23/02/2026
Foram 26 km em bate e volta, atravessando um cenário completamente branco, onde cada passo afundava na neve fofa e exigia mais do que técnica — exigia vontade.
O dia começou antes do sol tocar as cristas dos Alpes do Sul. O silêncio do inverno é diferente. Ele não é ausência de som, é presença de intensidade. A montanha parecia imóvel, mas o vento cortava como lâmina nas partes expostas da aresta.
Foram 2.385 metros de ganho positivo de elevação.
Um número que, no papel, já impõe respeito.
Na neve, ele se multiplica.
A progressão era lenta. O peso da mochila parecia aumentar a cada centímetro de altitude. As seções mais inclinadas cobraram concentração total — passo firme, respiração controlada, ritmo constante. Não havia espaço para erro, apenas para disciplina.
O cume não foi apenas uma conquista geográfica.
Foi mental.
Exaustão profunda. Daquelas que fazem as pernas tremerem na descida e o corpo inteiro entrar em modo de sobrevivência. Mas junto com ela veio algo maior: a clareza que só o inverno entrega.
O Monte Senjo no inverno não é apenas uma montanha.
É um teste.
E ao final dos 26 km, o que ficou não foi o cansaço —
foi a certeza de que algumas experiências não se medem em altitude, mas em transformação.
É sempre bom estar contigo meu irmão , 2026 já ficando marcado em nossos corações.