Maria da Fonte: 1846-2021

Maria da Fonte: 1846-2021 Informações para nos contactar, mapa e direções, formulário para nos contactar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Maria da Fonte: 1846-2021, Agência de visita histórica, Póvoa de Lanhoso, Lanhoso.

Na passagem dos 175 anos da revolta das mulheres da Póvoa de Lanhoso, que determina a Revolução que leva à demissão do Governo da nação, é importante perceber como foi possível oferecer à História de Portugal um dos seus maiores símbolos!

https://youtu.be/z4OnRnhxWxA
08/03/2023

https://youtu.be/z4OnRnhxWxA

0:01 - José Afonso3:41 - Ana Bacalhau7:59 - FaltriqueiraMaria da Fonte, ou Revolta do Minho, é o nome dado a uma revolta popular ocorrida na primavera de 184...

Sabias que data de 19 de março de 1846 (há 176 anos) o enterramento tumultuário que daria início ao movimento que ficari...
19/03/2022

Sabias que data de 19 de março de 1846 (há 176 anos) o enterramento tumultuário que daria início ao movimento que ficaria para a história como a «Revolução da Maria da Fonte ou Revolução do Minho»?

De facto, o enterramento tumultuário ocorrido a 19 de março, aconteceu na freguesia de Frades, no funeral de Engrácia da Silva, que, embora ainda sem determinar a intervenção de força e choque com as autoridades, abria o caminho do que aconteceria na semana seguinte na freguesia de Fontarcada!

Este episódio ditaria, entre outras consequências, o afastamento do pároco daquela freguesia, João António Rebelo d’Araújo, que Azevedo Coutinho refere ter-se recolhido à terra natal (Moreira – Guimarães) e “lá se demorou por algum tempo…”

Este e outros episódios, tal como muitos factos, podem ser consultados em

Prefácio ao Folhetim "História da Revolução da Maria da Fonte - Relato dos primeiros acontecimentos da Primavera de 1846, escritos quarenta anos depois, sob orientação de um contemporâneo da Revolução", publicados no jornal semanário da

Por falar em símbolos…Que dizer de “O Cabral Fugiu para Espanha”, de Zeca Afonso…!?Mais um registo da nossa música de in...
06/03/2022

Por falar em símbolos…
Que dizer de “O Cabral Fugiu para Espanha”, de Zeca Afonso…!?

Mais um registo da nossa música de intervenção inspirado no Cancioneiro da História da nossa Maria da Fonte!

“Ele que só nos trouxe a maior miséria encontra-se a pagar a sua vilania num exílio vergonhoso em terra de Espanha.

Provou-se que o povo tinha razão. E provou-se também que a unidade de todos os cidadãos há-de levar de vencida essa corte corrupta e indigna.

Temos de exigir medidas revolucionárias ao nosso governo. Não podemos permitir que o Duque de Palmela, o nosso ministro, continue nas mesmas águas turvas do Costa Cabral.

Se não é capaz de tomar medidas que sirvam o povo, que vá para lá outro.” (Hélder Costa)

«Aprende Rainha aprende
Mede bem o teu poder
Tu dum lado o povo d´outro
Qual dos dois há-de vencer

O Cabral fugiu p´ra Espanha
Com uma carga de sardinha
Com a pressa que levava
Nem disse adeus à Rainha

Viva a Maria da Fonte
Ve com esporas de prata
A cavalo na Rainha
Com o Saldanha á arreata

O Cabral queria ser rei
A mulher quer ser rainha
Foram-se os Cabrais embora
Só ficou a Luisinha

O Cabral fugiu para Espanha
Já lá vai para a Galiza
Com a pressa que levava
Nem disse adeus à Luisa.»

Zeca Afonso - O cabral fugiu para EspanhaAlbum: Fura fura

XVIII – Maria da Fonte, um símbolo ou um mito?A MARIA DA FONTE NÃO É UM MITO!“As Mulheres de Fontarcada conjugaram-se nu...
27/02/2022

XVIII – Maria da Fonte, um símbolo ou um mito?

A MARIA DA FONTE NÃO É UM MITO!

