27/05/2026
A história da Paróquia Nossa Senhora da Boa Esperança está profundamente ligada ao nascimento da própria cidade de Lutécia. Antes mesmo do município existir oficialmente, a fé do povo já começava a reunir famílias e construir a identidade religiosa da comunidade.
Segundo registros históricos, o pioneiro Antônio Monteiro da Silva, conhecido como “Mineiro”, doou terras à Diocese de Botucatu para a construção de uma capela dedicada à Nossa Senhora da Boa Esperança, devoção mariana pela qual tinha grande carinho. Foi nesse local que nasceu o primeiro núcleo da cidade.
A primeira capela foi inaugurada em 25 de maio de 1925, quando o então vigário de Botucatu, Padre Loughi, celebrou a primeira missa da comunidade. Ao redor da pequena igreja começaram a surgir casas, comércios e novas famílias, dando origem ao povoado que mais tarde se transformaria em Lutécia.
Em 23 de dezembro de 1937, a comunidade foi oficialmente elevada à condição de paróquia, recebendo o nome de Paróquia Nossa Senhora da Boa Esperança.
A atual igreja matriz começou a ser construída em 1933 e foi inaugurada em abril de 1945. Com o passar das décadas, o templo recebeu importantes ampliações, incluindo a construção da cúpula, das torres e dos relógios que até hoje fazem parte da paisagem histórica da cidade.
Com o crescimento da devoção mariana e da importância espiritual da igreja para toda a região, a antiga paróquia passou a viver uma nova etapa de sua história, sendo elevada à condição de Santuário de Nossa Senhora da Boa Esperança. O título de santuário representa um reconhecimento da Igreja Católica ao local como centro de peregrinação, oração e fortalecimento da fé dos devotos de Nossa Senhora.
Hoje, o santuário é conduzido pelo pároco e reitor Padre Silvio Eduardo Cardozo, que dá continuidade ao trabalho pastoral, espiritual e evangelizador junto à comunidade luteciana. Mais do que um templo religioso, o Santuário Nossa Senhora da Boa Esperança representa a fé, a origem e a identidade do povo de Lutécia.
Sua história se mistura com a história da cidade, mantendo viva a tradição, a devoção mariana e o acolhime