18/08/2026
🚨Suspeito de atear fogo a homem que dormia em parada de ônibus é preso em Alvorada
Está preso o suspeito de jogar gasolina e atear fogo a um homem em situação de rua em Alvorada, na Região Metropolitana. David William Souza da Cunha, 39 anos, morreu após ser hospitalizado. Ele estava junto a uma parada de ônibus na Avenida Presidente Getúlio Vargas, em frente a uma garagem de coletivos que faz transporte municipal, quando foi atacado, em 11 de agosto.
O suspeito, um homem de 40 anos com diversos antecedentes policiais, teve prisão preventiva decretada após investigação da Polícia Civil. Segundo o delegado Edimar Machado, da Delegacia de Homicídios de Alvorada, ele admitiu em depoimento que tinha desavenças pessoais com a vítima.
— Ele alega que, em 2018, um primo dele foi morto e que a vítima, o David, estava junto com o primo e teria alguma responsabilidade, mas a investigação na época não apontou nada disso. Ele também admitiu que eles tiveram uma briga recentemente — afirma Machado.
Sobre a madrugada do crime, segundo o delegado, o suspeito disse não se lembrar do que aconteceu porque estaria sob o efeito de dr**as. No entanto, a investigação conseguiu apurar que ele foi até um posto de combustíveis, onde comprou gasolina pouco antes do crime.
Ainda conforme o delegado, antes de atear fogo à vítima, o homem agrediu Cunha com pedradas. O suspeito residia nas proximidades de onde aconteceu o crime.
— A perícia vai apontar se essas lesões dessas agressões também contribuíram para a morte da vítima. Foi um caso muito grave, que gerou comoção — diz o delegado.
Logo após o crime, a polícia tinha obtido informações sobre o apelido do investigado. Após identificar o suspeito, eles obtiveram mandado de prisão preventiva. Na segunda-feira (17), o homem foi preso na casa de uma familiar em Alvorada.
Entre os antecedentes do suspeito estão roubo a pedestre, roubo de veículos, tráfico de dr**as, entre outros crimes. Ainda segundo o delegado, ele estava sendo monitorado e havia rompido a tornozeleira eletrônica pouco antes do crime.
No caso da morte, ele é investigado por homicídio qualificado. A polícia ainda deve definir quais as qualificadoras do crime.