“As Mulheres de Fontarcada conjugaram-se numa só, que se chamou Maria da Fonte, e a qual deixou de ser uma campónia, ousada e ladina, filha de amores escondidos ou de um Bacharel e de uma lavradeira, para se transformar no símbolo das reivindicações do povo contra a ditadura.”
Rocha Martins (1879-1952)

“A Revolução mais popular que até hoje a terra portuguesa tem presenciado (...) Verdadeiro ou falso, mitho ou realidade, o nome de Maria da Fonte é o símbolo popular daquele inesperado sucesso.”
J. Augusto Marques Gomes (1853-1931)

JOSÉ MARIA DA SILVA - O COVÊLO "O Padre Casimiro da Póvoa de Lanhoso" (!?)A revolta das mulheres da Póvoa de Lanhoso não...
23/02/2022

JOSÉ MARIA DA SILVA - O COVÊLO
"O Padre Casimiro da Póvoa de Lanhoso" (!?)

A revolta das mulheres da Póvoa de Lanhoso não podia ficar sem responsabilização de alguém. Era urgente para as autoridades encontrar um “bode expiatório”, alguém com "costas largas" que pudesse "assumir" as responsabilidades pelos desacatos e pelos confrontos com as autoridades.

Assim, perante a captura de um criminoso de “delito comum”, em julho de 1846, José Maria da Silva, “O Covelo” (morador na freguesia de Travassos), será pelas mesmas autoridades associado à "causa miguelista" e diretamente responsabilizado pelos tumultos das mulheres, da Maria da Fonte!

Na exposição efetuada ao governo civil de Braga pode ler-se:
“José Maria da Silva… é para o Concelho da Póvoa de Lanhoso o que é para o de Vieira o bem conhecido Padre Casimiro…”

Quando as detenções foram comunicadas ao ministro (a 30 de julho, quando as mulheres tinham já recolhido a suas casas), José Maria Covêlo era apresentado já como “COMANDANTE DAS FORÇAS POPULARES DA PÓVOA DE LANHOSO” e seria preso e conduzidos a 12 de agosto às cadeias da Relação no Porto.

José Maria da Silva - O Covêlo morreu em 8 de dezembro de 1853 no hospital da cidade de Braga.

Estava expurgada a condenação que se impunha às autoridades (que deveria ser um homem), num momento em que o país já tinha encontrado o seu símbolo da Revolução, transformado em liberdade - A MARIA DA FONTE.

Esta informação consta da documentação publicada em: "A Maria da Fonte na Póvoa de Lanhoso - Novos documentos para a sua História", de José V. Capela e Rogério Borralheiro (editado pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso em 1996)

XVII - OS HOMENS NA REVOLTA DA “MARIA DA FONTE”As referências à participação e/ou envolvimento dos homens nos episódios ...
19/02/2022

XVII -
OS HOMENS NA REVOLTA DA “MARIA DA FONTE”

As referências à participação e/ou envolvimento dos homens nos episódios iniciais dos levantamentos populares da Póvoa de Lanhoso, são muito vagos (com o protagonismo a incidir EXCLUSIVAMENTE na ação das MULHERES).

De facto, “todos suspeitam” do envolvimento de homens, muito particularmente as autoridades, para quem é impensável senão mesmo “impossível”, procurando justificar a humilhação pelo insucesso em colocar termo às ações protagonizadas apenas por mulheres!

“Desde as autoridades administrativas, com o administrador do concelho à cabeça, passando pelas autoridades policiais/militares e pelo próprio relatório do Juiz da Comarca, todos expressam claramente a convicção da existência de figuras masculinas por detrás, ou na sombra, dos levantamentos e das mulheres.”

Podemos afirmar que, na principal motivação das mulheres (da Póvoa de Lanhoso), é certo que há (pelo menos) um homem, o Administrador do Concelho!

https://www.academia.edu/22185365/A_P%C3%93VOA_DE_LANHOSO_NO_LIBERALISMO_O_Administrador_do_Concelho_na_Revolu%C3%A7%C3%A3o_da_Maria_da_Fonte

MARIA DA FONTE DO VIDO“Eis-me exposta junto à Linfa Que aqui mana deste monte Serei dela clara ninfa Serei Maria da Font...
18/02/2022

MARIA DA FONTE DO VIDO

“Eis-me exposta junto à Linfa
Que aqui mana deste monte
Serei dela clara ninfa
Serei Maria da Fonte”

A menina exposta junto a uma fonte NÃO FOI a MARIA DA FONTE, he***na da Revolução do Minho no ano de 1846!

