Viagens de Turismo Itinerante

Viagens de Turismo Itinerante Local de divulgação do turismo itinerante. Relatos pessoais de viagens e experiências de turismo em tenda, caravana ou auto-caravana.

Cap III, Ep I - 16 Fronteiras16 Fronteiras - este foi o número de vezes que atravessamos fronteiras entre países durante...
28/09/2021

Cap III, Ep I - 16 Fronteiras

16 Fronteiras - este foi o número de vezes que atravessamos fronteiras entre países durante as nossas férias de verão. Poderia ter sido planeado de forma a saciar o prazer de viajar que nos foi negado nos últimos tempos, mas não foi o caso, antes foi uma necessidade tendo em conta o trajecto planeado.

A viagem começou alguns meses antes, com o planeamento das férias de verão. Sim, para mim a aventura começa com o planeamento, momento onde se abre um livro com páginas em branco. Utilizo sempre o mesmo método que aconselho a todos os leitores se tiverem oportunidade. Todas as nossas férias têm um mote, uma palavra de ordem ou um objectivo.
Este ano foi o de “passar uma semana no mediterrâneo fazendo absolutamente nada”. O porquê deste mote poderei explicar em outros capítulos neste blogue, caso exista interesse e tempo para escrever.

O lugar mais óbvio para umas férias no Mediterrâneo para quem vive no centro da Europa e não quer gastar muito dinheiro é sem dúvida a Croácia. Tem bons acessos por estrada, tempo quente garantido, água do mar tipo fonte termal e boa comida. A cultura é geralmente aberta e muito acolhedora do turismo.
..Continua...

Nota: este é o primeiro de uma serie de "posts" que contam a história das férias de verão. Novos "posts' serão publicados regularmente, com fotografias associadas que ajudam a contar a historia.

01/10/2019

Olá a todos!
Prometi a mim mesmo que se esta página ultrapassasse os 1.000 "likes", a iria reactivar.
Assim será! Mais novidades em breve 😉

Reflexão sobre 2015  No ano passado criei o blog para dar a conhecer esta forma de turismo itinerante, sem outro objetiv...
09/02/2016

Reflexão sobre 2015

No ano passado criei o blog para dar a conhecer esta forma de turismo itinerante, sem outro objetivo que não seja a divulgação. Penso que o nosso país tem boas condições para o desenvolver e que existem muitas famílias que iriam aderir, especialmente com miúdos pequenos.

Em 2015 fizemos 8 escapadas de fim-de-semana, 2 mini-férias e as férias de verão.
No total foram 41 noites na caravana e 2360 Km percorridos na maioria em território nacional.

Traduzir os números de aquisição, manutenção, parqueamento, custos diretos de utilização em parques e combustível é importante para medir o esforço financeiro necessário para manter ou comprar uma caravana.

Fizemos estas contas antes da aquisição (sem saber muito bem o que contabilizar) e passados três anos continuamos a fazer, agora com mais experiência e precisão.
Utilizamos o ano anterior como estimativa para o ano seguinte e delineamos o roteiro turístico em função do nosso orçamento.

Vou abordar este tema numa publicação específ**a, com valores concretos e estimativas. Se tiver alguma questão, dúvida ou sugestão, não hesite em comentar e incluirei a resposta na próxima publicação.

11/10/2015

Bom local para estacionar à beira rio

11/10/2015

Escapadas de Fim-de-semana - Ponte de Lima e Ponte da Barca

O destino desta escapada foi a Ponte (de Lima e da Barca). Terras do norte, de gentes simples e sinceras, pacatas e trabalhadoras. Com o passar dos anos, vejo estas duas localidades a aprimorar as suas infraestruturas de turismo de natureza naquela que será talvez um das zonas com maior potencial, pela sua proximidade do parque nacional e boa acessibilidade relativamente aos centros urbanos.

Arrancamos sexta-feira ao final da tarde em direcção a Ponte de Lima. Tinha informações contraditórias relativamente às opções de pernoita, pelo que decidimos estacionar no espaçoso parque do centro de exposições (Expolima) e explorar a pé. Independentemente do local onde se estacione, Ponte de Lima convida aos passeios pelo centro urbano ou pela periferia, pelas suas avenidas, ruas exclusivamente pedonais e espaços verdes.

Procuramos a pé um local no centro para jantar. A oferta de restauração é variada, maioritariamente voltada para a cozinha tradicional minhota. Não estávamos em tempo de lampreia ou sarrabulho, pelo que a nossa escolha foi a simpática pizzaria Beira Rio, como o nome indica, à beira do rio. O seu estilo relaxado e as excelentes pizzas em forno de lenha foram um bom início do fim-de-semana. Recomendo!

