Berlinando

Berlinando Conheça a mais emocionante cidade do mundo. Saiba porque ela é tão especial: suas ruas, suas pessoas, sua história. Do jeito brasileiro, do nosso jeito!

Estudando Filosofia na UFMG, vim passar férias na Alemanha em 1986, achando que era a Terra dos Iluminados e que pensar a gente só consegue em alemão. O que foi férias acabou se tornando a vida e aqui tive os meus 3 filhos. Isto me ligou indelevelmente ao país, à cultura e à História, não só de Berlim como de toda a Alemanha. Com a criação dos filhos e com o envolvimento intenso com o cotidiano e

a mentalidade alemã, fiz o meu mestrado pessoal em "Germanística".



Primeiramente morei um ano em Munique e depois fui morar em Göttingen, uma pequena cidade universitária na Baixa-Saxônia, que tem o modesto n° de 45 ganhadores do Prêmio Nobel, passando um meio tempo por Frankfurt am Main. Berlim conheci em 1989, antes ainda da queda do Muro e me apaixonei perdidamente pela cidade! E demorei anos para conseguir pelo menos fazer um esboço de uma explicação para o intenso laço emocional com a cidade. Agora, posso compartilhar não só a paixão como as explicações referentes.



Sou guia profissional e tradutora/intérprete, além de prestar acessoria a empresas que querem se estabelecer no mercado alemão.



01/09/2026

Hoje, 1º de setembro, é o Antikriegstag — o Dia Antiguerra na Alemanha. E não é por acaso: foi neste dia, em 1939, que a Alemanha nazista invadiu a Polônia e desencadeou a Segunda Guerra Mundial.

Neste carrossel, uma breve linha do tempo de como tudo começou — do pretexto forjado em Gleiwitz à mentira dita por Hi**er em Berlim, até o dia em que o mundo entrou na guerra.

A guerra que a Alemanha desencadeou em 1939 terminaria em 1945, aqui em Berlim. Desde 1957, os alemães marcam esta data como um apelo: nunca mais. A memória é a nossa vacina.

— Marta, guia em Berlim

📷 Créditos: Reichstag em ruínas (1945) e multidão em Downing Street — © IWM, BU 8573 e HU 36173 (domínio público). Soldados na fronteira e Hi**er na Ópera Kroll — Bundesarchiv, Bild 183-51909-0003 e 183-E10402 (CC BY-SA 3.0). Torre de rádio de Gleiwitz — Jacek Rużyczka / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0). Pietà da Neue Wache — foto minha.
memória nuncamais alemanha 1ºdesetembro reichstag

27/08/2026

🚨 Parece cena de filme — mas é rotina em Berlim.

Ontem, em uma parte de Neukölln, a polícia percorreu as ruas com alto-falantes pedindo que todos deixassem suas casas: durante uma obra, apareceu uma bomba não detonada da Segunda Guerra. Raio de segurança de 500 metros, moradores retirados, um ginásio virou abrigo — e a cidade seguiu, como quem já conhece o roteiro.

E conhece mesmo. Oitenta anos depois do fim da guerra, a Alemanha ainda encontra e desativa milhares dessas bombas por ano. Estima-se que centenas de milhares de toneladas de munição sem explodir sigam no subsolo do país — e que só debaixo de Berlim ainda repousem cerca de 4.600 delas.

Como? Dos milhões de bombas despejadas sobre as cidades alemãs, estima-se que 10% a 15% não explodiram ao cair. Ficaram ali, enterradas, adormecidas — sob prédios, parques, canais. De vez em quando, uma pá de obra encontra uma. E a guerra, por algumas horas, volta à superfície.

Aqui o século XX não é capítulo de livro. Está, literalmente, debaixo dos seus pés.

Você imaginava que isso ainda acontecia? Conta aqui embaixo. 👇

24/08/2026

Este é o Reichstag, o edifício histórico do Parlamento Alemão — e poucos prédios carregam tanto do século XX.

Inaugurado em 1894, foi incendiado em 1933, dando início à 1a. onda de perseguição do regime de terror nazista. Em 30 de abril de 1945, o Exército Vermelho começou a tomá-lo — e a menos de um quilômetro dali, no bunker, Hi**er se suicidava.

