Ciclo Trips

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Ciclo Trips é um canal para compartilhar os momentos, encontros e histórias dessa viagem mundo afora.

Um pouco atrasado, mas... Feliz dia do Ciclista para todos!!!Um videozinho com algumas imagens da viagens pra vocês.
21/08/2020

Um pouco atrasado, mas... Feliz dia do Ciclista para todos!!!

Um videozinho com algumas imagens da viagens pra vocês.

This is "CicloTrips - Fragmentos da aventura" by Julio Pinto on Vimeo, the home for high quality videos and the people who love them.

E hoje, quase um mês depois de ter voltado ao Brasil, pedalei pela primeira vez por estradas atravessando cidades. Quant...
26/06/2018

E hoje, quase um mês depois de ter voltado ao Brasil, pedalei pela primeira vez por estradas atravessando cidades. Quanta coisa se passou pela minha cabeça, um verdadeiro filme. Principalmente as placas do Deserto do Sahara que para algumas cidades apontavam 2.000 km e que sabia que teria que chegar até lá. Mas o principal: pedalar em uma bicicleta com 10kg, ao invés de mais de 45kg, é muito mais fácil viu!? Hehehe

DE VOLTA PRA CASA, NO BRASILㅤㅤㅤㅤArgentina, Bolivia, Peru, Equador, Colômbia, México, Portugal, Espanha, Marrocos, Saara ...
04/06/2018

DE VOLTA PRA CASA, NO BRASIL
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Argentina, Bolivia, Peru, Equador, Colômbia, México, Portugal, Espanha, Marrocos, Saara Ocidental, Mauritânia, Senegal, Gâmbia e Guiné Bissau.
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14 países, mais de 10.000km pedalados. 365 noites que dormi em 209 lugares diferentes. Cada lugar algumas pessoas e algum aprendizado. Cada lugar um cantinho pra passar a noite e seguir a viagem.
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Nenhum pneu furado, nenhum problema mecânico grave. Nenhuma gripe, nenhum problema de saúde.
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Que lindo que foi tudo isso! Que mágico.
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Já há alguns meses havia decidido a minha data de retorno pra São Paulo. E foi na última sexta feira que saí bem cedo de Dakar, no Senegal, fiz escala em Casablanca, no Marrocos e cheguei em São Paulo no fim do dia. E aqui estou.
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MUITO OBRIGADO a todos que acompanharam tudo isso, que mandaram suas energias positivas e - claro - os que me ajudaram no meio do caminho, abrindo suas casas e seus corações.
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E vamos viver. Não sei quais os planos para o meu retorno ainda. A viagem não terminou. Assim como ela não começou há 1 ano. Ela apenas teve mais uma fase escrita. Mas o ponto final, o término, será apenas quando eu passar a um outro plano. Porque, pra mim, a viagem nunca terminará.
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Agora com mais tempo tentarei organizar mais os conteúdos da viagem e também continuar gerando algo pra vocês como dicas de equipamentos, de artimanhas que aprendi nesse tempo todo e muito mais.
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E que venha a copa e as quermesse tudo! Nos vemos por aqui, amigxs!

DE VOLTA AO SENEGAL, QUE LEGAL ㅤㅤㅤㅤOpa opaaaa. Depois de alguns dias sumidos e de bastante tranquilidade, aqui estou. ㅤㅤ...
26/05/2018

