15/07/2020
https://www.facebook.com/1986247664799994/posts/3116596485098434/
MAIS PERTO DO CÉU
Pouca gente sabe, mas o céu do Rio de Janeiro é considerado – olha só! – o mais azul do mundo. Uns anos atrás, o prestigiado Laboratório Nacional de Física (NPL, na sigla em inglês), instituição oficial de aferições e medidas do Reino Unido, fez um curioso levantamento para descobrir qual região do planeta possui a mais intensa abóbada anil. E deu Rio na cabeça! O céu carioca deixou para trás até o de destinos tidos como paradisíacos, como Ilhas Fiji, no Pacífico Sul; Santa Lucia, no Caribe; e Maldivas, a pérola do Índico.
Uma agência de viagens bancou a jornada da fotógrafa e produtora de TV escocesa Anya Hohnbaum, que venceu um concurso com mais de 2 mil candidatos. Ela foi escolhida para percorrer vinte países dos cinco continentes em 72 dias, fazendo imagens do céu. (Trabalhinho chato pacas, né?) Anya carregou um espectrômetro portátil de radiação ótica, fabricado pelo NPL especialmente para o projeto. A geringonça high-tech captou luzes e cores em altíssima definição, mais tarde analisadas pelos especialistas. Para dar a todos os locais pesquisados condições semelhantes, as medições foram feitas sempre às 10h , após ajustes no equipamento que levaram em conta altitude, umidade relativa do ar e temperatura.
Com um azul celestial desses sobre nossas cabeças, nada melhor do que chegar mais perto dele. E isso pode ser feito com pouquíssimo esforço aqui, no Mirante do Sacopã. Com apenas 130m de altura, qualquer criança – devidamente acompanhada pelo responsável, claro – sobe fácil a trilha. Ela tem corrimões em boa parte do percurso e consome, estourando, meia hora. O acesso f**a dentro do Parque da Catacumba, situado na Borges de Medeiros. Quando a gente menos espera, abre-se uma clareira na mata e surgem imagens inebriantes da Rodrigo de Freitas e das praias de Ipanema e Leblon, bem como das pedras da Gávea e Bonita. Difícil é virar as costas e sair – mas, é preciso, porque a poucos metros do Sacopã, outro mirante, o do Urubu, faz cair de vez o queixo. Para completar o combo, só visitando a casa-museu Eva Klabin, ali pertinho, com uma coleção de história da arte que abrange 4 mil anos e, além do queixo já caído, nos deixa sem fala.