Atlantic Connection Travel

Atlantic Connection Travel Espaço dedicado a informações sobre a Atlantic Connection Travel e a África: viagens, globaliza?

ACT especial 30 anos: destinos que marcaram a nossa jornada. Dos 9 portões de entrada ao Kruger National Park, Pafuri Ga...
17/05/2026

ACT especial 30 anos: destinos que marcaram a nossa jornada.
Dos 9 portões de entrada ao Kruger National Park, Pafuri Gate é o mais remoto e situado no extremo norte do parque, próximo à confluência dos rios Luvubu e Limpopo. Para introduzir nossa pequena ao Kruger, resolvemos refazer o parque de ponta a ponta, de Pafuri a Malelane.

📸: .adriano

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Por muito tempo, antes e durante a travessia, idealizei um prêmio simbólico pelo objetivo alcançado, um momento solitári...
26/04/2026

Por muito tempo, antes e durante a travessia, idealizei um prêmio simbólico pelo objetivo alcançado, um momento solitário de glória e orgulho por algo que para mim foi tão importante e difícil - e que naturalmente para a maioria das pessoas não faz sentido algum. Meu prêmio resumia-se em uma singela garrafinha de água que havia trazido desde Cape Agulhas, a água sagrada do encontro dos oceanos Atlântico e Índico. Essa água iria, solenemente, misturar-se com a água do Mediterrâneo, no mesmo lugar que um dia esteve o lendário Farol de Alexandria.

Com toda p***a e circunstância, tomei minha posição para a foto histórica nas pedras cheias de musgo à beira do mar, escorreguei da forma mais ridícula que se pode imaginar (o egípcio que me ajudava a tirar a foto não sabia o que fazer), saí da água todo molhado, com a garrafinha finalmente cheia da água de três mares e minha perna toda cortada, sangrando bastante. Voltei ao hotel com um pouco de vergonha, bastante dor e a garrafinha na mão.

Assim terminou a minha travessia Agulhas – Alexandria.

PS 1: depois de algum tempo descansando em Montenegro e na Sicília, voltei ao Brasil e depois para Addis Abeba, com a missão de levar a Freelander de volta a Cape Town, onde ela permanece até hoje com a família, apesar dos protestos de minha esposa Elena.

PS 2: alguns anos depois da travessia, Elena achou uma garrafinha de água guardada em um armário do nosso apartamento em São Paulo. Achou que a água estava um pouco turva e jogou a garrafinha no lixo. Felizmente eu guardei uma segunda garrafinha em Cape Town !

📸: .adriano


Após um total de quase 3 dias viajando non-stop desde Khartoum, suado, sujo, morto de sede, faminto, com dores na coluna...
05/04/2026

Após um total de quase 3 dias viajando non-stop desde Khartoum, suado, sujo, morto de sede, faminto, com dores na coluna do pescoço ao cóccix, louco de vontade de tomar um banho e dormir numa cama limpa abaixo dos 40 graus, entrei no meu espartano quarto de US$ 19 do Hotel Union com vista frontal para o Mediterrâneo.

Jamais entrei em um quarto de hotel com tamanha felicidade e alívio. Estava no Mediterrâneo, e após 45 dias e 14.000 kms, havia chegado em segurança ao meu destino e cumprido a minha missão.

📸: .adriano

De Cartum, foram 941 km em um ônibus confortável até Wadi Halfa, última cidade sudanesa antes da fronteira com o Egito. ...
08/02/2026

De Cartum, foram 941 km em um ônibus confortável até Wadi Halfa, última cidade sudanesa antes da fronteira com o Egito. Calor escaldante, o pior hotel de toda a viagem e uma breve escalada na pequena montanha próxima ao centro da cidade marcaram minha breve e inesquecível passagem pelo fim do mundo. Estava próximo da última fronteira da travessia. Alexandria deixava de ser apenas uma miragem, uma fantasia.

📸: .adriano

Com mulas carregando as malas, chegamos a Gallabat, vilarejo do lado sudanês da fronteira. Esperamos mais de uma hora po...
01/02/2026

Com mulas carregando as malas, chegamos a Gallabat, vilarejo do lado sudanês da fronteira. Esperamos mais de uma hora por algum transporte para Gedaref, dentro de um surreal restaurante com muitas, muitas moscas, a 40 graus na sombra. Embarcamos amontoados com enormes sacos de carvão. Em Gedaref pegamos um belo ônibus com decoração islâmica e por volta das 22:00 chegamos em Cartum.

Chegar em Cartum à noite, em pleno Ramadan, sem falar uma palavra de árabe, morto de fome e cansaço, não é uma tarefa trivial. Só entendi o tamanho do problema quando encarei aquele caos de ônibus, tuk tuks e pessoas chegando e saindo na estação principal da capital sudanesa.

