19/08/2026
A descoberta de um reservatório de óleo leve e de alto valor comercial no litoral do Amapá levou o presidente Lula a classificar a matéria-prima como “petróleo chique”. A alcunha decorre das propriedades físicas do insumo extraído pela Petrobras na Margem Equatorial, que exibe baixíssimo índice de impurezas, grande fluidez e padrão comparável ao Brent, principal referência nas bolsas globais.
Durante visita técnica ao navio-sonda em Oiapoque, Lula destacou a leveza inédita do material coletado a cerca de 175 quilômetros da costa. Em termos técnicos, a alta qualidade do recurso é aferida pela escala de densidade Grau API. Diferente do petróleo pesado — mais denso, escuro e dependente de refinos complexos e caros —, o óleo leve exige menor gasto energético e volume reduzido de insumos químicos, otimizando a produção de combustíveis nobres como gasolina, diesel de alta especificação e querosene de aviação.
Sob a ótica econômica e estratégica, a exploração na Bacia da Margem Equatorial — operada em lâmina d'água de aproximadamente 3 mil metros e mais 3 mil metros de rocha no subsolo — acena com reflexos financeiros imediatos e maior rentabilidade para a cadeia de derivados da Petrobras. A estatal prossegue na fase de avaliação exploratória para delimitar o volume total do reservatório e atestar a viabilidade comercial definitiva da nova fronteira petrolífera do país.