No fim do jantar fizemos uma agradável caminhada pelo centro e beira-rio antes de descansar.

Quando chegamos, logo a seguir ao parque de exposições percebemos que seria possível pernoitar em frente ao rio, na Alameda de S. João, onde estavam bastantes autocaravanas. Trouxemos a caravana para este local antes de irmos jantar e quando regressamos já estava repleto.

No Sábado acordamos cedo, preparamos o pequeno-almoço e quando abrimos a porta tivemos uma das melhores vistas desde que fazemos pernoitas fora dos parques. Com os espíritos em alta, partimos a pé para o mercado de frescos, um café à beira rio e uma visita ao festival dos jardins que estava no seu primeiro dia de abertura e por isso a entrada foi gratuita. Ficou por visitar a ecovia do rio Lima que será um excelente motivo para regressar.

Partimos ao fim da manhã em direcção a Ponta da Barca e Entre-ambos-os-rios, onde f**a o parque Lima Escape. Conheço este parque há muitos anos e sempre me agradou. Foi este ano considerado um dos melhores campings rurais da Europa por um editor do The Guardian – para além do importante impulso comercial, estas atribuições têm um valor muito subjectivo. Nada melhor que experimentar.

No Domingo de manhã fomos a Ponte da Barca caminhar pelo passeio ribeirinho. Sol, ar puro, água a correr e chilrear dos pássaros são o melhor tratamento anti stress que existe.

O resto do dia foi passado no parque a absorver a energia do local, pôr a leitura em dia a apanhar pinhas para o inverno. Regressamos no fim do dia, prontinhos para uma semana de trabalho.

Escapadas de Fim-de-semana  Uma das formas de desfrutar do turismo itinerante são as escapadas de fim-de-semana. Não nec...
27/08/2015

Escapadas de Fim-de-semana

Uma das formas de desfrutar do turismo itinerante são as escapadas de fim-de-semana. Não necessitam de grande planeamento, não implicam gastos exagerados, são uma excelente forma de combater o stress acumulado durante a semana de trabalho e uma boa forma de descobrir locais próximos de casa.

Aproveitamos o Outono e a Primavera para as fazer. Saímos na sexta-feira ao final do dia fazendo a viagem em direcção ao nosso destino. Dependendo da distância, jantamos pelo caminho ou já no destino final. A primeira noite é normalmente passada em autonomia e a segunda no parque de campismo. Caso seja possível, saímos do parque no domingo ao final do dia, para aproveitar ao máximo.

Temos feito isto uma vez por mês. Nos fins-de-semana em que não saímos, reservo algum tempo para preparar a escapada seguinte. O Google Maps e o Google Earth são o melhor amigo do caravanista e juntamente com os sites da câmara municipal dos locais que visitamos, são as únicas ferramentas que uso.

É importante notar que viajamos em caravana e não em autocaravana o que no nosso caso se traduz numa menor autonomia quando não utilizamos o parque de campismo. A legislação Portuguesa não permite desatrelar a caravana em via pública, nem descer os descansos para equilibrar o veículo. Também existe uma segregação relativamente aos locais de pernoita para autocaravanas, que normalmente não incluem espaços suficientemente compridos para o conjunto caravana e carro. Tudo isto poderia ser motivo para não fazermos estes fins-de-semana num registo de semi autonomia, mas na verdade não o são. Com uma boa preparação sobre os locais de pernoita e "descomplicando" todo este tema, passamos excelentes momentos, conhecemos pessoas interessantes e até ao momento não tivemos problemas.

Escapada de Outono
21/07/2015

Escapada de Outono

21/07/2015

Saragoça e Burgos – Escapada de Outono

O outono é uma excelente altura do ano para viajar. Os dias são curtos, mas a temperatura é agradável, especialmente nas zonas do interior. O motivo desta escapada não foi a época do ano, mas sim a necessidade de trazer a caravana para Portugal, aliada à vontade de desfrutar de umas mini férias mais citadinas. Passamos 5 dias a viajar e a conhecer duas fantásticas capitais de comunidade autónoma tão diferentes entre elas - Saragoça e Burgos

Chegamos a Saragoça a meio da tarde, a tempo para um passeio pelo centro. Os tons avermelhados do fim de tarde dão um dramatismo especial às paredes da Basílica da Nossa Senhora do Pilar, considerado um dos 12 tesouros de Espanha.

