21/08/2020
O impacto econômico do fechamento de bares e restaurantes é gigantesco. Segundo uma pesquisa realizada Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), somente na cidade de São Paulo, mais de 40% desses estabelecimentos estão sujeitos a quebrar caso medidas para ajudar o setor não sejam tomadas.
Esse problema não é exclusividade de São Paulo, e tem ocorrido em diferentes regiões do país. Isso acontece porque a necessidade de afastamento social e o consequente fechamento dos empreendimentos atrapalham a saúde financeira dos negócios, visto que a maioria não possui capital de giro suficiente para suportar longos períodos sem receita.
Outra consequência que tem aparecido é a massiva demissão de funcionários do setor. Em Brasília, por exemplo, o Sindicato Patronal de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (Sindhobar) estimou que mais de 4 mil colaboradores já tenham sido desligados de seus empregos, número que segue crescendo.
A Associação Nacional de Restaurantes (ANR) acredita que, em todo o Brasil, mais de 600 mil funcionários de bares e restaurantes sejam demitidos devido à crise ocasionada pelo coronavírus.
A queda no faturamento também tem impedido que muitos estabelecimentos consigam pagar custos de aluguel de ponto comercial. Nesse caso, a negociação é feita diretamente com os proprietários dos imóveis.
Em São Paulo, entretanto, já houve um caso de intervenção judicial para que um restaurante da capital tivesse uma redução no valor do aluguel durante o período da pandemia.
Diante dessa situação, a Abrasel fez um apelo às instituições financeiras do país para que concedam condições especiais de crédito e pagamentos para que bares e restaurantes consigam recompor o seu capital de giro e enfrentar o período de crise.
Entenda as principais dificuldades e impactos do coronavírus em bares e restaurantes e como é possível se adaptar durante essa crise.