21/09/2026
É um dos perfis mais comuns e mais desgastados na gestão administrativa de empresas brasileiras de médio porte.
A coordenadora de viagens que também cuida de compras, facilities, contratos de fornecedores e atendimento interno. O analista administrativo que responde por tudo que não tem dono definido, incluindo as viagens. O assistente de RH que acabou absorvendo a função depois que alguém saiu.
Essa fragmentação tem um custo operacional que raramente é calculado com precisão.
Quando a gestão de viagens é uma função secundária de alguém sobrecarregado, o que se perde não é só eficiência. É qualidade de decisão. Passagem comprada com pressa porque não havia tempo para comparar tarifas. Hotel escolhido pelo primeiro resultado disponível porque a solicitação chegou tarde. Crédito aéreo que venceu porque ninguém tinha tempo de monitorar o saldo. Reembolso que atrasou porque estava no final da fila de uma lista de tarefas que não para de crescer.
A GBTA calcula que empresas com gestão de viagens centralizada e dedicada apresentam economia média de 15 a 25% nos custos totais de mobilidade corporativa em comparação com empresas que tratam a função como atividade secundária.
O ponto não é contratar um travel manager dedicado para toda empresa com baixo volume de viagens. É garantir que quem cuida disso tenha estrutura de suporte adequada, processo automatizado para o que é repetitivo e um parceiro externo que absorva a carga operacional que consome o tempo que deveria ir para decisões estratégicas.
Uma boa TMC não substitui essa pessoa. Desafoga ela o suficiente para que ela possa fazer bem o que só ela pode fazer dentro da organização.
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