No final da tarde arrancamos em direção à zona industrial de Malpica para levantar a caravana do Santa Cruz Parking – o qual recomendado para guarda coberta de veículos. Escolhemos deixar a caravana nesta zona porque durante um período de tempo os nossos destinos de viagem passavam obrigatoriamente por Saragoça e desta forma evitámos 800 Km a rebocar de cada vez. Como os planos seguintes não incluíam esta zona e está na altura da manutenção, a casa com rodas necessitava de regresso a Portugal.

Partimos do local da recolha já de noite, rumo ao centro de Saragoça. Estacionamos num parque de autocarros perto da ponte de Almozara e atravessamos a pé para a outra margem. Saragoça é a capital da comunidade autónoma de Aragão, uma cidade moderadamente cosmopolita mas muito histórica e cultural. A minha última visita foi na altura da Expo 2008, altura em que estavam a implementar as vias clicáveis, que hoje fazem parte da vida dos seus habitantes.
Após o jantar fizemos uma caminhada pelo centro e fomos descansar. O parque de autocarros pareceu-nos uma zona barulhenta e pouco segura, por isso arrancamos para a zona da antiga expo, onde f**amos bem mais confortáveis e próximos de uns camionistas que também lá pernoitavam. Antes de dormir ainda fomos dar um passeio pelos edifícios da expo que quase não se reconhecem desde aquela altura…

Na manhã seguinte fomos novamente até ao centro. Queríamos tomar o pequeno-almoço no centro e visitar o mercado municipal. Assim foi, e ainda bem, porque fomos surpreendidos com a celebração do Halloween com muitos comerciantes vestidos a rigor. Aprovisionamos de frescos e rumamos a Burgos.
Fomos até Logroño pela estrada nacional e logo a seguir apanhamos a A12, que quando estiver concluída irá ligar Logroño a Burgos. Neste momento ainda é necessário percorrer cerca de 65 Km pela N120.
Chegamos ao camping Fuentes Blancas em Burgos a meio da tarde, aparcamos e ainda fomos até ao hipermercado fazer compras para os próximos dias. O tempo estava fresco, o ar trazia já a humidade do Outono e alguma chuva passageira.

O parque de campismo é ao lado do parque da cidade, um pouco afastado do centro e por isso muito calmo. Tem boas instalações sanitárias, alguns bungalows e poucos residentes. As chuvadas passageiras trouxeram os cogumelos mas os alvéolos tendem a encharcar. O café do parque é ponto de paragem dos habitantes locais nos seus passeios domingueiros, serve petiscos variados com muito bom aspecto.
Burgos é uma cidade díspar que oscila entre o tradicional e o moderno, um pouco confusa nas suas ruas. Como habitualmente acontece nas cidades Espanholas, o centro é histórico e organizado, pedonal e muito bem mantido. A catedral de Burgos é um edifício verdadeiramente impressionante e digno do título de património da humanidade. A sua recuperação terminou em 2014, vinte anos e 30 milhões de euros após o seu início em 1994 – se valeu a pena, só após uma visita se pode opinar.

O regresso foi feito nas calmas, por auto estrada e com pernoita em Puebla de Sanábria. Que bem que soube.

03/06/2015

France Trip parte 6 – La Tranche-sur-Mer

Tudo foi preparado na véspera da saída, incluindo cargas / descargas de águas nos depósitos, redistribuição do peso pela caravana, níveis de óleo e radiador verif**ados. Ficou apenas o essencial para o pequeno-almoço e os frescos para a manhã do arranque.
Percorremos 450 km fazendo aproximadamente o mesmo percurso de ida, desta vez com o vento a ajudar. Na verdade não estava muito vento, mas ainda que pouco ajuda sempre e sente-se a diferença no consumo de combustível. Apenas para satisfazer a eventual curiosidade do leitor que não conduz com caravana, devo dizer que nunca senti dificuldades de estabilidade a conduzir com vento ou mau tempo. Claro que a atenção é redobrada com más condições atmosféricas mas, não sei se porque me preocupo muito com a distribuição do peso, ou porque as caravanas actualmente têm estabilizadores de acoplamento e são construídas com muita atenção a factores dinâmicos, a verdade é que felizmente não tenho este tipo de más experiências para contar.