DE VOLTA AO SENEGAL, QUE LEGAL
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Opa opaaaa. Depois de alguns dias sumidos e de bastante tranquilidade, aqui estou.
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Acabei f**ando quase 2 semanas em Guiné Bissau por algumas razões muito simples de entender. Fizemos um grupo de amigos e tínhamos uma excelente piscina no camping. Pronto.
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Depois de tantos dias e um churrasco de despedida, eu e o Ali pegamos carona no caminhão dos nossos amigos e voltamos pro Senegal. Viajamos depois mais algumas horas e fomos relaxar um pouco (mais) em um povoado bem pequeno chamado Diembering.
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Na primeira noite no camping por volta das 22hs ouvirmos um tiro. Achamos estranho mas dormimos. No outro dia saímos para a vila e começamos a ver todas as mulheres em seus vestidos tradicionais. Normalmente quando isso acontece, tem casamento. Perguntamos e não, não era. Um ancião da vila havia morrido (o tiro foi pra avisar a vila do momento da sua morte). E alguns metros a frente, no meio de uma das ruas de areia la estava uma cama com o corpo. E ali era o "velório". Nada de cara feia, nada de cara triste. As mulheres sempre sorrindo, falando algo. Algumas vezes uma entoava um canto e todas acompanhavam. Foi mais uma das experiências que nunca esquecerei. Aqui é mais uma das culturas que a morte não é vista com tristeza, e sim com alegria pela passagem, com gratidão.
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Ficamos 4 dias na vila e foi muito tranquilo. Longe de todo o trânsito e barulho e caos de Bissau.
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A partir daí um momento difícil, como são todas as despedidas. Segui o meu caminho de barco para Dakar, capital do Senegal. E me despedi de um irmão que a estrada me deu. Dam's, ou Ali como sempre o chamei. Após 2 meses viajando juntos, meu querido amigo continuou na Casamance pois em um mês e meio sua família vem visitar ele. Eu segui adiante com a certeza de ter um grande amigo e com a gana de poder encontrar ele outra vez. Muito obrigado meu irmão.
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E 17 horas depois viajando no barco, as 6 da manhã do dia seguinte, cheguei a capital Dakar.
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Aqui fico uns dias, tem bastante coisa pra conhecer... E depois, hora de mover novamente :) @ Dakar, Senegal

GUINÉ BISSAU E AQUELE JEITINHO CONHECIDOㅤㅤㅤㅤHá uma semana entrei na Guiné Bissau, uma das antigas colônias portuguesas n...
15/05/2018

GUINÉ BISSAU E AQUELE JEITINHO CONHECIDO
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Há uma semana entrei na Guiné Bissau, uma das antigas colônias portuguesas na África e que a língua oficial é o português, mas a falada entre os locais é o Crioulo, uma língua apenas falada (como o Woolof no Senegal). Não é ensinada nas escolas e sim aprendida em casa, na rua. E tem sua base no português.
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O país não estava nos meus planos antes, mas durante minha passagem pelo sul do Senegal conheci muitas pessoas que falaram "não deixe de ir". Já na embaixada para tirar o visto entendi o porque. Um tratamento excepcional, diferente dos demais principalmente quando tratamos assim com órgãos oficiais. E uma das primeiras coisas que ouvi foi: somos muito parecidos com o Brasil.
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E bastou cruzar a fronteira e começar a conhecer as primeiras pessoas que isso se fez verdade. Um povo bastante alegre que ama festa, bebe caipirinha, fala português...
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E depois de tanto tempo de árabe e francês, poder conversar mais com os locais e tal é muito bom!
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A viagem em bicicleta ficou difícil de um tempo pra cá e f**a mais ainda nos próximos dias por várias razões, mas 2 são as principais: o CALOR de 50 graus no sol e 40 na sombra. Tudo isso porque, oficialmente a partir de hoje está aberta a temporada de chuvas (segunda razão). A coisa piora no meio de junho e são 3 meses de chuvas fortes, alagamentos (pela terra tão seca depois de 9 secos meses) e alguns outros problemas (como a incidência muito maior da Malária).
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Então aproveitei pra deixar a bicicleta e dar uma relaxada. Eu aguento bem o frio, mas o calor me mata! E esse calor daqui é surreal.
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E hoje, 15 de maio, deu os primeiros pingos. Há muito muito tempo não via chuva.
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Hora de se abrigar, rever os caminhos e dar uma descansada.
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Nao tirei muitas fotos aqui. Todos os lugares aqui em Bissau são super, super cheio de gente. Não me sinto muito confortável apontando câmeras ou celular pra eles. Muitos não gostam. Então prefiro guardar tudo na memória :)
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Deixo com vocês um poema em Crioulo. Ontem eu a Rita e o Fernando (os portugueses) passamos bums minutos lendo os poemas nos muros e tentando traduzir pro português. Alguém se arrisca?

