Brasil (que fora modernizada e eletrificada em 1917) entraram em franca expansão: Méier, Madureira, Cascadura e Bangu. Brás de Pina, outro subúrbio da Central, recebeu as atenções da Companhia Kosmos, que abriu, calçou e urbanizou ruas e praças, e construiu centenas de casas populares. Iniciado em 1938, o aeroporto Santos Dumont seria inaugurado em 1944”. (...)

Fonte: “Enciclopédia Nosso Século (XX), A Era de Vargas, 1930/45” – Abril Cultural – Edição Exclusiva para o Círculo do Livro – 1980/85.

Imagem da fonte (foto pintada):
Rio de Janeiro, 25 de maio de 1940.

SAIBA MAIS SOBRE OS ROTEIROS:

Praça XV – Histórica – “Berço da Cidade”
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Circuito Cultural PEQUENA ÁFRICA
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CONFEITARIA COLOMBO¹“ ‘Na previsão dos próximos calores,/ A Academia, que idolatra o frio,/ Não podendo comprar ventilad...
07/12/2021

CONFEITARIA COLOMBO

¹“ ‘Na previsão dos próximos calores,/ A Academia, que idolatra o frio,/ Não podendo comprar ventiladores,/ Abriu as portas a João do Rio’.
(Versos viperinos do boêmio Emilio de Menezes, divulgados entre as rodas elegantes da Confeitaria Colombo.)

(...) Ainda no Rio, livrarias como a Garnier e confeitarias como a Colombo ficaram famosas por serem ponto de encontro de intelectuais. Nas mesas desta última foram escritos muitos dos versos ferinos de Emílio de Menezes, o irreverente poeta parnasiano. Seu frequentador mais assíduo, o acadêmico Olavo Bilac, era o Príncipe dos Poetas, reunindo em torno de si uma ampla roda da boêmia dourada. Na Confeitaria, compunham-se versos, falava-se de política, criavam-se frases de efeito e criticavam-se os ausentes. A maledicência gerava, no recinto, picantes anedotas, que transbordava para as ruas, chegando aos jornais e Cafés. (...)”¹

²”Fundada em 1894, a Confeitaria Colombo faz parte do patrimônio artístico e cultural da cidade. Exemplo típico do estilo art nouveau do início do século XX e retrato vivo da Belle Époque carioca, é um grande marco da valorização da gastronomia na cidade. Seus luxuosos salões ostentam famosos e gigantes espelhos belgas, molduras e vitrines em jacarandá, bancadas de mármore italiano, lustres, pisos e um belo mobiliário que permanecem intactos, do mesmo jeito como foram admirados por renomadas personalidades que ajudaram não só a escrever a história do nosso país, como a fazer da Colombo uma das grandes atrações do Rio de Janeiro. “²

Fontes:
¹“Enciclopédia Nosso Século (XX)”¹ – Abril Cultural, 1980/85.

²”RIO life, Golden Book"² – Claudemir Siquini – ed. SIQUINI, 2007.

Imagens: Arquivo Oscar

“O gongo soa três vezes. ‘Alô, Alô, Brasil❗ Está no ar a Rádio Nacional do Rio de Janeiro’.Se os diários Associados de A...
07/11/2021

“O gongo soa três vezes.
‘Alô, Alô, Brasil❗
Está no ar a Rádio Nacional do Rio de Janeiro’.

Se os diários Associados de Assis Chateubriand organizaram a primeira rede nacional de comunicações, a nível regional foram antecedidos pelos jornais do Rio de Janeiro. Já em 1935, o Jornal do Brasil constituía também emissora de rádio, com uma programação muito erudita por sinal. Mais tarde, o jornal O Globo assumiria o controle da Rádio Transmissora do Rio de Janeiro, mantendo contrato com a RCA Victor, antiga proprietária. Entretanto, o feito maior coube ao grupo do jornal A Noite (responsável também pelas revistas Noite Ilustrada, Carioca e Vamos Ler), que, em 1936, criou aquela destinada a se tornar a maior lenda do rádio brasileiro: a Rádio Nacional do Rio de Janeiro.

A inauguração da Nacional não teve o mesmo caráter de grande solenidade que a da Tupy. Apenas, às 21 horas do dia 12 de setembro de 1936, um gongo tocou três vezes, e, a seguir, a voz de Celso Guimarães anunciava: ‘Alô, Alô, Brasil! Está no ar a Rádio Nacional do Rio de Janeiro'. Com um potente transmissor (22 quilowatts), recursos técnicos e financeiros, bom elenco e cobertura da imprensa escrita, a Nacional logo começou a se destacar. No final da década, liderava a audiência, embora com estreita margem para a Mayrink Veiga (a Rádio Club do Rio também tinha seus horários de liderança e a Educadora possuía audiência boa e constante).