O mesmo prédio que viu o terror nascer e a guerra chegar segue de pé, no coração de Berlim. Depois dele veio a reviravolta — mas essa é a história do próximo reel.

Conto essas camadas nos meus passeios. Venha conhecê-las comigo.

Tour privado em português.


Imagens de arquivo: Bundesarchiv (Bild 102-14367 e 183-M1204-318 / CC-BY-SA 3.0); Mil.ru (CC BY 4.0); IWM (BU 8573); prédio ~1890 em domínio público. Foto atual: Berlinando.

17/08/2026

Na Pariser Platz, ao lado do Portão de Brandemburgo, tem um prédio por onde quase todo mundo passa sem reparar. Por fora, ele é o mais sóbrio da praça — e isso é de propósito: ali as fachadas precisam ser discretas, para não roubar a cena do Portão.

Mas, atrás dessa fachada austera, se esconde uma das obras mais surpreendentes de Berlim. Quem a projetou foi Frank O. Gehry — o mesmo arquiteto do Guggenheim de Bilbao. Ele resumiu a ideia numa frase: contido por fora, explosivo por dentro.

E que explosão! Um átrio coberto por um teto de vidro curvo, como uma onda. No centro, uma escultura gigante de aço que, por dentro, é uma sala de reuniões — Gehry disse ser „a melhor forma que já projetei na vida“. E, no subsolo, um salão de tapete vermelho-sangue.

O lugar também guarda memória: aqui ficava o Palácio Wrangel, que virou ruína na guerra e ficou anos na terra de ninguém do Muro de Berlim. Só nos anos 90 a Pariser Platz voltou a viver.

Hoje o prédio é a representação, na capital, dos bancos cooperativos de crédito alemães (Volksbanken e Raiffeisenbanken) — e um „location“ para eventos. Eu mostro essa joia por fora, nas minhas caminhadas pela Pariser Platz. Vamos descobrir juntos?

Você já conhecia esse segredo da praça? Conta aqui embaixo 👇


Fotos históricas:
· Palácio Wrangel (1874) — domínio público
· Ruínas de 1945 — Bundesarchiv, B 145 Bild-P054320 / CC BY-SA 3.0
· Pariser Platz em 1970 — Fortepan / Nagy Gyula / CC BY-SA 3.0

„Ninguém tem a intenção de construir um muro.“Quem disse isso foi Walter Ulbricht, o líder da Alemanha Oriental (RDA), e...
13/08/2026

„Ninguém tem a intenção de construir um muro.“

Quem disse isso foi Walter Ulbricht, o líder da Alemanha Oriental (RDA), em 15 de junho de 1961.

Dois meses depois — na madrugada de 13 de agosto de 1961 — a Alemanha Oriental (socialista) selou a fronteira entre Berlim Oriental e os setores ocidentais e capitalistas: a Berlim Ocidental. A operação tinha até codinome secreto: „Aktion Rose“, a Operação Rosa. Arame farpado, soldados, o calçamento arrancado. A cidade acordou partida em duas.

E as pessoas reagiram. Nos prédios que ficavam bem na linha da fronteira — como na emblemática Bernauer Straße —, moradores saltavam das janelas para redes seguradas pelos bombeiros de Berlim Ocidental. A família Finder pulou junto: primeiro o pai, depois o filho de apenas 4 anos, atirado para o outro lado.

O Muro de Berlim durou 28 anos: 13/08/1961 – 09/11/1989.

Conto esta e outras histórias nos meus passeios por Berlim.

👉 Comente MURO que eu te mando por mensagem o roteiro do passeio pelos vestígios do Muro.
📌 Salve este post pra não esquecer.


Imagens de arquivo: Bundesarchiv (Bild 183-83911-0002 e 183-88574-0003 / CC-BY-SA 3.0); CIA e USIA/US Army (domínio público).

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13/08/2026

„Ninguém tem a intenção de construir um muro.“

Quem disse isso foi Walter Ulbricht, o líder da Alemanha Oriental (RDA), em 15 de junho de 1961.

Dois meses depois — na madrugada de 13 de agosto de 1961 — a Alemanha Oriental (socialista) selou a fronteira entre Berlim Oriental e os setores ocidentais e capitalistas: a Berlim Ocidental. A operação tinha até codinome secreto: „Aktion Rose“, a Operação Rosa. Arame farpado, soldados, o calçamento arrancado. A cidade acordou partida em duas.