Luto por Krzysztof e Holger. As últimas semanas foram tristes para nós do mundo do cicloturismo. Acompanhamos uma histór...
07/05/2018

Luto por Krzysztof e Holger.

As últimas semanas foram tristes para nós do mundo do cicloturismo. Acompanhamos uma história que não teve um final nada feliz, mas muito pelo contrário. Triste, criminosa, cruel e com a conivência do governo do México. Dois cicloturistas foram assassinados. Um foi decaptado e teve o pé cortado. Ambos foram atirados em um barranco. A polícia encontrou os corpos e enterrou como indigente (mesmo vendo que era um estrangeiro). Enfim, a história a partir daí só piora.

México, lindo país. Linda gente. Mas perigoso, muito perigoso. E sabe porque o perigo não chega muito aos ouvidos de todos? Pela mesma resposta que o delegado desse caso deu a um jornalista que está investigando as mortes "você quer acabar com o nosso turismo?". México está em guerra e não é de hoje. E o governo é conviente com os narcos e com a lucrativa rede hoteleira...

Que os amigos descansem em paz e continuem esse pedal lindo onde é que estiverem.

Esses dias me dei conta que o Senegal, atualmente, é o país onde mais tempo estive. Antes tinha sido Marrocos e Argentin...
01/05/2018

Esses dias me dei conta que o Senegal, atualmente, é o país onde mais tempo estive. Antes tinha sido Marrocos e Argentina, 2 meses em cada um.
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Desde quando entrei no deserto, milhares de km lá pra cima, chegar aqui soava como uma missão cumprida. A partir disso eu poderia adicionar dentre as coisas que consegui conquistar a frase "cruzei o Sahara de bicicleta". E assim foi. A sensação de cruzar a fronteira e as primeiras impressões me fascinavam.
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África é uma experiência. Principalmente os países menos desenvolvidos (ainda que os outros também já sejam bem diferentes dos nossos costumes ocidentais).
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E o que faz eu gostar tanto do Senegal, claro, são as pessoas, a vida, o jeito simples e feliz de levar. Outro dia mesmo estava conversando com um amigo senegalês e ele me disse "eu como pra viver, não vivo pra comer", relacionando o comer com tudo.
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Senegal das ruas de terra, das mulheres fortes, trabalhadoras com seus galões de 40L de água na cabeça, com o filho amarrado nas costas. Senegal da água de poço, do poço comunitário na vila. Das crianças, fortes e felizes correndo e brincando o dia inteiro nas ruas - de terra/areia. Senegal da comida cozinhada do lado de fora em um botijao pequeno com um fogareiro de 1 boca. Dá comida servida em um tapete no chão, em um prato único e compartilhado. Senegal do coração puro, mas da cabeça comerciante "compra aqui, vende ali". Senegal do futebol, onde acredito que 20% das pessoas o tempo inteiro veste uma camiseta de um time de futebol. "Brasil? Neymar!"
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Senegal da pesca, dos mercados, do chá, do reggae, do islamismo, catolicismo e dos bayfal, dos que querem ir pra Europa e os tantos da Europa que vem viver aqui. Senegal dos milhões de pés de manga, que em alguns dias começam a f**ar no ponto...
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São tantas, mas tantas coisas. Obrigado Senegal por tudo. Me permita mas f**arei mais um cadinho por aqui...

CRUZANDO A GÂMBIAㅤㅤㅤㅤPra não perder o costume, em algumas horas todos os planos mudaram. Em uma sucessão de coincidência...
26/04/2018

