16/12/2021
SÃO JORGE
A localidade de São Jorge, na zona rural do município de Rio Preto, está estrategicamente situada entre a majestosa Serra Negra da Mantiqueira e o belíssimo ribeirão de Santa Anna.
A região abriga diversas cachoeiras, entre as quais a de São Jorge e o Cachoeirão. Tem ainda as corredeiras do ribeirão Santa Rita, protegidas pelo magnífico Bosque das Contendas, que ao final faz a sua foz na grandíssima represa da Vale, outra atração turística da região de São Jorge.
A singela capela recém restaurada, sitiada a 11 Km da cidade de Rio Preto, por si só já é um chamativo!
Recentemente encontrei informações interessantes e surpreendentes em relação a referida região. A capela em homenagem a São Jorge é bem mais antiga do que imaginávamos. Ela já existia em 1849, quando o abastado fazendeiro Francisco Gonçalves de Mello (mais conhecido por "Chico Mello") ficou viúvo. Ele a herdara do pai, o português Francisco de Mello, que tornou-se proprietário de extensa porção territorial no município de Rio Preto, desde a ponte dos Mellos (foi ele quem construiu a primeira, por isso o nome em sua homenagem), na Fazenda Santa Anna dos Mellos (sua principal moradia), subindo o ribeirão Santa Anna até a antiga sesmaria Santa Rita, onde possuía outra sede de Fazenda, que passou a denominar-se Santa Rita dos Mellos (toda a extensão da represa que ameaçou romper se situa em terras que perteceram a ele, por isso sechama justamente Usina dos Mellos).
Foi ali que o "Mello Velho", como era chamado, fundou a capela em homenagem à São Jorge, ainda na primeira metade do século 19.
Anos depois, o potentado fazendeiro e influente político em Rio Preto, major Luiz José de Souza e Silva, adquiriu dos herdeiros de "Mello Velho" 8 alqueires de terras no exato local onde existia essa capela. Quando faleceu em 1889, o major Luiz (que foi um dos primeiros intendentes - prefeito - de nossa cidade), deixou para os seus herdeiros a capela situada no "Sítio São Jorge".
Sendo assim, visitar a região de São Jorge, além de diversão é voltar no tempo e prestigiar a nossa história!
Texto de .magalhaes.9256028 , pesquisador e historiador.
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