15/09/2022
*PATRIMÓNIO IMATERIAL/ SEMBA
A expressão SEMBA vem da dança massemba. Segundo o crítico musical angolano, Jomo Fortunato, “a massemba, dança popular de umbigada, executada por casais de dançarinos, é plural de semba [umbigada], nome que veio a designar o gênero musical mais representativo da região de Luanda
Em Angola, as décadas que antecederam a independência, em 1975, tiveram no semba de grupos e artistas como Ngola Ritmos, Os Kiezos, Jovens do Prenda, Elias Dia Kimuezo, Carlos Burity e nas vozes de cantoras como Belita Palma, Lourdes Van Dunem e outras, a trilha sonora do pré-independência
O semba surge revelando um profundo anseio por expressar uma angolanidade unificadora e libertária. O semba na Luanda pré-independente revelava na população em geral (e nos músicos) ao mesmo tempo uma veia combativa e festiva, potente e afirmativa, que com a música, a dança, o idioma local, as roupas, a criação e imposição de um modo de ser, respondia ao colonizador, à violência policial, ao preconceito e à desigualdade.
English:
*INMATTERIAL HERITAGE / SEMBA
The expression semba comes from the massemba dance. According to the Angolan music critic, Jomo Fortunato, “the massemba, a popular umbigada dance, performed by couples of dancers, is the plural of semba [umbigada], a name that came to designate the most representative musical genre in the Luanda region.
In Angola, the decades before independence, in 1975, had in the semba of groups and artists such as Ngola Ritmos, Os Kiezos, Jovens do Prenda, Elias Dia Kimuezo, Carlos Burity and in the voices of singers such as Belita Palma, Lourdes Van Dunem and others, the pre-independence soundtrack
Semba emerges revealing a deep yearning to express a unifying and libertarian Angolanity. Semba in pre-independent Luanda revealed in the general population (and in the musicians) at the same time a combative and festive, powrful and affirmative vein, that with music, dance, the local language, clothes, the creation and imposition of a way of being, it responded to the colonizer, to police violence, to prejudice and inequality.