CRUZANDO A GÂMBIA
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Pra não perder o costume, em algumas horas todos os planos mudaram. Em uma sucessão de coincidências e contato entre os que estão viajando por aqui, conhecemos a Lena. Uma Alemã que há alguns dias atrás havia comprado um motorhome e estava na mesma cidade que nós. Queria vir pro mesmo lado que nós mas queria antes fazer uma trip pro interior da Gambia por uns dias. Nos convidou e em questão de horas arrumamos as coisas e saímos.
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Entramos até a metade do país pra cruzar por outra fronteira, menor e tal. O que signif**a menos pessoas, caminhões, fila, etc.
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Sempre tinha curiosidade de como é viajar em um motorhome. Claro é bem diferente do que viajar de Bike, principalmente pela facilidade do dia a dia. Parar, tudo pronto pra dormir. Nada de abrir todas malas, barraca, tudo pra cozinhar, etc. E foi bem interessante! Curti!
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No final, cruzamos novamente pro Senegal e agora estamos na famosa Casamance.
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A Gâmbia. Difícil falar. Um resumo bem breve seria "não gostei e estou feliz por voltar ao Senegal". Não vou me alongar até por respeito às diferenças entre os países, que sempre existem. Esquema de cobrança ilegal na entrada, dor de cabeça na saída por também extorsão de dinheiro pelos policiais. Os mesmos que em várias paradas de controle perguntam por presentes, por tudo. Isso não é raro na África, não é anormal. Mas é em um ponto muito invasivo. Nas ruas, no mercado, em tudo. E não é visão minha. Já haviam me avisado e nós 3 resolvemos desistir de ir mais pra frente pra cruzar logo.
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E Senegal segue sendo Senegal. Com o diferencial de que aqui na Casamance o povo é ainda mais mais gentil, o que é reconhecido por todo o resto do país. Aqui é aquele lugar que quando você conversa com os locais e fala que depois vai pra lá, todos falam "é o melhor do Senegal".
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Senegal, c'est très bon!

GÂMBIA! ㅤㅤㅤㅤSaímos de Djifer no barco que "sairia as 9h" e saiu as 16h. Os barcos africanos são chamados de pirogue. Bar...
20/04/2018

GÂMBIA!
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Saímos de Djifer no barco que "sairia as 9h" e saiu as 16h. Os barcos africanos são chamados de pirogue. Barcos de madeira com um motor claramente fraco pro tamanho da embarcação. Resultado é um passeio lento pelo delta do rio. No meio do caminho o motor apagou. E pergunta se o cidadão tinha uma chave de fenda pra abrir a tampa do motor? Não tinha. Um alicate? Não tinha. Haha no final nós que emprestamos as ferramentas. Depois de 1hr parado, arrancamos novamente e a noite chegamos ao povoado de Bétenti.
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Feito o ritual de perguntar por um lugar para dormir, fomos parar em uma casa em obras onde apenas 1 comodo estava pronto. Falamos que podíamos colocar a barraca fora que tudo bem, mas insistiram pra dormirmos dentro...
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Na outra manhã bem cedo saímos em outro pirogue, rumo a Missirah. Lá compartimos alguns dias com um cara super bacana que é o Bart. A vila é conhecida por abrigar a maior árvore do Senegal, uma Ceiba gigante com mais de 1000 anos e que é grande mas muito grande. Passamos 2 dias relaxando na sombra da árvore apreciando seu caule enorme e raízes que se misturam com galhos, uma coisa impressionante, imponente.
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A partir daí resolvemos cruzar a fronteira por terra, por conta do visto. 15km de pedal até a fronteira com a Gâmbia, sendo 8km por um caminho de terra beirando uma reserva florestal com muitos macacos e pássaros.
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Passada a zona da fronteira, a revista nas malas do lado da Gâmbia, mais 15km de pedal até Barra. De la pegamos o ferry para cruzar a Banjul. Mais 20km e chegamos em Serrekunda ontem a tarde.
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Já algumas primeiras impressões sobre a Gâmbia. A principal diferença é o idioma. Por ser colonia inglesa, falam inglês e não francês, o que facilita muito minha vida.
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Nos deram um visto de trânsito de apenas 7 dias, então vamos esperar mais uns dias por aqui e depois seguir pra tão esperada Casamance, a apenas 40km daqui. A Gâmbia é um país bem, bem pequeno.
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E vamos que vamos! Décimo terceiro país nessa viagem. @ The Gambia

