Caminho Real do Sertão / Picada de Goyáz

Caminho Real do Sertão / Picada de Goyáz Picada de Goyáz ®
Agência de turismo histórico
🚶‍♂️ Rota histórica original 📜
🌅 Caminho do Sol Poente ou Nascente | Leste / Oeste 🌄
🌐 Caminho do Peabiru

As “Picadas de Goyáz” designam os caminhos antigos dos povos originários, batidos pelos Bandeirantes em direção a Goyáz, e ao poente, seguindo as lendas Tupi do Peabirú...
Esses velhos caminhos e trilhas de entradas no Sertão dos Goyáz, bem como os locais de aprazíveis de paragem deram origem às lindas cidades de arquitetura “Colonial” (tipo Barroco Mineiro). A gestão dos caminhos no I e II Império foi estratégica para expansão da brasilidade. Os caminhos se firmam no Século XVIII, sendo administrados como “estradas reais” ligando as importantes vilas do Sul e Sudeste com as de Goyáz, Mato Grosso e Amazônia. A picada aberta desde Pitangui até a Vila Boa de Goyáz é muito antiga. Parte de Pitangui, atravessa o Rio São Francisco, passa na Fazenda da Piraquara, sobe pela Serra da Saudade e vai até Paracatu. De Paracatu segue até Vila Boa do Goyáz e Goyáz, terrinha amada de Cora. Essa picada velha do Pitangui ficou conhecida como “Caminho Velho de Goyáz”. No final do século XVIII firmou-se o Caminho Novo pra Goyáz, que partia de São João Del Rey e chegava em Vila Boa de Goyáz, passando por Oliveira, Itapecerica e Formiga, transpunha a belíssima e pavorosa Serra da Canastra e chegava em Araxá e Uberaba, e foi um caminho muito batido no século XVIII, ajudando a povoar o Centro-Oeste. Ao longo dessas picadas para Goyáz surgiram paragens que deram origem às vilas e arraiais, cidades e distritos muito bonitos e aconchegantes, que oferecem raros atrativos turísticos, povoam lendas, casos e histórias, dispondo de recursos e paisagens naturais e culturais de extrema importância mundial à disposição de investidores e visitantes. A “Picada de Goyáz” nasce por entre as terras de Mata Atlântica e Cerrado, pelos trilhos dos povos originários, pelas casas, currais de gentes que a habitam desde tempos imemoriais. Descendem de índio, bandeirantes, de tropeiros, boiadeiros, mercadores e viajantes estrangeiros. Gente que recebe e atende viajantes que vão e vêm desde sempre...

Saint-Hilaire e a Picada de Goiás August de Saint-Hilaire foi um botânico e naturalista francês que percorreu diversas r...
11/08/2026

Saint-Hilaire e a Picada de Goiás

August de Saint-Hilaire foi um botânico e naturalista francês que percorreu diversas regiões do Brasil entre os anos de 1816 e 1822 coletando plantas e fazendo anotações detalhadas sobre o relevo, a economia e o modo de vida das pessoas daquele tempo. Uma dessas viagens de Saint-Hilaire teve como destino a Província de Goiás, passando pelas Nascentes do Rio São Francisco na Serra da Canastra, e consequentemente pelo Centro-Oeste mineiro. Os relatos dessa viagem foram publicados no livro “Viagem às Nascentes do São Francisco e à Província de Goiás”.
A viagem de Saint-Hilaire à Província de Goiás teve início em 1819, partindo do Rio de Janeiro e passando pela Vila de São João Del Rei. Ele seguiu o antigo caminho de tropeiros e bandeirantes denominado Picada de Goiás. No Centro-Oeste mineiro, Saint-Hilaire passou pelo território dos atuais municípios de Oliveira, São Francisco de Paula, Camacho, Itapecerica e Formiga. Em sua passagem por Oliveira, Saint-Hilaire descreveu com perfeição as ruas, as construções e não deixou de mencionar a pedra verde-maçã que constitui a pia batismal e frontispício da Matriz de Nossa Senhora de Oliveira. Em Camacho, Saint-Hilaire deu notícias da fazenda do Curral, declarou ter encontrado plantas que não vira em outros lugares desde que começou suas viagens pelo Brasil e se hospedou na fazenda de Cachoeirinha, que na época pertencia à Vila de São Bento do Tamanduá (Itapecerica). Saint-Hilaire visitou a Vila de Tamanduá e de lá seguiu viagem para o Arraial da Formiga, localidade que não lhe deixou boa impressão. Saindo de Formiga, Saint-Hilaire se dirigiu ao Arraial de Piumhi, onde pernoitou para depois seguir à diante rumo a Serra da Canastra.
Na Serra da Canastra, Saint-Hilaire descobriu uma grande variedade de plantas que ele nunca encontrou em suas viagens pelo mundo e por outras regiões do Brasil. Saint-Hilaire dedicou uma boa parte de seu livro já citado para descrever as plantas, a paisagem e o modo de vida da população da Canastra, além de mencionar a famosa cachoeira Casca D’anta, que ele fez questão de observar mesmo estando fora de sua rota original.
Saint-Hilaire teve grande contribui

