28/10/2015
Chapada das Mesas -Maranhão, muito além dos lençois.
O ponto de partida para explorar a chapada das Mesas é a bucólica cidadezinha de Carolina, fundada na metade do século 19, que ainda preserva alguns belos casarões coloniais.
Dona de curiosas formações rochosas, a chapada das Mesas tem ar de ruínas. Pedras formaram esculturas de diferentes tamanhos e formatos que de fato lembram mesas, como o morro do Chapéu, com 378 m de altitude.
Nessa chapada, vale a máxima "água mole em pedra dura tanto bate até que fura". É a lei da natureza, generosa com seus recursos. Há cachoeiras para todos os gostos: cobertas por matas, abertas e exuberantes, finas, mas profundas, gêmeas e solitárias como imensas fendas cravadas em cânions.
Aquário natural o rio Farinha que acolhe as andorinhas na São Romão cria, 16 km abaixo, a Prata, formada por um conjunto de três quedas-d'água, cada uma com 25 m.
Que ninguém tenha pressa. A cachoeira do Paredão, de 26 m, ajuda a tirar o excesso de suor. Energia renovada, siga à direita, por dentro do rio. Menos de cem metros e a formação de um cânion coberto por mata ciliar e o barulhinho de água jorrando indicam a proximidade da Pedra Furada com 43 m de altura, tem esse nome porque a correnteza furou de fato a rocha, criando uma fenda na pedra.
Cerca de 2 km dali está outra queda, a Pedra Caída, também conhecida entre os nativos como Santuário.
Primeiro para encarar 120 degraus cânion abaixo até se deparar com três "chuveiradas" escorrendo pelos 56 m de paredão. Caminhando ora sobre areia avermelhada, ora dentro do rio, termina-se de cara com uma cachoeira de 46 m de altura, que desemboca num funil de pedra às avessas. A pressão é tão grande que forma ondas.
Talvez ela só perca para o azul deslumbrante do poço Encantado. A viagem é exaustiva. São 105 km de Carolina até o município de Riachão, mais 28 km por estrada de terra. Não dá para imaginar que no meio de um tapetão verde a perder de vista f**a um cânion, todo forrado por vegetação nativa.