02/10/2019
PINTADINHA DO LICURI,
Comunidade existente a mais de 100 anos, a qual f**a a 27 quilômetros da Sede do Município, localizada ao sul da cidade. F**a na região de Lagoa do Pires, povoado principal.
O primeiro morador desse Lugar, Pedro Lionel, esse senhor veio das Queimadas dos Santos, comunidade próxima da cede Uauá. Ele foi casado com uma irmã de um jovem de nome Manoel Araújo que residia nas imediações da Faz. Poço do Vieira.
Nessa década em que Leonel chegou aqui, era uma mata muito semelhante ao serrado, de uma brenhagem de mata muito unida, o acesso ao funcionamento humano era difícil. Não tinha nenhuma fonte para o armazenamento à água potável, tinha como meio singelo e único, o de se colocar pequenas vasilhas de barro, como pote e aribé, em baixo das palmeiras licurizeiro, para aparar os gotejos das chuvas, inclusive às de inverno, o que não era o suficiente.
Foi através dessa dificuldade que Leonel teve um sonho, e que de forma mediúnica, alguém pediu que ele pegasse suas simples ferramentas da lida do dia a dia e fosse escavacar em um ponto de um lajedo bem próximo a sua humildes casinha.
No dia seguinte, ele entrou em ação, que logo percebeu que quanto mais retirava terra de um local plano sobre o lajedo em formato retangular, aquilo ia se aprofundando mais, e com alguns dias de atividade ele deu por encerrado e concluída a limpeza de uma fonte bastante ef**az, sobre este lajedo. Até nos dias de hoje continua sendo útil para os moradores.
Conta-se algumas pessoas que, pelo fato dessa comunidade ser de clima bastante frio, ele achou intolerável residir ali. Resolver vender sua pequena propriedade ao seu cunhado, Manoel Araújo, este que ao comprar, veio morar e logo construiu sua família, casando-se com uma jovem de nome Maria, a qual morreu de parto, daí, casou-se com outra jovem de nome Josefa dos Santos. Com ela tiveram 5 filhos, Helena, Maria, Pedro, Rosa e Ana.
Manoel da Pintadinha como foi chamado, ampliou sua área, explorou as terrar úmidas e férteis, e como todo e bom trabalhador, tinha orgulho de seus cabedais.
Na visão de muitos, Manoel era visto como pessoa bem sucedida para aquela época. Sua prática de cultivo era o plantio de subsistência, a plantação que ele mais se sobre saía era a lavoura do milho e da mandioca, aonde se destacava na produção da farinha.
Ele colocava trabalhadores para ajudar em variados tipos de cultivos de subsistência, dessa forma ele contribuía para a renda local de algumas famílias.
Manoel ainda muito jovem, com idade aproximada de 50 a 52 anos veio contrair problemas de tuberculose, aonde veio a falecer, deixando seus filhos no início da puberdade, estes que foram morar com parentes próximos, Josefa veio ter problemas psíquicos, consequência da decadência dos bens do marido.
Com isso, ela veio a desaparecer sem nunca mais ninguém saber de seu paradeiro.
Nessa ocasião, outras pessoas já moravam na localidade, aonde construíram suas famílias, e que vivem até hoje.
Atualmente, na comunidade de Pintadinha, se prioriza o respeito e a inclusão de todas as partes existentes nela. Um dos moradores mais antigos dessa localidade no momento é o artista JOÃO DE CABOCLO, este é um dos mais “velhos” tocador de pífano do Município uauaense.
PINTADINHA hoje é composta por apenas 13 famílias, em meio esse conjunto de montanhas pertencentes ao complexo SERRA DO SOBRADO, seus moradores sobrevivem ainda de sua cultura por meio do plantio de subsistência e da criação da caprinovinocultura.
De forma artesanal, ainda é produzido o azeite do licuri, substância muito utilizado na culinária local, bem como o leite retirado da amêndoa.
Se destaca alguns produtos do artesanatos com esculturas em madeira, artesanato da palha do licurizeiro, como o chapel e a esteira, pedras brutas destacando-as com pinturas para formar artes, e o barro na construção de peças.