11/08/2026

Saint-Hilaire e a Picada de Goiás

August de Saint-Hilaire foi um botânico e naturalista francês que percorreu diversas regiões do Brasil entre os anos de 1816 e 1822 coletando plantas e fazendo anotações detalhadas sobre o relevo, a economia e o modo de vida das pessoas daquele tempo. Uma dessas viagens de Saint-Hilaire teve como destino a Província de Goiás, passando pelas Nascentes do Rio São Francisco na Serra da Canastra, e consequentemente pelo Centro-Oeste mineiro. Os relatos dessa viagem foram publicados no livro “Viagem às Nascentes do São Francisco e à Província de Goiás”.
A viagem de Saint-Hilaire à Província de Goiás teve início em 1819, partindo do Rio de Janeiro e passando pela Vila de São João Del Rei. Ele seguiu o antigo caminho de tropeiros e bandeirantes denominado Picada de Goiás. No Centro-Oeste mineiro, Saint-Hilaire passou pelo território dos atuais municípios de Oliveira, São Francisco de Paula, Camacho, Itapecerica e Formiga. Em sua passagem por Oliveira, Saint-Hilaire descreveu com perfeição as ruas, as construções e não deixou de mencionar a pedra verde-maçã que constitui a pia batismal e frontispício da Matriz de Nossa Senhora de Oliveira. Em Camacho, Saint-Hilaire deu notícias da fazenda do Curral, declarou ter encontrado plantas que não vira em outros lugares desde que começou suas viagens pelo Brasil e se hospedou na fazenda de Cachoeirinha, que na época pertencia à Vila de São Bento do Tamanduá (Itapecerica). Saint-Hilaire visitou a Vila de Tamanduá e de lá seguiu viagem para o Arraial da Formiga, localidade que não lhe deixou boa impressão. Saindo de Formiga, Saint-Hilaire se dirigiu ao Arraial de Piumhi, onde pernoitou para depois seguir à diante rumo a Serra da Canastra.
Na Serra da Canastra, Saint-Hilaire descobriu uma grande variedade de plantas que ele nunca encontrou em suas viagens pelo mundo e por outras regiões do Brasil. Saint-Hilaire dedicou uma boa parte de seu livro já citado para descrever as plantas, a paisagem e o modo de vida da população da Canastra, além de mencionar a famosa cachoeira Casca D’anta, que ele fez questão de observar mesmo estando fora de sua rota original.
Saint-Hilaire teve grande contribuição para a catalogação de várias espécies de plantas brasileiras, além de escrever bons livros de literatura de viagem. Suas observações e anotações são tão interessantes, que até hoje chamam a atenção de profissionais de diversas áreas.

Texto: Leonardo Alves

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15/07/2026

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Prepare-se para uma jornada inesquecível por 110 km de história, cultura e tradições mineiras!

Durante 4 dias e 3 noites, vamos percorrer Oliveira, Carmo da Mata e Itapecerica, visitando fazendas históricas, comunidade quilombola, museus, estação ferroviária, alambique artesanal, mirantes e patrimônios culturais que revelam a verdadeira essência de Minas Gerais.

✨ Experiências autênticas
☕ Fazenda de Café
🏛️ City Tour Histórico
🚂 Estação Ferroviária
🌄 Mirantes e paisagens incríveis
🥘 Gastronomia regional
⛪ Fé, cultura e tradição

🚗 Vagas limitadas.

📅 24 a 27 de setembro
📍 Oliveira • Carmo da Mata • Itapecerica

Sesmarias Experience: uma expedição pelos caminhos da história de Minas Gerais.

Endereço

Dores Do Indaiá, MG
35610000

Telefone

37 988180000

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