16/04/2026
O que se vê hoje na Universidade Federal Rural do Semi-Árido, em Mossoró, é mais do que descaso — é um retrato alarmante de abandono institucional que escancara o risco iminente dentro de um espaço que deveria ser sinônimo de conhecimento, segurança e futuro.
O campus, que já foi referência no interior do Rio Grande do Norte, agora convive com mato alto dominando áreas inteiras, lixo acumulado e uma evidente redução na estrutura de manutenção. Não se trata apenas de estética ou desconforto: é um cenário que compromete a dignidade da comunidade acadêmica e revela a falência de uma gestão preventiva básica.
Mas o problema vai além da aparência. Os relatos são graves — e incontestáveis. Incêndio em dependências da instituição. Teto cedendo. Viga de concreto desabando. Estruturas físicas dando sinais claros de colapso. São fatos que deixam de ser alertas e passam a configurar um risco concreto à vida de estudantes, professores e servidores.
Paredes rachadas, visivelmente comprometidas, funcionam hoje como um aviso silencioso de que algo pode acontecer a qualquer momento. A ausência de manutenção preventiva e a lentidão nas respostas transformam o cotidiano universitário em uma roleta de incertezas. Até quando será preciso esperar? Até que ponto será necessário chegar para que medidas efetivas sejam tomadas?
A pressão recai diretamente sobre a gestão do reitor Rodrigo Codes, que precisa, com urgência, sair do campo das justificativas e apresentar ações concretas. Não há mais espaço para discursos genéricos diante de um cenário que exige respostas imediatas e responsabilidade institucional.
A comunidade acadêmica está em alerta — e com razão. Porque quando estruturas começam a ruir, não é apenas o concreto que cede. É a confiança, é a segurança, é o próprio papel da universidade pública que entra em colapso.
Se nada for feito agora, a pergunta que ficará não será “o que aconteceu?”, mas “por que ninguém agiu a tempo?”.