Então, em 1940, o Governo resolveu que a Rádio Nacional ‘tinha que ser um instrumento de afirmação do regime'. E Getúlio Vargas decretou a encampação da empresa A Noite, à qual pertencia a emissora.

Se a encampação liquidou com a imprensa escrita da empresa, para a emissora resultou muito benéfica. Os salários cresceram, atraindo o que de melhor havia no meio artístico: cantores, locutores, programadores e atores de rádio. Já em 1942 ia para o ar a primeira radionovela: Em Busca da Felicidade. Com a encampação, Gilberto de Andrade substituiu Caubi Araújo na direção da rádio. Com o fim do Estado Novo, a experiência da emissora oficial mostrou-se, em termos de programação e público, absolutamente vitoriosa. Uma pesquisa do fim da década de 1930 indicava os cantores prediletos do público: Orlando Silva, Francisco Alves, Sílvio Caldas, Emilinha Borba, Vicente Celestino e Carlos Galhardo, todos contratados exclusivos da Nacional. Novelas, humorismo (‘Piadas do Manduca', ‘PRK 30’, ‘Tancredo e Trancado'), musicais, variedades, espetáculos de calouros, e até sertanejos (‘Alma do Sertão'), os programas da emissora sempre lideravam a audiência.”

Fonte: “Enciclopédia Nosso Século (XX)” 1930/45, A Era de Vargas — Abril Cultural , 1980/85.

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Bio:
Visitourio turismo
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“Temos que escolher um único sotaque. E estes bacharéis de São Paulo tem a dicção mais adequada."
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Imagens:
• A Rádio Nacional ocupava o 22° andar do prédio de A Noite;
• A cantora Rose Lee, (Carioca,31/12/1938);
• Roxane cantando em francês, 1936;
• Marília Batista;
• Orlando Silva. (Carioca, 19/9/1936);
• O cantor Nuno Roland. (Carioca, 19/9/1936) e
• Pereira Filho e Bob Lazy. (cantando um FOX-TROT), 1936.

07/11 — DIA da(o) RADIALISTA“Temos que escolher um único sotaque. E estes bacharéis de São Paulo tem a dicção mais adequ...
07/11/2021

07/11 — DIA da(o) RADIALISTA

“Temos que escolher um único sotaque. E estes bacharéis de São Paulo tem a dicção mais adequada.

‘O speaker é, indiscutivelmente, a alma da estação de radio — isto, cá na fraca opinião de um radio-ouvinte. Ele é o que tem a mais espinhosa missão no radio. Dele depende o êxito da música, do artista, do compositor, enfim, da estação de radio'. (Revista CARIOCA, 1936.) A ‘fraca opinião do radio-ouvinte', correspondia à verdade. Os locutores eram os carros-chefes das emissoras, a marca registrada que as apresentava ao público. E, como número 1 entre todos, despontava César Ladeira, paulista de Campinas.

Saído dos bancos da Faculdade de Direito de São Paulo, César Ladeira começou na Rádio Record, ganhando fama nacional como locutor oficial da Revolução Constitucionalista de 1932. Depois se transferiu para a Rádio Mayrink Veiga, na época a maior do país, seguindo carreira no Rio de Janeiro. Aliás, seja pelo exemplo de César Ladeira, cuja dicção se tornou logo imitada, seja pelos cursos de oratória do largo de São Francisco, a maior parte dos locutores em atividade nas emissoras do Rio era paulista de nascimento.

Como o jornalismo radiofônico e a radionovela praticamente ainda não existiam (só ganhariam destaque na década de 1940), os locutores, as grandes vozes do rádio, limitavam-se a fazer comerciais, anunciar a emissora, apresentar programas e ler crônicas literárias. César Ladeira consolidou seu prestígio lendo diariamente a ‘Crônica da Cidade', redigida por Genolino Amado.

