25/12/2025
Estamos na reta final de 2025 (...) pausa para suspirar.
O Natal sempre desperta aquela vontade de carregar um pouco dessa energia para o próximo ano.
A generosidade mais à flor da pele, a vontade de estar junto, o ato de compartilhar… seria um sonho universal? Talvez, mas, quem sabe, praticável em pequenas doses?
Adoro descobrir como outras culturas celebram o Natal, acho muito inspirador ver como cada lugar ressignifica as mesmas datas.
Em muitos lares islandeses, por exemplo, a noite de Natal acontece à luz de velas, com livros recém-recebidos algumas horas antes. O país inteiro vive o jólabókaflóð (“inundação de livros” no bom português) e passa a véspera lendo em silêncio compartilhado. Não é a coisa mais linda? E o melhor é pensar que esse hábito cabe em qualquer lugar do mundo, em qualquer noite também.
Do outro lado do mapa, no Japão, o Natal ganha um clima completamente diferente: quase um Dia dos Namorados de inverno. Restaurantes com menus especiais, hotéis lotados e o tradicional kurisumasu keki, um bolo leve com morangos fatiados com perfeição, nas vitrines das docerias. Um jeito íntimo e delicado de lembrar que presença também é afeto.
Já na Austrália, nada de velas ou romance: é sol a pino, mesa farta e o quintal vira palco do críquete de Natal. A graça está justamente em não levar tão a sério: os pequenos ganham segunda chance, as regras mudam conforme a família, e todo mundo participa. Um Natal sem palco e sem pressa, onde o mais importante é juntar quem a gente ama para um dia gostoso.
E, na Finlândia, a noite de 24 é marcada por um gesto silencioso e profundamente bonito: famílias visitam cemitérios para acender velas e homenagear quem já se foi. O país inteiro se transforma em um mar de pequenas luzes tremulantes. Um gesto bonito de celebrar quem não está mais aqui.
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Entre tantas maneiras de viver o Natal, há sempre um ponto comum: o desejo de conexão. Com quem a gente ama. Com o mundo. Com a gente mesmo.�E é também por isso que você está aqui, lendo este texto.
Desejamos que um pedacinho dessa energia natalina siga com você pelo caminho.
(Texto de Fafá Roque)