02/01/2021
Agora que o Natal já passou, aqui f**a um pouco da história do "fiel amigo". Se gosta desta publicação, comente e partilhe. Siga-nos no Instagram e no Linkedin.
Já nos tempos de D. Dinis, pescadores portugueses capturavam bacalhau nas costas da Escócia. Posteriormente, com a descoberta da Terra Nova, a pesca tornou-se mais assídua, sendo utilizados navios especiais chamados bacalhoeiros. A frota bacalhoeira partia do Tejo ou de Aveiro e era precedida de missa campal e bênção. Nos anos 60 era tal a importância e dimensão que a frota era acompanhada por um navio hospital, o Gil Eanes. Os pescadores estavam longos períodos na Terra Nova e faziam a pesca à linha a partir de pequenos barcos designados “doris”.
Atualmente, a pesca do bacalhau faz-se principalmente no norte da Europa e este tanto pode ser consumido como petisco, apenas desfiado e temperado, ou como prato para os dias festivos como a consoada.
Depois de pescado, o bacalhau é escalado e salgado (existem técnicas diferentes). Após a maturação, que pode durar mais ou menos tempo, procede-se à lavagem e escorrimento do peixe. A seca do bacalhau pode ser natural e ao ar livre, em armações de madeira, ou artificial em instalações próprias com humidade e temperatura controladas.
O “fiel amigo” é apresentado seco, salgado, espalmado e aberto e pode ser categorizado como miúdo, corrente, crescido, graúdo ou especial.