19/08/2026
Em todo grupo tem gente que anda rápido e gente que anda devagar. Tem quem queira conversar o dia inteiro e quem prefira o silêncio. Tem o peregrino de 30 anos que sai disparado no primeiro dia e sente as pernas no terceiro, e tem o de 65 que começa devagar e chega em Aparecida inteiro.
Vinte anos de Caminho me ensinaram que o erro mais comum é tentar acompanhar o passo do outro. O corpo cobra. Aparece bolha, dor no joelho, cansaço que uma noite de sono não resolve.
Por isso eu conduzo o grupo respeitando o ritmo de cada um. O carro de apoio existe também para isso. Ele acompanha o percurso, leva a mochila, tem água e fruta na parada e está por perto quando alguém precisa reduzir. Ninguém f**a sozinho na estrada e ninguém precisa provar nada para o grupo.
Peregrinação não é competição. É o tempo que cada pessoa precisa para atravessar aquilo que veio atravessar.
Se você está adiando por achar que não tem preparo físico suficiente, essa conversa é com você.
Comente aqui o que mais te preocupa quando você pensa em encarar o Caminho da Fé.