Quanto aos programas, os primeiros destaques são para os de variedades, onde o pioneiro de grande sucesso foi o ‘Programa Casé', lançado em 1932 na Rádio Transmissora do Rio de Janeiro, de propriedade da RCA Victor. Eram programas de longa duração (três ou quatro horas) e que, embora transmitidos do estúdio, recebiam sempre bom público, para ‘ver' a irradiação através dos vidros. Dentre tais programas, o campeão, pelo menos em duração (todos os domingos, do meio-dia às 21 horas), foi dirigido por Luís Vassalo na Rádio Nacional do Rio (desde 1936), patrocinado pelas lojas dos subúrbios e animado por vários locutores. Começava com Lúcia Helena apresentando Francisco Alves (em ‘Quando os Ponteiros se Encontram ao Meio-Dia') e terminava com o famoso ‘Nada Além de Dois Minutos', de Paulo Roberto, intercalando humorismo (‘Piadas do Manduca', personificadas por Lauro Borges), comentários e transmissões esportivas, ‘shows' ao vivo realizados em diferentes bairros da cidade com os cantores da emissora, e um programa de calouros: ‘A Hora do Pato'.”

Fonte: “Enciclopédia Nosso Século (XX)” 1930/45, A Era de Vargas — Abril Cultural , 1980/85.

Imagens:
• Edifício A Noite, a casa da Rádio Nacional foi o 1° arranha-céu do Rio;
• Locutores da primeira metade do séc. XX;
• Dalva de Oliveira, Nilo Chagas (1° à esq. 2° plano) e Hivelto Martins (à esq. de Dalva) e
• Renato Murce.

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Bio:
Visitourio turismo

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"O gongo soa três vezes.'Está no ar a Rádio Nacional do Rio de Janeiro'."

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“Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil...Cidade maravilhosa, coração do meu Brasil !!!”(marcha de Andre Filho, 1934)...
13/10/2021

“Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil...
Cidade maravilhosa, coração do meu Brasil !!!”
(marcha de Andre Filho, 1934)

“Na década de 1930, o Rio de Janeiro já estava acostumado a receber turistas do Brasil e do mundo. A indústria e o comércio geravam empregos e atraíam migrantes. Para disciplinar sua acelerada expansão urbana, o interventor Pedro Ernesto criou, em 1931, a Comissão de Plano da Cidade, visando a coordenar e efetuar melhorias urbanísticas. A comissão baseou-se em plano anterior, que o prefeito Antônio Prado Jr. (1926/30) encomendara ao francês Alfred Donat Agache. Um amplo plano de mudanças foi então estabelecido. Pedro Ernesto começou pelo alinhamento das ruas centrais e pela pavimentação dos subúrbios.

Entre 1937 e 1945, a prefeitura do Rio de Janeiro esteve nas mãos de Henrique Toledo Dodsworth, que pôs em prática as diretrizes de reformas dos governos anteriores, promovendo uma verdadeira revolução urbanística na cidade. Começou pela demolição do Cassino e da Teatro do Passeio Público, o que ligou o Passeio à avenida Beira-Mar. Com isso, rasgou-se a rua Mestre Valentim. Em seguida, foi alargada a rua 13 de Maio, abrindo o espaço que circunda o Theatro Municipal. As vizinhanças da Cinelândia ficaram mais amplas, e os bares puseram mesas nas calçadas.

A abertura da avenida Presidente Vargas revoluciona o Centro da cidade. Os arranha-céus passam a dominar o panorama urbano do Centro, caminhando em direção à orla litorânea. Em bairros como Copacabana, surgem bancos, cinemas, hotéis. Margeando a costa, é criada a avenida Brasil. Com a demolição do prédio da Imprensa Nacional, amplia-se o largo da Carioca, surgindo o chamado ‘Tabuleiro da Baiana', que passou a abrigar os terminais de ônibus.

Os subúrbios servidos pela Estrada de Ferro Central do Brasil (que fora modernizada e eletrificada em 1917) entraram em franca expansão: Méier, Madureira, Cascadura e Bangu. Brás de Pina, outro subúrbio da Central, recebeu as atenções da Companhia Kosmos, que abriu, calçou e urbanizou ruas e praças, e construiu centenas de casas populares. Iniciado em 1938, o aeroporto Santos Dumont seria inaugurado em 1944”. (...)

Fonte: “Enciclopédia Nosso Século (XX), A Era de Vargas, 1930/45” – Abril Cultural – Edição Exclusiva para o Círculo do Livro – 1980/85.

Imagem da fonte (foto pintada):
Rio de Janeiro, 25 de maio de 1940.

