25/07/2026
Vai comprar férias online? ANAV alerta para o risco escondido na compra de viagens.
Associação lembra que, antes de efetuar qualquer pagamento, os consumidores devem confirmar qual é a agência de viagens responsável pela venda, se o angariador está efetivamente autorizado a representá-la e quem irá receber o dinheiro.
A ANAV – Associação Nacional de Agências de Viagens está a alertar os portugueses para os cuidados a ter na compra de viagens através de angariadores online, sobretudo quando todo o processo decorre por redes sociais, aplicações de mensagens ou outros canais digitais.
Embora este modelo possa proporcionar um acompanhamento mais personalizado, a associação lembra que, antes de efetuar qualquer pagamento, os consumidores devem confirmar qual é a agência de viagens responsável pela venda, se o angariador está efetivamente autorizado a representá-la e quem irá receber o dinheiro.
A associação considera que os pagamentos são um dos momentos de maior risco. Por isso, recomenda que sejam efetuados apenas através de contas bancárias, referências, terminais ou plataformas de pagamento oficiais da agência de viagens. Qualquer pedido para transferir dinheiro para contas pessoais do consultor, familiares, terceiros ou entidades sem ligação clara à empresa deve ser encarado com elevada prudência.
Outro sinal de alerta são as alterações inesperadas de IBAN comunicadas durante o processo de compra, sobretudo através de mensagens instantâneas, SMS ou email. Nestes casos, a ANAV aconselha os consumidores a confirmar a alteração através de um contacto oficial alternativo da agência antes de realizar qualquer transferência.
“Antes de pagar, o consumidor deve saber exatamente quem lhe está a vender a viagem, qual é a agência responsável, quem irá receber o dinheiro e qual é a documentação que comprova a compra. Esta verif**ação demora pouco tempo e pode evitar situações de fraude ou enormes dificuldades na recuperação dos valores pagos”, acrescenta Miguel Quintas.
A associação recomenda ainda que os consumidores rejeitem propostas apresentadas apenas de forma verbal ou através de mensagens dispersas nas redes sociais. Antes de qualquer pagamento deverá existir uma proposta escrita com a identif**ação da agência, o número de RNAVT, a identif**ação do angariador, os serviços incluídos, o preço total e as condições de pagamento, alteração, cancelamento e reembolso.
Depois da contratação, o cliente deve receber toda a documentação da viagem, incluindo confirmação de reserva, fatura, bilhetes, vouchers e restantes condições aplicáveis. Conversas em aplicações de mensagens, publicações nas redes sociais ou capturas de ecrã não substituem documentação comercial válida.
Os principais sinais de alerta
Segundo a ANAV, existem vários indícios que devem levar os consumidores a redobrar os cuidados:
– ausência da identif**ação da agência ou do respetivo número de RNAVT;
– inexistência de prova da ligação entre o consultor e a agência indicada;
– pedidos de pagamento para contas pessoais ou de terceiros;
– beneficiários bancários diferentes da entidade contratada;
– pressão para efetuar pagamentos imediatos;
– preços muito abaixo dos praticados no mercado;
– alterações inesperadas de IBAN;
– ausência de contrato, confirmação de reserva ou fatura;
– pedidos de palavras-passe ou códigos bancários;
– tentativas de impedir o contacto direto com a agência.
A mensagem da associação resume-se numa recomendação simples: antes de pagar, confirme quem vende a viagem, qual é a agência responsável, se o angariador está autorizado, quem irá receber o dinheiro e que documentação protege a compra.