04/02/2026
Nas ondas que beijam Salvador, vivi momentos de oferenda, conhecimento e cultura que só as festividades de Iemanjá sabem despertar.
Aqui, cada gesto é memória, cada canto é raiz, cada perfume de flor é história atravessando o tempo.
A espiritualidade que nasce do povo é cultura viva, feita de presenças, de afeto, de reverência ao sagrado e ao ancestral.
É o mar que ensina, é a cidade que responde, é o corpo que dança, é a tradição que continua mesmo depois de séculos de silenciamento.
Amo essa cultura que resiste e floresce.
Amo a sabedoria herdada, os Luagres que guardam histórias, o respirar coletivo de um povo que transforma fé em arte, devoção em celebração, memória em caminho.
Que as águas de Iemanjá continuem iluminando, protegendo e fortalecendo essa cultura que nos molda, nos guia e nos mantém de pé.