22/09/2026
Às margens da Lagoa dos Patos, cidades como Rio Grande, Pelotas, São Lourenço do Sul e Arambaré convivem com uma imensa laguna que organiza parte da geografia do Rio Grande do Sul.
A imagem mostra uma escala difícil de perceber no nível do solo. A Lagoa dos Patos se estende por cerca de 250 quilômetros e possui aproximadamente 10 mil km² de superfície, formando um dos elementos geográficos mais marcantes do território gaúcho.
Na margem oeste aparecem municípios como Arambaré, Camaquã e São Lourenço do Sul. Mais ao sul está Pelotas, cuja região se conecta ao sistema lagunar pelo Canal São Gonçalo, ligação natural entre a Lagoa dos Patos e a Lagoa Mirim.
No extremo sul está Rio Grande. É ali que as águas da Lagoa dos Patos encontram uma passagem para o Oceano Atlântico, formando um ambiente estuarino e um corredor de navegação fundamental para o estado.
Essa saída para o mar ajuda a explicar por que, apesar do nome popular, a Lagoa dos Patos é tecnicamente uma laguna: existe comunicação com o oceano.
A navegação também mostra sua importância econômica. A hidrovia da Lagoa dos Patos possui cerca de 221 quilômetros navegáveis e integra uma rede que permite que embarcações comerciais vindas do oceano alcancem inclusive Porto Alegre, passando pelo sistema lagunar e pelo Guaíba.
Já na margem leste, localidades como Tavares e Mostardas ocupam uma estreita planície costeira. Nesse trecho, uma longa faixa de terras separa as águas relativamente protegidas da laguna do Atlântico aberto, criando uma paisagem marcada por dunas, banhados e outras lagoas costeiras.
Por isso, a Lagoa dos Patos é muito mais do que um enorme corpo d’água no mapa. Ao redor dela existem cidades, portos, áreas agrícolas, comunidades e ecossistemas que dependem de uma geografia moldada pela água.
Vista do alto, ela parece quase um mar interior no coração do Rio Grande do Sul.
Imagem ilustrativa.