Chegamos depois do almoço a Les Conches, uma pequena vila que f**a a cerca de 2 Km do mar, separada por um longo pinhal com diversos acessos à praia. Em algumas zonas desse pinhal, existem parques de campismo e habitações que nos anos 80 foram de luxo – algumas estão actualmente ao abandono.
No limite Sul do pinhal existe a vila de La Tranche-sur-Mer, muito parecida com qualquer vila Portuguesa à beira mar e com forte exploração balnear. Tem uma pequena barra de abrigo a barcos de pesca ao largo da costa e muitas ruas pedonais com restaurantes e lojas que aparentam abrir apenas no verão. É de alguma forma parecida com Albufeira à 20 anos atrás, sem ingleses sedentos de álcool. Existe ainda uma fantástica ciclovia que percorre todo o pinhal até à vila tornando a utilização do carro completamente opcional.

Agendamos com antecedência a estadia no parque Le Clos de Pins, que nesta altura do ano está completamente lotado – entenda-se que por lotado quero dizer com a capacidade máxima atingida, mas sem confusão nos espaçosos alvéolos e casas de banho mistas. A propósito de alvéolos, esta é sempre uma preocupação de quem circula com uma caravana média ou grande. No meu caso, o conjunto caravana + carro mede cerca de 12 metros que em alguns parques são uma dor de cabeça para aparcar. Tinha deixado uma anotação no pedido de reserva, que caso não tivessem um alvéolo fácil de manobrar não queria a reserva, ao que me responderam que não haveria problema. Não foi assim que aconteceu e após alguma discussão e nenhuma alternativa, restou a hipótese de pedir aos novos vizinhos que ajudassem a empurrar a caravana até ao alvéolo – uma boa forma de os f**ar a conhecer.

Os 5 dias foram passados em passeios a pé pelo pinhal, praia (pouca devido à fraca meteorologia) e visita às principais cidades.
Ficaram na memória Les Sables-d’Olonne e La Rochelle, ambas com forte ligação ao mar e muito turísticas.
A primeira f**a a 40 km para norte de Les Conches, tem uns estaleiros industriais, uma marina de pesca e outra de recreio de onde de 4 em 4 anos partem os valentes velejadores da Vendée Globe. Pode-se atravessar o rio em dois pontos distintos numa espécie de cacilheiro ecológico movido a energia solar, percorrer a marginal das geladarias e restaurantes ou simplesmente apreciar a baía cheia de turistas e a regata de pequenos catamarãs.
La Rochelle é muito turística e cheia de glamour. Aqui tudo está ligado aos veleiros e catamarãs, o calçado oficial são os sapatos de vela e o padrão dominante são as ricas azuis. Existem duas marinas, a do porto velho e a de “Minimes”, sendo esta última a maior marina recreativa de França com 5000 lugares em água e mais um quantos em doca seca. Aqui podem-se ver os últimos modelos Bénéteau, Jeanneau, Amel, Catana, Lagoon – alguns tão recentes que ainda não foram entregues aos seus novos donos – mas também muitos iates quase históricos e impressionantemente bem restaurados. Um verdadeiro prazer para quem gosta de barcos e do mar.

Próxima etapa – regresso a casa.

08/05/2015

France Trip parte 5 – Les plages du Débarquement

Saímos de Pontorson de manhã cedo e o percurso foi todo por autoestrada, mais uma vez gratuita na sua maioria. Estava bastante vento de norte e como seguíamos também para norte, a viagem foi mais lenta. Mesmo assim chegamos cedo ao parque de campismo Reine Mathilde em Étréham, onde iríamos f**ar 5 noites.

O parque é bastante bom, os alvéolos são muito espaçosos, separados por sebes com 2 metros de altura e com tomada de luz independente. Fomos muito bem recebidos na recepção onde nos disponibilizaram toda a informação necessária, incluindo a localização do alvéolo reservado antecipadamente, o qual pedimos para trocar por outro devido ao mau estado da relva.
Nos últimos dias tinha chovido bastante nesta zona e o piso estava bastante carregado de água. A chuva viria a ser uma constante em toda a nossa estadia nas praias do desembarque – não houve um único dia que não chovesse.

Este era para mim o ponto alto de toda a viagem. Tinha f**ado muito surpreendido com os locais por onde passamos até aqui, uns por nem sequer estarem nos planos, outros porque simplesmente não tinha grande expectativa. A partir deste momento tudo seria diferente para mim. Tinha passado horas a pesquisar informações sobre as praias e as suas vilas mais próximas, analisado o mapa, as distâncias, os pontos obrigatórios e opcionais em função do tempo disponível.
Dois meses antes tinha comprado 1 livros e 1 guia de campo pela Amazon, juntamente com o mapa de estradas de França da Michelin que não encontrei em Portugal – não alinho na maluqueira de confiar apenas no GPS, muito menos a viajar com caravana.

