02/10/2015
Espetacular fotografia e o relato de subir até as nuvens com ventos que empurram pra dentro da cratera dão uma sensação incrível de frio na barriga! Rs... só isso!
HISTÓRIA DO HAVAÍ
NA ÉPOCA EM QUE O MAIS PRÓXIMO de um esporte radical era a peregrinação, chefes e sacerdotes tribais faziam a dura jornada até o Monte Waialeale (FOTO), no Kauai, para prestar homenagem a Kane, o deus havaiano da fertilidade. Após subir em canoas a remo o Rio Wailua, no lado leste da ilha, a comitiva real abandonava suas embarcações e começava a subir a Kuamo'o-loa-a-Kane, ou Rota da Grande Encosta de Kane, uma trilha de bodes estreita e escorregadia. Quando se aproximavam do cume, adentravam um terreno de aparência tenebrosa.
Grossas nuvens rodopiavam ao redor do pico desolado, muitas vezes prendendo os visitantes em uma brancura fria e cegante. Fortes ventos ameaçavam jogá-los pela borda da cratera. As imponentes árvores lehua que cresciam até o tamanho de casas na costa aqui lutavam para alcançar os joelhos de um homem. Eles se ajoelhavam para beber á água de pequenas lagoas cujas superfícies varridas pelo vento davam nome ao Waialeale (“águas ondulantes”), e espalhavam suas oferendas ao redor de um heiau, ou altar, de mais de dois metros que existe ainda hoje, não muito longe da lagoa. E depois eles davam no pé dali.
Em 1874, George Dole – cujo primo fundou a Dole Food Company e cujo irmão, Sanford, foi nomeado o primeiro presidente da República do Havaí depois de ter ajudado a depor a Rainha Liliuokalani em 1893 – se tornou o primeiro não-nativo a escalar o Waialeale. “Não fosse pela espessa e emaranhada cobertura de árvores e cipós e arbustos que cobre este pali (rochedo)”, escreveu. “seria completamente impossível a subida”. Dole voltou cheio de hematomas e ferimentos.
–Bruce Barcott, via Revista Go Outside (Foto via Pinterest)