SAIBA MAIS SOBRE OS ROTEIROS:

Praça XV – Histórica – “Berço da Cidade”
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Circuito Cultural PEQUENA ÁFRICA
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“O BRASIL se URBANIZA. Filas de ônibus, semáforos, luzes de neon. A cidade oferece condução, emprego e alojamento.(...)E...
13/10/2021

“O BRASIL se URBANIZA. Filas de ônibus, semáforos, luzes de neon. A cidade oferece condução, emprego e alojamento.
(...)
Em 1938, a literatura de Graciliano Ramos comove a intelectualidade urbana com a descrição realista e crua de uma família pobre na aridez do Nordeste. Profeticamente, o escritor alagoano narra no final de VIDAS SECAS: ‘E andavam para o Sul, metidos naquele sonho. Uma cidade grande, cheia de pessoas fortes. (...) Chegariam a uma terra desconhecida e civilizada, ficariam presos nela. E o sertão continuaria a mandar gente para lá'. Realmente, em 1940, aumenta o número de migrantes nordestinos que procuram a ‘fartura e a riqueza' que o pobre e miserável meio rural não tinha condições de proporcionar. Assim, acelera-se o crescimento dos principais centros urbanos, que se expandem em ritmo inusitado. (...)

A partir de 1938, época em que ocorre novo surto industrial no país, desembarcam nas estações ferroviárias das grandes capitais levas de nortistas e nordestinos, afugentados pelas secas, que buscam emprego. A esperança de melhores condições de vida é o chamariz das metrópoles. A tal ponto que, segundo Nestor de Holanda, comentava-se jocosamente no Rio que ‘o Cristo, no alto do Corcovado, de braços abertos, vive bancando guarda de trânsito, a fechar o sinal para impedir a entrada de novos nordestinos'. Boa parte desses migrantes encontraria trabalho na próspera construção civil: é a época do ‘boom' das construtoras, de Cias. de loteamento e de financiamento de casas próprias. As cidades crescem verticalmente, com edifícios de 6, 10 ou 12 andares, e, horizontalmente, com a criação de novos bairros e a formação de cinturões periféricos próximos às áreas industriais.

‘Peguei um Ita no Norte e vim pro Rio morar’ é o que dizia uma música de 1945, referindo-se aos navios da Cia. Nacional de Navegação Costeira (Itanajé, Itaquicé, Itajiba, Itajapé etc.) que traziam migrantes para o Sul do país, atraídos pelas facilidades de emprego.

(...) RIO, meta das migrações: na cidade do Rio de Janeiro, a administração do prefeito Henrique Toledo Dodsworth (1937/45) procura levar adiante um intenso programa urbanístico: iniciam-se grandes melhoramentos do Distrito Federal, que custarão aos cofres públicos a vultuosa soma de 600.000 contos. Finaliza-se a derrubada do morro do Castelo, e urbaniza-se toda a área. Conclui-se a Esplanada do Castelo.

No entanto, a mais importante mudança na paisagem urbana do Rio é a abertura da avenida Presidente Vargas, que, para dar vazão ao crescente número de automóveis, rasga a cidade e transforma o seu antigo centro comercial. Para isso, foram derrubados quatro igrejas, um mercado, a sede da Prefeitura e quinhentos edifícios. Em 7 de setembro de 1944, inaugura-se a imensa avenida. São 4 km de extensão e 80 m de largura, unindo o Centro à Zona Norte. Em 1940, a população o Rio é de 1.764.141 habitantes.

Prédios, BUNGALOWS e indústrias levantadas da noite para o dia. (...) A arquitetura brasileira também procura novos rumos. Na gestão de Gustavo Capanema como ministro da Educação é empossada uma nova diretoria na Escola Nacional de Belas-Artes, no Rio de Janeiro. Com a nomeação de Lúcio Costa para essa escola, ‘a revolução do ensino da arquitetura foi total. Passamos de uma longa fase de cópias de modelos e fórmulas arquitetônicas para criação', diz Abelardo Costa. Em 1942, o carioca Oscar Niemeyer dará início ao famoso e polêmico conjunto da Pampulha, em BH., marco pioneiro da renovação.

‘Existe a moda na arquitetura como em tudo mais. Varia em extremo segundo a cultura e o progresso do meio. Mais do que em São Paulo, é imperdoável disparate construir no maravilhoso cenário tropical do Rio de Janeiro, edifícios com pacotilha pseudo Luís XVI'. (G. Warchavchik)

Fonte: “Enciclopédia Nosso Século (XX), A Era de Vargas, 1930/45” – Abril Cultural–Edição Exclusiva para o Círculo do Livro–1980/85.

