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Por que pessoas de outros países querem conhecer Madureira, mas quem vive no Rio ainda resiste?Hoje, a grande maioria da...
18/08/2026

Por que pessoas de outros países querem conhecer Madureira, mas quem vive no Rio ainda resiste?

Hoje, a grande maioria das pessoas que percorre as ruas de Madureira em nossos roteiros vem de fora do país. São pessoas que chegam sabendo exatamente o que procuram: a tradição do futebol suburbano, os passos do jongo, a grandiosidade das nossas quadras de samba, o comércio vivo do Mercadão e a pulsação única sob o viaduto no Baile Charme.

A invisibilidade do subúrbio nos roteiros tradicionais não é acidental, é um projeto histórico de desvalorização cultural e espacial. O turismo de base local e a preservação do patrimônio periférico existem para disputar essa narrativa.

💬 Você já explorou Madureira com outro olhar? Deixe aqui nos comentários a sua vivência no bairro!

Antes da televisão, antes das redes sociais — havia o rádio. E eram elas que moviam o Brasil.Na década de 1930, a Associ...
17/08/2026

Antes da televisão, antes das redes sociais — havia o rádio. E eram elas que moviam o Brasil.

Na década de 1930, a Associação Brasileira de Rádio criou o concurso Rainha do Rádio para arrecadar fundos para um hospital. A primeira premiação aconteceu num barco carnavalesco ancorado na Esplanada do Castelo, no Rio de Janeiro. Linda Batista venceu — e ficou com o título por 11 anos.

Os votos custavam um cruzeiro cada. Em 1952, uma cervejaria comprou quase todos os cupons da Revista do Rádio para eleger sua patrocinada. Os fãs da rival nunca engoliriam. Em 1953, responderam com mais de um milhão de votos.

Linda e Dircinha Batista, Marlene, Dalva de Oliveira, Emilinha Borba, Ângela Maria, Dóris Monteiro — cada uma com sua legião. Num país sem televisão, elas eram o espetáculo, a notícia e a emoção.

O Rio tem muito mais pra contar.

Deixou Copacabana para ir a Madureira. E Madureira nunca esqueceu.Zaquia Jorge foi vedete, atriz e empresária. Em abril ...
14/08/2026

Deixou Copacabana para ir a Madureira. E Madureira nunca esqueceu.

Zaquia Jorge foi vedete, atriz e empresária. Em abril de 1952 fundou o único teatro de revista do subúrbio carioca — e trouxe para a zona norte o que só existia na zona sul. Luz del Fuego, Martha Goulart, Iracema Vitório passaram pelo seu palco.

Em 22 de abril de 1957, se afogou na Barra da Tijuca aos 33 anos — no aniversário de cinco anos do seu teatro. Quatro mil pessoas foram ao Teatro Madureira se despedir. "Madureira chorou" virou o maior sucesso do Carnaval de 1958. Em 1975 o Império Serrano a homenageou no samba-enredo.

A música "Estrela de Madureira", na voz de Roberto Ribeiro, ainda toca.

🔗 link na bio

Farmando aura com quem realmente conhece o Rio pelo olhar da mulher.Conhece o nosso time? Cada guia da Tour Delas tem um...
11/08/2026

Farmando aura com quem realmente conhece o Rio pelo olhar da mulher.

Conhece o nosso time? Cada guia da Tour Delas tem uma especialidade, uma história e um olhar diferente sobre a cidade, mas todas compartilham o mesmo compromisso: contar o Rio com protagonismo feminino.

Deslize para conhecer cada uma. E se quiser farmar aura com a gente — link na bio. 🔗

A artista mais polêmica do Brasil veio ao subúrbio. E o subúrbio a recebeu de braços abertos.Luz del Fuego — Dora Vivacq...
10/08/2026

A artista mais polêmica do Brasil veio ao subúrbio. E o subúrbio a recebeu de braços abertos.

Luz del Fuego — Dora Vivacqua — dançava com cobras, desfilava nua pelas ruas do Rio e acumulava ficha policial por "delitos contra a moral". Os jornais da época anunciaram: "Zaquia Jorge apresenta aos Suburbanos a sensacional estreia de Luz del Fuego com suas famosas coleções de cobras.

Fonte: Hemeroteca Nacional.

Conto essa e outras histórias no roteiro sobre o bairro de Madureira.

A mãe de Jacob do Bandolim era uma polaca da Lapa.Raquel Pick nasceu em Łódź, na Polônia. Chegou ao Rio com promessa de ...
07/08/2026

A mãe de Jacob do Bandolim era uma polaca da Lapa.
Raquel Pick nasceu em Łódź, na Polônia. Chegou ao Rio com promessa de vida nova. Em 1932 se tornou a primeira secretária da Associação Israelita que as polacas criaram para ter direito a sepultamento digno.
O filho, Jacob do Bandolim, passou a vida ocultando a história da mãe. Mas o choro que o mundo conhece tem ela dentro.

A narrativa histórica reduziu as polacas exclusivamente ao papel de "vítimas passivas". Dentro das severas limitações de...
03/08/2026

A narrativa histórica reduziu as polacas exclusivamente ao papel de "vítimas passivas". Dentro das severas limitações de suas realidades, muitas dessas mulheres tiveram agência. Algumas usaram a pr@stituição como meio de escapar da extrema miséria e dos pogroms (massacres) na Europa, conseguiram juntar dinheiro, compraram propriedades e até ajudaram financeiramente suas famílias que ficaram no exterior.

Fonte: Beatriz Kushnir. Baile de Máscaras: Mulheres Judias e Prostituição – As Polacas e suas Associações de Ajuda Mútua.

Primeira jornalista profissional do Brasil — nascida em São João da Barra, no Rio de Janeiro. No século XIX escrevia sob...
31/07/2026

Primeira jornalista profissional do Brasil — nascida em São João da Barra, no Rio de Janeiro. No século XIX escrevia sobre abolição, república e direitos das mulheres. É uma história apagada com conexão direta com o Rio.

Você já tinha ouvido falar de Narcisa Amália?

Fontes: Abraji, Diário do Rio de Janeiro, Avalara

Publicação literária feminina paulista que reunia escritoras, poetisas e jornalistas brasileiras no final do século XIX ...
27/07/2026

Publicação literária feminina paulista que reunia escritoras, poetisas e jornalistas brasileiras no final do século XIX foi uma espécie de clube literário em formato de jornal, liderado por mulheres.

Fontes: Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, DOAJ / SciELO, Blog BBM USP, Medium

Júlia Lopes de Almeida foi cronista, romancista, abolicionista e uma das escritoras mais lidas da Primeira República. Em...
24/07/2026

Júlia Lopes de Almeida foi cronista, romancista, abolicionista e uma das escritoras mais lidas da Primeira República. Em 1897, participou da criação da ABL. Quando a Academia se formalizou, seguiu o modelo da Academia Francesa — exclusivamente masculina. A Cadeira 3, que seria dela, foi dada ao marido, Filinto de Almeida.
Ele mesmo reconheceu anos depois: "Não era eu quem devia estar na Academia. Era ela."
Oitenta anos depois, em 1977, Rachel de Queiroz foi a primeira mulher a entrar. Em 1993, foi a primeira a ganhar o Prêmio Camões.
Júlia não chegou a ver. Mas abriu o caminho.

Conto a história delas no walking tour Mulheres na História do Rio.

Endereço

Rio De Janeiro, RJ

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