12/09/2023
Tem cara de autoajuda, jeito de autoajuda e, no fundo, É autoajuda. Mas não no sentido comum do termo. O autor não criou mais um manual de gerenciamento de tempo, não pretendeu criar regras infalíveis e nem veio numa onda coach do tipo Yes, you can. E foi aí que acertou. A proposta aqui é pensar o tempo como algo inerente à vida, ou seja, ao ser humano, à nossa factualidade, no sentido heideggeriano de estarmos lançados no mundo. É muito mais sobre reconhecer a impossibilidade de um gerenciamento de tempo e execução de tarefas perfeitos, aceitando de cara o absurdo que seria conseguirmos, de fato, controlar alguma coisa. Contemplando nossa inevitável finitude, aceitando-a e buscando o que realmente faz sentido, entendendo nossos desejos e priorizando nossas atividades pode ser a saída. Eu poderia escrever um livro sobre este livro, tantas as reflexões que ele gerou. Não tenho nem como começar a tentar detalhar os vários insights que foram surgindo. E isso é o que mais fez sentido: uma escrita que provoca questões sempre vai ser mais interessante do que uma que oferece soluções. É para ser lido e relido. Quem se interessar, terei o maior prazer em falar um pouco mais sobre ele. Pode chegar. 😊