📸: .adriano


O enigmático Sudão sempre despertou-me enorme curiosidade e fascinação, mas seu isolamento histórico e político dificult...
18/01/2026

O enigmático Sudão sempre despertou-me enorme curiosidade e fascinação, mas seu isolamento histórico e político dificulta qualquer plano de viagem - o que se reflete na dificuldade para obtenção do visto. Ao mesmo tempo em que a mídia internacional sempre evidencia os aspectos negativos do país, os relatos de quem viaja pelo Sudão são invariavelmente positivos.

Após dois meses de espera angustiada pelo meu visto e comentários gerais dos etíopes sobre a irresponsabilidade de pisar no Sudão, parti de Gondar às 5:30 de uma fresca manhã. Não sem algum atraso, causado pela feroz competição entre os motoristas das surradas lotações. Contou-me um deles, mais tarde, que no calor são escassos os passageiros com destino a Metema, fronteira da Etiópia com o Sudão. Só é viável viajar sem derreter pela manhã, bem cedo. A rota lucra mais com o transporte de carga, mas mesmo assim não podem partir enquanto o veículo não f**a bem lotado, quente e desconfortável para todos.

Nota: em 2015 o Sudão estava em paz e relativamente seguro. Hoje, uma terrível guerra civil novamente inviabiliza o destino da nação.

08/01/2026
Gondar, no noroeste da Etiópia, está em uma crista basáltica a 2.300 metros de altitude, de onde os rios que cortam a ci...
21/12/2025

Gondar, no noroeste da Etiópia, está em uma crista basáltica a 2.300 metros de altitude, de onde os rios que cortam a cidade fluem para o Lago Tana, 34 km ao sul, na origem do Nilo Azul. Capital da Etiópia de 1632 a 1855, é a guardiã de castelos e palácios construídos por uma série de imperadores, de Fasilides (1632 a 1667) a Iyasu II (1730 a 1755). As ruínas dessas estruturas f**am dentro da cidade imperial, protegida por muralhas. Os edifícios mais importantes são o castelo de Fasilides e o palácio de Iyasu, o Grande (1682 a 1706).

O trajeto de Gondar até Metema, já na fronteira com o Sudão, marcou a nossa despedida da Etiópia.

Lalībela é um centro religioso e de peregrinação, no centro-norte da Etiópia. Roha, o nome antigo da capital da dinastia...
07/12/2025

Lalībela é um centro religioso e de peregrinação, no centro-norte da Etiópia. Roha, o nome antigo da capital da dinastia Zagwe por cerca de 300 anos, foi renomeada em homenagem ao seu monarca mais ilustre, Lalībela (1162-1221), que segundo a tradição, construiu as 11 igrejas monolíticas. Designadas como Patrimônio Mundial da UNESCO em 1978, foram escavadas em rocha sólida (inteiramente abaixo do nível do solo) em uma variedade de estilos. Geralmente, as trincheiras eram escavadas em retângulo, isolando um bloco sólido de granito, que era então esculpido tanto externa quanto internamente, de cima para baixo. A mais famosa delas é a igreja de Saint George (Bete Giyorgis).

🇪🇹

O planejamento adequado do momento ideal para a partida foi fundamental. Percorrer a África na época das chuvas é imposs...
30/11/2025

O planejamento adequado do momento ideal para a partida foi fundamental. Percorrer a África na época das chuvas é impossível em muitas regiões, bem como combinar a época ideal de Cape Town até o Cairo. As condições foram perfeitas de Cape Town até Moyale: dias ensolarados, não excessivamente quentes, noites agradáveis. Nas estradas, encontrei as mais variadas dificuldades e condições adversas, mas em momento algum dirigi na chuva. A partir da Etiópia, as condições ideais dariam lugar a chuvas frequentes. Do Sudão em diante, temperaturas acima dos 40 graus. O nível de dificuldade e o cansaço estavam aumentando.

A minha passagem pela temida região foi pacíf**a e marcante. O norte queniano aos poucos sai do esquecimento e gera um c...
09/11/2025

A minha passagem pela temida região foi pacíf**a e marcante. O norte queniano aos poucos sai do esquecimento e gera um choque cultural como poucas vezes testemunhei em qualquer parte da Terra. Refleti se a alcunha “Road to Hell” não seria mais apropriada aos que estão estagnados no atraso e na pobreza, ao invés dos que estão apenas de passagem. Mesmo assim, o apelido deixou de ser exclusivo para o distante norte. Ele qualif**a com maior precisão os caminhos dos subúrbios infernais de Nairobi.

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