01/05/2018
Esses dias me dei conta que o Senegal, atualmente, é o país onde mais tempo estive. Antes tinha sido Marrocos e Argentina, 2 meses em cada um.
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Desde quando entrei no deserto, milhares de km lá pra cima, chegar aqui soava como uma missão cumprida. A partir disso eu poderia adicionar dentre as coisas que consegui conquistar a frase "cruzei o Sahara de bicicleta". E assim foi. A sensação de cruzar a fronteira e as primeiras impressões me fascinavam.
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África é uma experiência. Principalmente os países menos desenvolvidos (ainda que os outros também já sejam bem diferentes dos nossos costumes ocidentais).
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E o que faz eu gostar tanto do Senegal, claro, são as pessoas, a vida, o jeito simples e feliz de levar. Outro dia mesmo estava conversando com um amigo senegalês e ele me disse "eu como pra viver, não vivo pra comer", relacionando o comer com tudo.
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Senegal das ruas de terra, das mulheres fortes, trabalhadoras com seus galões de 40L de água na cabeça, com o filho amarrado nas costas. Senegal da água de poço, do poço comunitário na vila. Das crianças, fortes e felizes correndo e brincando o dia inteiro nas ruas - de terra/areia. Senegal da comida cozinhada do lado de fora em um botijao pequeno com um fogareiro de 1 boca. Dá comida servida em um tapete no chão, em um prato único e compartilhado. Senegal do coração puro, mas da cabeça comerciante "compra aqui, vende ali". Senegal do futebol, onde acredito que 20% das pessoas o tempo inteiro veste uma camiseta de um time de futebol. "Brasil? Neymar!"
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Senegal da pesca, dos mercados, do chá, do reggae, do islamismo, catolicismo e dos bayfal, dos que querem ir pra Europa e os tantos da Europa que vem viver aqui. Senegal dos milhões de pés de manga, que em alguns dias começam a f**ar no ponto...
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São tantas, mas tantas coisas. Obrigado Senegal por tudo. Me permita mas f**arei mais um cadinho por aqui...