A origem do nome PINTADINHA DO LICURI, contam-se os mais antigos, que seria pelo fato das montanhas na época da estação da primavera, duas espécies de árvores nativas, "pau-d’arco" com flores de cor vinho de nome científico (ipê-roxo) e outra de nome "primavera" com flores amarelas que ambas, ainda persistem florar as montanhas na estação da primavera. Foi dessa forma que a comunidade recebeu essa identidade: “Pintadinha”
Hoje esse lugarejo acrescida com os Sobre nomes de Pintadinha Dourada do Licuri, é explicado pela abundância da palmeira licurizeiro, e com seus cachos maduros de cor dourado existente em suas serras.
Aqui sua gente resiste no seu modo de vida simples e esperançosa, junto à prática do associativismo, incorporada a associação comunitária de pequenos agricultores, a qual também desenvolve a prática do TURISMO COMUNITÁRIO, reforçando através da conscientização, a preservação da fauna e flora local, visto que, as belezas naturais das montanhas da fazenda, já atrai muitos admiradores, não só do próprio Município, mas de outros e até de alguns estados que já vieram nos visitar.
A cada dia essa comunidade se destaca como uma das mais belas, sendo que as montanhas são as que apresenta os pontos mais altos do Município, medindo um dos dois pontos de maiores altitudes, com 860 a 925 metros a nível do mar, conhecida como a “Machu Picchu” de Uauá. Sendo um dos pontos turísticos de uma beleza cênica encantadora, a então conhecida PEDRA DO ORIBÉ, isto pelo fato de ela se assemelhar com a vasilha grande de barro, feita pelos nosso antepassados para cozinhar seus alimentos.
Vale ressaltar que em um passeio nessa Serra, em todo o seu itinerário, existem pontos a serem observados, não só pelas belezas, mas também pelos seus signif**ados.
Montanha Gitirana, marco de experiência, quando ela recebe neblina em sua proa, é sinal de que o inverno chegará em breve.
Pedra do Pedido, além do seu signif**ado de se lançar uma pedrinha ou uma simples moeda, fazendo um pedido, esse pedido se realizará. Nesse ponto, também é de se deslumbrar com um dos mais belo nascer e pôr do sol magnífico.
História de um personagem real de nome, João Piroca, que vivera em tempos longínquos, no lugar de mais difícil acesso. Só vendo para crê!
Pedra do Atentado, local ideal para poses às fotos.
Pedra do ET.
Pedra do Salto e tantos outros, também como um fato histórico é recompensador saber que no auge do “Massacre de Canudos” foi do alto de Pintadinha que se ouvia os estrondos dos canhões a destruírem o Arraial de Conselheiro, citava uma antiga moradora de nome Azindia, já falecida.
Em nossas áreas também é bastante atrativo para o camping, pois, podemos nos deslumbrar das belezas da noite, as luzes das várias cidades, um luar mais aconchegante e o brilho da galáxia.
No percurso de Pintadinha rumo a Tributo, passa-se pela velha casa de farinha, hoje desativada por falta da produção da mandioca, mas que continua viva sua História. Inclusive ao ouvir a narração em cordel do cordelista Manoel Caboclo.
Os precipícios dos lajedos do Tributo, onde no topo existiam as únicas fontes que abastecia inclusive os moradores de Pintadinha e Serra do Sobrado.
Nos terrenos da chapada Tributo, era lá o local estratégico para o cultivo nas terras férteis de plantas frutíferas com fartas colheitas.
É de fundamental importância relatar que no pé da montanha Tributo sentido sul, existe um antigo olho d’agua, doce, onde a principal cabeceira de armazenamento para seu lençol freático, é a própria montanha.
Relatos de pessoas antigas, é de que, a fonte foi encontrada por índios de épocas bastante remotas, porque no local há várias pinturas rupestres.
Nossa comunidade em tempos remotos, também foi trajeto dos índios que atravessavam o estado da Bahia para as terras do Sergipe.
É aqui em que nos tempos das chuvas de verão, as águas correm em cascatas montanha abaixo. Propondo à panorama uma sensação surpreendente de estarmos em outra região do Brasil principalmente pelo seu clima ameno.
Ressalta-se também que nos períodos de inverno, o tempo muda, variando o calor para um frio considerado intenso para este município, aonde a neblina embrulha, não só o pico das montanhas, como também toda a área na comunidade.