Se ainda não há uma identificação definitiva na resposta à questão “Quem Foi a Maria da Fonte?”, o mesmo não acontece no que respeita a excluir algumas das “candidatas”, como é este o caso.

Esta é uma quadra da história, apresentada por Camilo Castelo Branco no seu livro publicado em 1885, de uma menina EXPOSTA junto à Fonte do Vido (lugar do Barreiro, freguesia de Fontarcada) e que teria sido recolhida por Josefa Antunes na madrugada de 24 de junho de 1822, quando foi colher a “água de S. João” à dita fonte, próxima de sua casa, antes do sol nascer, e que em vez de a entregar à Roda como era habitual, decide adotar por lhe ter falecido uma criança uns dias antes e ainda a poder alimentar com leite materno...

Este é um apontamento da HISTÓRIA INVENTADA por José Joaquim Ferreira de Mello e Andrade – o Administrador do Concelho da Póvoa de Lanhoso, sobre quem já muito falamos!

Se o livro é publicado em 1885 esta menina só passa a existir a partir desse momento, 40 anos depois da Revolução!
https://www.academia.edu/22185365/A_P%C3%93VOA_DE_LANHOSO_NO_LIBERALISMO_O_Administrador_do_Concelho_na_Revolu%C3%A7%C3%A3o_da_Maria_da_Fonte

OUTRAS MULHERES E OUTROS NOMES!Identificamos já, nas publicações anteriores, SEIS das mulheres com destaque e/ou protago...
16/02/2022

OUTRAS MULHERES E OUTROS NOMES!

Identificamos já, nas publicações anteriores, SEIS das mulheres com destaque e/ou protagonismo nos primeiros movimentos e confrontos da Revolução da Maria da Fonte… e outros poderiam ainda ser apontados (MARIA CUSTÓDIA MILAGRETA… MARIA VIDAS… etc. etc.), já que existem registos que atestam um grande número de mulheres envolvidas, na ordem das “centenas” como sublinha o próprio Relatório do Juiz (também já citado em publicações anteriores)!

Como foi já referido, muito da grandiosidade que a MARIA DA FONTE granjeou poderá residir, exata ou concretamente, na “impossibilidade” da sua correspondência com uma única mulher ou protagonista!

Embora fosse possível, não queremos ir além das “7 mulheres” simbolicamente “cantadas” por Zeca Afonso…

Não obstante a existência física de todas as mulheres já identificadas, a MARIA DA FONTE, como veremos de seguida, tornou-se sim num símbolo que se conseguiu manter vivo ou reinventar, ao longo de 175 anos, com permanente atualidade.

A construção desse símbolo é, entre outras, uma das razões desta página.

O essencial dessa mesma história pode ser acedida a partir da seguinte ligação:
https://www.academia.edu/51381667/Maria_da_Fonte_175_Anos_1846_2021_A_realidade_muito_para_al%C3%A9m_da_P%C3%B3voa_de_Lanhoso

Será que MARIA DA MOTA, ao estender a Revolta para além dos limites do concelho da Póvoa de Lanhoso, leva consigo o nome...
15/02/2022

Será que MARIA DA MOTA, ao estender a Revolta para além dos limites do concelho da Póvoa de Lanhoso, leva consigo o nome da mulher que ficará para a História como “MARIA DA FONTE”?

Em abril de 1846, Maria da Mota lidera um grupo de mulheres e homens, que se dirigem para Vieira do Minho com o intuito de arrombar a cadeia daquela vila, tal como tinha sucedido na Póvoa de Lanhoso.

O episódio terá acontecido na sequência do enterramento tumultuário ocorrido na freguesia de Galegos nos primeiros dias de abril.

Depois de concretizar o feito, libertaram um preso que dava vivas à Rainha.

Azevedo Coutinho e Paixão Bastos consideram que Maria da Motta foi uma das mais exaltadas he***nas do movimento popular.

A coluna volante que estava estacionada na Póvoa de Lanhoso e 40 praças do destacamento de Guimarães partem de imediato para Vieira do Minho, na tentativa de acalmar os ânimos e refazer a ordem.

