18/06/2026
O Brasil descobrindo destinos por passes tortos
Se o plano da nossa Seleção na estreia da Copa era testar o coração do torcedor e promover o turismo internacional, parabéns, funcionou perfeitamente. Arrancamos um 1 a 1 sofrido com o Marrocos. Mas, já que o futebol arte ficou esquecido em algum lugar da bagagem, que tal falarmos sobre o que esses caras têm de melhor? O turismo.
Marrocos nos deu um nó tático, mas o país entrega tudo quando o assunto é destino inesquecível. Se o meio-campo deles não dá espaço, os mercados de Marrakech (os famosos Souks) dão menos ainda: lá você negocia até a alma por um tapete ou uma luminária. Vale a pena visitar para se perder naquele labirinto de cores, cheiros de especiarias e arquitetura de tirar o fôlego. Sem contar a chance de dormir no deserto do Saara. Uma experiência tão imensa quanto o vazio que ficou na nossa defesa no gol deles.
Agora, na próxima sexta, o desafio é contra o Haiti. Eles perderam na estreia, então vão jogar a vida. Mas se em campo a situação deles é tensa, fora dele o país guarda segredos caribenhos que você deveria considerar. O Haiti é pura resiliência, cultura pulsante e história – foi a primeira república negra independente do mundo. Esqueça os clichês: as praias de Jacmel e a impressionante Citadelle Laferrière, uma fortaleza gigante no topo de uma montanha, valem cada centavo. Visitar o Haiti é para quem quer turismo com significado, longe dos resorts artificiais e cheio de arte e culinária creole autêntica.
Nota realista: Apesar da riqueza cultural e das paisagens lindas, o Haiti enfrenta uma grave crise de segurança e o turismo convencional não é recomendado no momento. Atualmente, a única forma segura de visitar o país é pela praia privada de Labadee, que é isolada e exclusiva para passageiros de navios de cruzeiro.
No fim das contas, se o Brasil não golear ninguém, pelo menos a tabela do grupo já serve como um excelente catálogo de viagens.