07/04/2022
Falando em Transporte Escolar...
A população ainda não parou para analisar quão insegura e angustiante é o labor do Transporte Escolar.
O desgaste para execução de qualquer tarefa , ocorre no cotidiano do trabalhador de forma geral , contudo , o exercício do transporte escolar ainda é mais grave,tendo em vista que somos trabalhadores autônomos.
Na vida do autônomo ,além do risco ,há também a insegurança pela falta de direitos trabalhistas mínimos que vão desde o salário até às férias remuneradas .
A nossa empresa ( o carro) como toda máquina, pode simplesmente numa manhã de trabalho , apresentar uma pane e não funcionar .
E agora?
O que fazer ?
Atestado?
Não. Tem que resolver a situação a qualquer preço.
O cliente começa a fazer parte da vida do trabalhador e a relação f**a intensa porque ouvimos desde o choro da primeira ida a escola ,até o desespero da última semana de aula antes do Enem ,solidif**ando a cada ano os laços criados no primeiro dia de aula .
No início do ano letivo o coração se enche de esperança e briga com o medo ,com a insegurança de cumprir os compromissos assumidos para o recomeço com impostos em dia e despesas pagas ,bem como os investimentos ,na maioria no cartão de crédito ,sendo quitados .
Os percalços da profissão, as dificuldades do dia a dia , o labor suado , incerto e tantas vezes sofrido por ter que deixar seu filho ou filha precisando de seus cuidados , seu colo porque o seu aluno/cliente está a espera do Tio/Tia , só são recompensados com um sorriso ,ainda que com olhos ( agora usamos máscaras) de cada criança,porque maioria das vezes os pais acham caro o serviço .
Assim parece que f**a improvável enriquecer executando esse trabalho.
A única saída parece ser a profissionalização , aliada ao respeito por si, afim de quem sabe um dia , termos mais pessoas que agradeçam por existir o transporte escolar,o tio ,a tia que não são da família, são família .
Isabel Meneses/ transportadora escolar
ATEST/ Associação de Transportador Escolar e Turismo do Estado da Bahia