Uma das principais fontes para identificarmos as mulheres que participaram na Revolução, o "Relato dos primeiros acontecimentos da Primavera de 1846, escritos quarenta anos depois, sob orientação de um contemporâneo da Revolução", de Azevedo Coutinho, pode ser integralmente consultado aqui:
https://www.academia.edu/18451311/Pref%C3%A1cio_a_Hist%C3%B3ria_da_Revolu%C3%A7%C3%A3o_da_Maria_da_Fonte_de_Azevedo_Coutinho

Será que JOSEFA CAETANA (da CASA DA FONTE – Freguesia de Galegos) conseguiu enganar ou denominar a Revolução, apresentan...
13/02/2022

Será que JOSEFA CAETANA (da CASA DA FONTE – Freguesia de Galegos) conseguiu enganar ou denominar a Revolução, apresentando-se às autoridades como a “MARIA DA FONTE”?

Originária da Casa da Fonte, freguesia de Galegos, Josefa Caetana foi uma das incitadoras do enterro tumultuário que ocorreu a 07 de abril de 1846, o qual resultou no uso da força policial, suspensão do pároco da freguesia e aventou-se mesmo a possibilidade de anexar Galegos à freguesia mais próxima, dada a gravidade dos acontecimentos.

Neste motim, foi identificada e presa Josefa Caetana que, para se tentar livrar da prisão, terá dito chamar-se “Maria da Fonte”, no anseio de confundir as autoridades, mas cujo objetivo sai fracassado.

Conduzida para a prisão de Braga por uma escolta do Regimento, Josefa Caetana protagoniza um outro episódio que traz de novo o seu nome à ribalta. Um grupo de mulheres da Póvoa de Lanhoso e das freguesias de Sobreposta, Espinho e Pedralva (do concelho de Braga), tomam de assalto a escolta a fim de conseguir a libertação da revoltosa.

Josefa Caetana divide opiniões quanto à questão de ser ou não ser a verdadeira “Maria da Fonte”. Para Martins d’Oliveira, testemunha coeva dos acontecimentos, esta era a verdadeira he***na da revolução que teve a origem na Póvoa de Lanhoso.

Uma das principais fontes para identificarmos as mulheres que participaram na Revolução, o "Relato dos primeiros acontecimentos da Primavera de 1846, escritos quarenta anos depois, sob orientação de um contemporâneo da Revolução", de Azevedo Coutinho, pode ser integralmente consultado aqui:
https://www.academia.edu/18451311/Pref%C3%A1cio_a_Hist%C3%B3ria_da_Revolu%C3%A7%C3%A3o_da_Maria_da_Fonte_de_Azevedo_Coutinho

Seriam a formação no ambiente familiar, eventuais dons de oratória ou capacidades de liderança de (JO)ANA MARIA ESTEVES ...
12/02/2022

Seriam a formação no ambiente familiar, eventuais dons de oratória ou capacidades de liderança de (JO)ANA MARIA ESTEVES “razões” bastantes para liderar e denominar a Revolução?

Natural da freguesia de Oliveira, a quem alguns creditam a glória de “lendária” Maria da Fonte, nascida a 12 de março de 1827, era filha do Bacharel João Baptista Vieira (de Bagães) e de Marianna Rosa Esteves.

Na data dos acontecimentos, Ana Maria Esteves contava 19 anos de idade. Aparece citada por diversos historiadores como a mulher que deu o nome à revolução, pela parte ativa que teve neste exército feminino, entre os quais Rocha Martins e Joaquim Palminha da Silva.

Descrita por Paixão Bastos como uma rapariga de estatura mediana, elegante e de notável formusura campesina, que vestia “saia vermelha apanhada na cintura” a ela se atribuí o feito de ter arrombado, a golpes de machado, a porta da cadeia de Lanhoso, proferindo as seguintes palavras:

“Não há outro remédio!
Viva a Rainha! Morram os Cabrais!
Abaixo as Leis Novas!
Queimem-se os Cadastros!”

JoAna Maria Esteves contrai matrimónio logo a seguir à Revolução (9 de fevereiro de 1847), passando a residir na freguesia de Verim!

Uma das principais fontes para identificarmos as mulheres que participaram na Revolução, o "Relato dos primeiros acontecimentos da Primavera de 1846, escritos quarenta anos depois, sob orientação de um contemporâneo da Revolução", de Azevedo Coutinho, pode ser integralmente consultado aqui:
https://www.academia.edu/18451311/Pref%C3%A1cio_a_Hist%C3%B3ria_da_Revolu%C3%A7%C3%A3o_da_Maria_da_Fonte_de_Azevedo_Coutinho

Endereço

Póvoa De Lanhoso
Lanhoso
4830-513

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