Percorremos desde Sainte-Mère-Église até Ouistreham, com todas as vilas “qualquer-coisa”-sur-Mer que existem pelo caminho. O que ficou na memória de longo prazo foi sem dúvida Bayeux, onde espero um dia voltar. Caen, que nos pareceu muito bem nas descrições turísticas, ficou por visitar porque o tempo não deu para tudo.

Relativamente ao desembarque da Normandia – Dday – a descrição das visitas destes 5 dias daria texto para um blogue inteiro, por isso fico-me pelas impressões gerais.
O facto de ter sido o primeiro conflito armado do qual resultou um impressionante espólio histórico, permite que atualmente se utilize toda a informação para relembrar e recriar o que passaram aqueles que se sacrif**aram no passado para dar esperança ao futuro da Europa e do mundo. É verdadeiramente impressionante a dimensão histórica e a forma como está presente nos pontos de interesse e não posso deixar de comentar que até na memória dos que partiram se vê o reflexo das culturas, espelhado nos centros de interpretação americanos - espetaculares e sensacionalistas; franceses – crus e sentidos e canadianos – simples e imparciais.
Parte do capital desta zona da Normandia vem do turismo em volta da segunda grande guerra, mas existe muito mais do que isso numa terra de gentes de trabalho, muita agricultura e simpatia, mas que carregam um peso da história que algumas vezes os próprios tendem a (querer) esquecer ou ignorar.

Próxima paragem, Les Conches (La Tranche-sur-Mer).

26/04/2015

France Trip parte 4 – Le Mont Saint-Michel

Após a estadia em Nantes, continuámos rumo a Norte. Tinham já passado 6 dias de férias e de boas surpresas em sítios sobre os quais sabíamos pouco. A próxima etapa da nossa viagem seria na região da Baixa Normandia e Bretanha.

Percorremos 215 km desde Maisdon-sur-Sèvre até Ardevon e experimentamos uma grande mudança na paisagem, arquitetura urbana, cultura e gentes. A viagem foi toda feita por uma estrada equivalente aos nossos IPs (itinerários principais), que nesta zona mais parecem autoestradas. Aqui começamos também a ver muitas (mas mesmo muitas) caravanas a circular e até as áreas de serviço tinham zonas específ**as para parar veículos ligeiros com reboque

Chegamos à La Bidonnière (aire de camping-car) bastante cedo, antes mesmo da hora do almoço. Este local aceita todo tipo de veículos e até tendas de campismo para pernoita. Tem excelentes condições e serviços à medida das necessidades de cada um, como por exemplo os duches que só paga quem usa. O WC e a carga/descarga de águas estão incluídos no custo base da estadia.
As meninas da receção são muito simpáticas e capazes de esclarecer todas as dúvidas sobre a visita ao Monte Saint-Michel, aconselhar os melhores horários e até ceder bicicletas (a melhor opção) para percorrer os 6km desde as instalações ao famoso “ilhéu”. Tudo, exceto informações sobre a Bretanha que como f**a numa região diferente, apenas existe informação nos postos de turismo.

Decidimos visitar Saint-Michel no dia em que chegamos. Deixamos o carro em Beauvoir e fizemos a longa caminhada a pé pelo canal até monte. Vagueamos pelas ruelas e pelos passadiços da fortif**ação, visitamos os miradouros e claro, visita obrigatória à Abadia. Para um local com mais de 3 milhões de visitantes por ano, não apanhamos grandes confusões ou filas para aceder aos locais.
No final do dia jantamos por lá e foi o único momento em que sentimos a pressão turística no tempo de espera. Como estávamos num registo bastante relaxado, tudo correu bem. Regressamos por volta das 23h. Momento ideal para tirar fotos noturnas.

No dia seguinte acordamos sem pressas, tomamos um bom pequeno-almoço e partimos à descoberta da Bretanha - fomos vagueando até Cancale. Aqui tudo está ligado à terra e ao mar. Telhados longos de colmo, moinhos, infindáveis campos de cultivo e uma baía que se transforma conforme a maré, onde se apanham todo tipo de bivalves. Nesta zona as marés são brutais, com cerca de 7 metros em condições normais, mas podem ter até 14 metros em condições anormais. Isto faz com que quase não existam praias, tudo é um imenso lamaçal de biodiversidade.

Ao fim da tarde visitamos o mausoléu Alemão de Montes d’Huisnes onde repousam 12 almas - vítimas da segunda grande guerra. Foi o primeiro contacto com a próxima etapa dedicada ao dia D e às praias do desembarque da Normandia.

Endereço

Praça Da Rainha
Ponte De Lima
4990-062

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