23/05/2026
O homem caiu entre 400 e 500 metros.
Mas a tragédia começou muito antes disso.
O australiano Matthew Paton, policial da Polícia de Victoria, morreu durante uma trilha no Caminho Inca, rota histórica que leva até Machu Picchu, no Peru.
Ele fazia o percurso ao lado da esposa quando sofreu a queda em um dos trechos mais difíceis da montanha: terreno instável, altitude extrema e um corredor estreito cercado por penhascos.
Segundo autoridades locais e veículos australianos, Paton despencou de uma altura estimada entre 400 e 500 metros na quarta-feira (20).
O corpo foi localizado apenas na quinta-feira (21).
Mas o que transforma essa notícia em algo que choca não é apenas a altura da queda.
É o contraste.
Matthew não era um aventureiro imprudente.
Era policial há mais de 15 anos. Experiente. Preparado. Prestes a assumir uma nova posição como sargento sênior na corporação.
Amigos e familiares o descrevem como alguém apaixonado por viagens, cultura e experiências intensas. Um homem que escolhia viver de verdade, e não apenas existir.
O Caminho Inca, considerado uma das trilhas mais icônicas do mundo, atravessa montanhas que ultrapassam 4 mil metros de altitude e exige preparo físico e atenção constante. Todos os anos, milhares de turistas percorrem os cerca de 42 quilômetros até Machu Picchu em busca de conexão, desafio e significado.
Mas a montanha não negocia distrações.
Em ambientes extremos, um passo errado não gera uma segunda chance.
A família afirmou estar “devastada” com a perda.
A tragédia reacende o debate sobre os riscos do turismo de aventura em trilhas de alta complexidade, especialmente em percursos de altitude, onde desgaste físico, hipóxia e mudanças bruscas de terreno podem transformar minutos de contemplação em situações fatais.