E as pessoas reagiram. Nos prédios que ficavam bem na linha da fronteira — como na emblemática Bernauer Straße —, moradores saltavam das janelas para redes seguradas pelos bombeiros de Berlim Ocidental. A família Finder pulou junto: primeiro o pai, depois o filho de apenas 4 anos, atirado para o outro lado.

O Muro de Berlim durou 28 anos: 13/08/1961 – 09/11/1989.

Conto esta e outras histórias nos meus passeios por Berlim.

👉 Comente MURO que eu te mando por mensagem o roteiro do passeio pelos vestígios do Muro.
📌 Salve este reel pra não esquecer.


Imagens de arquivo: Bundesarchiv (Bild 183-83911-0002 e 183-88574-0003 / CC-BY-SA 3.0); CIA e USIA/US Army (domínio público).

07/08/2026

🏊 Uma piscina pública no meio de Berlim — e de graça.

A partir de hoje, a Volksbühne — o „palco do povo“, um dos teatros mais famosos da cidade, na Rosa-Luxemburg-Platz — tem uma piscina de 25 metros montada bem na porta. O nome é Volksbad: „banho do povo“.

E não é só diversão de verão. É um recado: o teatro fez isso como um gesto a favor do espaço público — num tempo em que tanto do que é de todos vai encolhendo, eles abriram um pedaço da cidade pra qualquer um chegar e mergulhar.

📍 Rosa-Luxemburg-Platz · Berlin-Mitte
🎟️ Entrada gratuita — mas precisa reservar um horário no site da Volksbühne (as vagas abrem 3 dias antes).
🗓️ Só até 1º de outubro.

Salva pra não esquecer e marca quem você quer levar para nadar com você. 💙

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04/08/2026

O que é a Voßstraße em Berlim?

No coração de Berlim, esta rua foi um dos endereços mais conhecidos do Terceiro Reich — era aqui que ficava a chancelaria de Hi**er, com o seu famoso „Pátio de Honra“. E, embaixo dela e da vizinhança, existem TRÊS búnqueres:

1️⃣ O Führerbunker, onde Hi**er se suicidou em 30 de abril de 1945. Foi explodido pelos soviéticos em 1947 e hoje é apenas um estacionamento.

2️⃣ O búnquer de Goebbels, o ministro da propaganda — que hoje está embaixo dos blocos do Memorial aos Judeus Assassinados da Europa. Quanta ironia: o búnquer do propagandista do genocídio, sob o memorial às vítimas desse mesmo genocídio.

3️⃣ Um terceiro búnquer, o dos funcionários da chancelaria, embaixo de um terreno baldio — e que agora querem demolir para construir moradias.

Um búnquer virou memória; o segundo foi condenado ao silêncio… e o terceiro? Deve virar memória ou desaparecer? Deixe a sua opinião aqui embaixo 👇

Essa é a Berlim que eu mostro nos meus tours privados em português — a que se esconde à vista

28/07/2026

Pariser Platz: 1939 x 2026 🕰️

Quase 90 anos separam estas duas imagens do mesmo cantinho de Berlim — o jardim, a fonte e o Portão de Brandemburgo.

Entre uma e outra, a praça viu a guerra, virou ruína, foi cortada pelo Muro... e renasceu.

O que será que mudou? Conta aqui embaixo :)

Quer conhecer a Berlim que se esconde à vista de todos? Faço tours privados em português.


Foto histórica de 1939: Bundesarchiv, B 145 Bild-P015394 / CC-BY-SA 3.0.

28/07/2026

> *“Simplesmente espetacular! Cultura, conhecimento, disposição e alto astral unidos em uma só pessoa. Experiência maravilhosa e uma visão inesquecível de Berlim. Muito obrigado e até a próxima!“* — palavras da Sílvia, depois do nosso tour.
> „Alto astral“ foi a expressão que mais me alegrou: conhecimento sem leveza cansa, e Berlim pede as duas coisas. Saber que a visão da cidade ficou inesquecível — e que já se fala em próxima — é o que dá sentido a este trabalho.
>
> Tour privado em português. Reserve pelo WhatsApp — link na bio.

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