Colagem: capitais/letras (Recife, Aracaju, J. Pessoa, Fortaleza, P. Alegre, Florianópolis, Maceió e Salvador).

Imagens: trem da Central do Brasil (charge de seth, 1931); "Scenas futuras da vida carioca" (Raul, 1931); Rio no programa urbanístico de Henrique Dodsworth, 1941; "CASA PRÓPRIA" (anúncio de 1940, SP.), "Dois desejos" (charge de Seth, 1935) e"A casa ideal" (Raul, 1933).

“VIDA URBANA: na era dos arranha-céus, ‘tempo é dinheiro’‘Eram caminhões bondes autobondes anúncios-luminosos relógios f...
12/10/2021

“VIDA URBANA: na era dos arranha-céus, ‘tempo é dinheiro’

‘Eram caminhões bondes autobondes anúncios-luminosos relógios faróis rádios motocicletas telefones gorjetas postes chaminés...
Eram máquinas e tudo na cidade era só máquina’.
(Mário de Andrade)

Nos primeiros anos da década de 1930, os grandes centros urbanos do país já são bastante barulhentos. Na Capital Federal (Rio de Janeiro), milhares de automóveis, ônibus, motocicletas e caminhões enchem a cidade com uma moderna e estrondosa sinfonia: o som de buzinas e o roncar de motores. ‘O Rio está se tornando inabitável’.

Em 1930, surgem as primeiras medidas disciplinadoras do trânsito carioca. No centro da cidade, são instalados semáforos, que seriam motivo de sérias controvérsias. A espera da passagem nas ruas criava um ‘grave problema' aos apressados pedestres: ‘perdia-se a barca da Cantareira’. Afoitos motoristas também reclamam. Centenas de automóveis são multados por desobedecerem aos pioneiros sinais luminosos.

(...) Nas ruas cariocas trafegam ônibus de dois andares, os ‘chope-duplo', circulam táxis que cobram por quilometragem e não mais por hora (apareceu o taxímetro), desfilam coloridas e elegantes mulheres vestindo o grito da moda, enquanto os homens que resistem às modernices do vestuário frequentam o animado e boêmio Café Nice, na avenida Rio Branco. São muitos os locais concorridos no Distrito Federal. A Galeria Cruzeiro, um deles, ‘era o edifício construído pela Light em 1911 para servir de estação dos bondes da [Cia. do] JARDIM BOTÂNICO. (...) No térreo, duas galerias se cruzavam (...). Os altos eram ocupados pelo Hotel Avenida, no qual hospedavam-se celebridades da época. (...) Várias casas comerciais funcionavam no térreo, inclusive o bar e restaurante Ao FRANZISKANER, a AMERICANA e o NACIONAL, além de inúmeras pequenas lojas, botequins, o mensageiro RÁPIDO (...) e a LEITERIA MINEIRA. Com o aparecimento do abrigo [de bondes], no Largo da Carioca, (...) os bondes da Zona Sul deixaram de circular na Galeria e a nova estação ganhou o nome de Tabuleiro da Baiana, porque surgiu pouco tempo depois de Ari Barroso lançar o samba’. (Nestor de Holanda.) O hábito do cafezinho servido em mesas começa a desaparecer: surge o ‘café em pé', no balcão, mediante ficha comprada na caixa.

Nas salas de exibição da Cinelândia, a grande novidade é o filme ÊXTASE, com Heddy Lammar, trazendo o primeiro nu do cinema americano*. Nas praias, os MAIL-LOTS femininos encurtaram, assustando alas conservadoras da Igreja. No Flamengo, observam-se os joelhos da fina flor da sociedade carioca, mas a água potável é, ainda, um flagelo permanente. No entanto, as donas-de-casa já não podem reclamar dos antiquados fogões a lenha e a carvão que empestavam as cozinhas com sua grossa fuligem: surgem os primeiros fogões a gás. No comércio estabelece-se o ‘horário comercial' e as vendas são incrementadas com a introdução do crediário. (...)"

Fonte: “Enciclopédia Nosso Século (XX), A Era de Vargas, 1930/45” – Abril Cultural–Edição Exclusiva para o Círculo do Livro–1980/85.

* Pelo autor do post. Entenda-se: estadunidense (We all are american.)

Imagens buscador WEB do Rio de Janeiro nos anos 1930: trânsito da Av. Rio Branco, Tabuleiro da Baiana no Lg. da Carioca, o ônibus "chope-duplo" e outras.

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Rio De Janeiro, RJ
20040009

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