06/05/2022
“Se você não está pronto para morrer por alguma coisa, então você não está pronto para viver.” Essa frase foi dita por Martin Luther King Jr. e é um bela maneira de iniciar esse texto sobre a nossa próxima aventura. Não que a viagem seja perigosa, ninguém vai morrer... Mas ela terá PROPÓSITO! Na verdade, não apenas um, porém três objetivos que serão divulgados e explicados no texto a seguir.
O primeiro objetivo da viagem será assistir a aurora boreal no Alaska. Para isso, vamos à Anchorage no dia 1º de setembro, descansamos e no dia seguinte já vamos à Fairbanks. Situada no centro do estado do Alaska, Fairbanks é o melhor local da América do Norte para enxergar as “luzes do norte”, que é como os locais a chamam. Passaremos três dias por lá, todas as noites buscando o melhor local e horário para assistir o show. Fairbanks também é famosa pela febre do ouro americano. Por volta de 1900, o explorador Felix Pedro descobriu ouro na região do Rio Chena, o que trouxe milhares de exploradores para a região. Dez anos depois, as últimas dragas foram sendo desligadas e a cidade voltaria à calmaria de outrora. Voltando à nossa exploração, saindo de Fairbanks, passaremos uma noite em Denali, na base da mais alta montanha da América do Norte, antes de retornar à Anchorage. Ainda no Alaska, faremos uma viagem linda de trem até Seward, ida e volta no mesmo dia, para conhecer os famosos “trilhos do Alaska”. No dia 9 de setembro, tomamos um voo para Atlanta e iniciamos a segunda parte da viagem, nosso segundo objetivo.
“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.” - Martin Luther King Jr. Essa segunda parte da viagem será mais quente, musical e certamente mais profunda. Chegamos em Atlanta, terra de Martin Luther King Jr., o líder do movimento dos direitos civis americanos. Dois dias depois seguimos para a capital da country music, conhecendo no caminho a sede do segundo whisky mais consumido no mundo, Jack Daniel’s. Nashville respira música e possui ótimos bares. Dois dias por lá e seguimos para Memphis, ainda no Tennessee. Terra de BB King e Elvis Presley, tem sua musicalidade preservada nos bares da Beale St. Além disso, é o local onde Martin Luther King Jr. foi assassinado. Mais dois dias e vamos embora, seguindo o contrafluxo do Rio Arkansas, atravessando a terra de Bill Clinton, rumo à capital dos furacões. Oklahoma é o estado mais indígena dos EUA, terra de furacões devastadores e local do segundo maior atentado terrorista americano. Dois dias mais e estaremos à caminho de Dallas, já no estado do Texas. Terra de Cowboys, armas e petróleo. Dallas é também cenário do capítulo final da vida de John Kennedy, o presidente que iniciou as tratativas para a derrubada das leis Jim Crow, que dois anos mais tarde terminariam com a segregação entre locais para brancos e negros. Sua frase mais famosa era: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país.”, mas também sabiamente dizia que: “Ser corajoso (...) é uma oportunidade que mais cedo ou mais tarde se apresentará a todos nós.”.
Finalizando o roteiro, no dia 21 de setembro tomamos nosso voo de Dallas rumo ao Brasil, pondo fim à essa aventura. Com isso concluímos o nosso segundo objetivo, conhecer os locais importantes do movimento dos direitos civis nos Estados Unidos! O movimento que empurrou o mundo para o futuro, deixando centenas de anos de escravidão para o passado, de uma vez por todas.
Mas há um terceiro objetivo, como foi mencionado anteriormente. Após tanto tempo de pandemia e lockdowns, essa viagem será o símbolo de um recomeço. Para nos mostrar que estamos prontos para morrer por alguma coisa, VIAJAR!
O povo está doido para voltar a viajar, então não restam muitas vagas. Se tiver vontade de se juntar à turma, me avise assim que terminar de ler esse texto... Abraços, Raulzinho!