16/04/2018

FIM DA ESTRADA, BORA PROS BARCOS
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Existiam algumas opções para chegar até a região de Casamance, no Senegal. Meu plano inicial era ir pela estrada principal, cruzar a Gâmbia e chegar. Pronto. Mas não... Se há um jeito menos conhecido e que passa por vilas e lugares mais remotos, por que não?
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Assim continuei pela estrada costanera até chegar ao fim dela. E aqui estou, no povoado de Djifer. Uma vila totalmente voltada para a pesca. Essa região é conhecida como o delta do Rio Saloum (Sine Saloum). Daqui pra frente, apenas por água.
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Da mesma forma terei que cruzar a Gâmbia. Ainda não sei se entrarei por barco (informações imprecisas sobre ter ou não imigração na chegada pro visto) ou por terra, mas uma certeza eu tenho: eu chego lá.
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A aventura é sempre maior quando não se sabe o caminho. Quando temos que ir perguntando pros locais como fazer, como ir. Porque se há gente vivendo, há transporte.
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Saímos hoje cedo de Palmarin, apenas 10km daqui. Chegamos e o barco que leva para uma ilha chamada Bétenti parece que vem hoje. Pode vir pode não vir. Depois teremos (acredito) que passar uma noite lá e seguir em outro barco pra uma cidade já no continente outra vez.
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Saindo de Palmarin fiz esse vídeo. São nessas pequenas casinhas que quase sempre comemos. Sanduíche, comida, tudo. As pessoas se apertam e comem todos juntos. O Café Touba sempre acompanha. Aliás estou viciado nisso.
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E segue o barco (agora literalmente)...

O MAIOR E MAIS ANTIGO BAOBÁ DO SENEGALㅤㅤㅤㅤDesde de as primeiras vezes que comecei a cogitar vir pra África nessa viagem ...
10/04/2018

O MAIOR E MAIS ANTIGO BAOBÁ DO SENEGAL
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Desde de as primeiras vezes que comecei a cogitar vir pra África nessa viagem a imagem dos Baobás, não sei porque, sempre vinham na minha cabeça.
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Aqui no Senegal, além de ser um dos símbolos do brasão do país (junto com o leão) é uma árvore sagrada. Tem dezenas de usos desde já ter servido de abrigo, casa, armazenamento de água, a fibra pode ser usada, casca folhas e frutos são usados medicinalmente e tal... Mas além disso, está presente em muitos contos, lendas e superstições. Uma delas é que se você for enterrado dentro de um deles sua alma permanece viva enquanto a árvore viver.
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E estima-se que eles podem viver até 6 mil anos. Esse da primeira foto é o Baobá Sagrado. O maior e mais antigo. A circunferência tem mais de 30 metros. Através de uma cavidade da pra entrar e no meio do tronco tem uma sala de 6m² (cheia de morcegos haha). A idade estimada dele é de 1000 anos.
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E eles estão por toda a parte, principalmente nessa zona que estou agora. E, pra mim, é uma das árvores mais fascinantes que já vi. O tronco, as curvas, o tamanho, a idade, agora na época seca sem nenhuma folha...
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"Conta uma lenda africana que, após ter colocado o baobá sobre a terra, o Criador continuou o seu trabalho, e a árvore o vigiava em tudo e dizia: “Isso não vai funcionar”. “Aquilo não está bem”, dando opinião sobre todas as espécies que eram criadas. Certo dia, o Criador cansou-se de ser contrariado pelo baobá, tomou-o nas mãos, plantou-o com as raízes para cima e perguntou: “E agora, eu acertei? Está bem assim?”. Desde então a árvore cresce de cima para baixo."
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Adoro essa versão. E realmente parece uma árvore de cabeça pra baixo. Hahaha

Viajar de formas mais lentas te deixa exposto. Muitos tem medo dessa exposição, pensando no perigo ou qualquer outra coi...
08/04/2018

Viajar de formas mais lentas te deixa exposto. Muitos tem medo dessa exposição, pensando no perigo ou qualquer outra coisa que possa acontecer. Uma pergunta comum que me fazem é: "e nunca aconteceu nada de ruim?". E eu respondo que de bom acontecem muitas, todos os dias.
Hoje chegamos em um povoado, chamado Joal. Quando cheguei, 30min depois do Ali, já tínhamos lugar pra dormir, comer e f**ar quanto tempo precisar. Como gosto dessa exposição, de estar sempre exposto e correr esse risco de coisas boas acontecerem :)

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