07/06/2026
Ainda o jantar n’ “O Escondidinho”, do “A História serve-se quente” da TACITUS, dedicado ao Duque de Wellington. Além do espectável “bife Wellington”, os participantes foram surpreendidos com uma “lendária” canja que a tradição associa ao general britânico. A versão mais corrente data o episódio de 1808, quando o oficial desembarca na Figueira da Foz no contexto da Primeira Invasão Francesa. Outra versão coloca o episódio em 1809, no Porto, aquando da Segunda Invasão napoleónica. Após libertar a cidade, quando o general chegou ao Palácio dos Carrancas (hoje Museu Soares dos Reis), onde se alojou nos dias seguintes, a criada do palácio entendeu que ele apresentava um aspeto doentio, revelando alguma fraqueza, pelo que lhe preparou uma canja de galinha. Uma “canja para doentes” que, ainda segundo a tradição, Arthur Wellesley começou por provar desconfiado para, depois, comer de um modo tão deliciado que acabou por tomar nota da receita para enviar à esposa. Uma canja “poderosa” como se verá pela receita que de seguida apresentamos. Importa sublinhar todo o entusiasmo da equipa do restaurante “O Escondidinho” na recuperação e preparação desta canja, nomeadamente do seu proprietário, Amarílio Barbosa, e do Chef Ricardo Gomes, seguindo todas as indicações supostamente registadas por Wellesley, nomeadamente o pormenor de, além da sopa, se disponibilizar “um prato em frente de cada conviva, para aí colocar as carnes cortadas em pedaços. Tudo deve ser comido conjuntamente e, para cada conviva, deve haver também um pires com hortelã picada que juntar à sopa, ao gosto de cada um”. E porque “a sobremesa deve ser sempre laranja”, a equipa do Escondidinho, inspirado nessa orientação, preparou também algo surpreendente: um Pudim Abade de Priscos com carpaccio de laranja e uma redução de Cointreau e sumo de laranja.
Finalmente, eis a surpreendente receita da canja. Ingredientes: uma galinha de campo; um bom pedaço de orelheira de porco salgada; Pé de porco - 1 pedaço; Chouriço velho - 1 pedaço; Chouriço novo - 1 pedaço; Toucinho salgado - 1 pedaço; Toucinho fresco - 1 pedaço; Couve de corte - q.b.; Massa (macarrão) - q.b.; Sal, cebola e água - q.b. Confeção: Depois de depenada e limpa a galinha dever-se-ão cozer, juntamente, todas as carnes (há que ter cuidado com o tempero de sal, já que grande parte das carnes são salgadas). Na água da cozedura das carnes coloca-se a massa e junta-se a hortaliça e a cebola.
Para mais informações: https://www.ph-tacitus.pt/2026/05/04/wellington-inspira-historia-serve-se-quente/