Fiordes da Noruega

Fiordes da Noruega Esta página é um repositório da viagem que se realizou em Junho de 2016 aos Fiordes da Noruega.

09/11/2019

Olá Caros Companheiros de Viagens.
Chegámos há pouco de outra maravilhosa viagem.
PERU - Paraíso dos Deuses.
Sigam o link. Ficamos à espera da vossa opinião. E do vosso "Gosto" se o merecermos.
Obrigado

14/09/2016

Mensagem de Agradecimento.

06/09/2016

Trondheim

Após o jantar a bordo, trocámos impressões e emoções sobre o que tínhamos acabado de vivenciar.
Todos estávamos de acordo.
Tínhamos tido a oportunidade de ver das paisagens naturais mais bonitas da Terra.
Mas a dura realidade estava aí.
Essa, seria a ultima noite que passaríamos a bordo do navio Monarch.
No dia seguinte por volta das 8 horas matinais, estaríamos a aportar em Trondheim.

Trondheim é uma cidade da Noruega com 342 km quadrados de área e população de cerca 173 650 habitantes, sendo a terceira maior cidade do país.
Foi fundada em 997 e já teve os nomes de Nidaros e Trondhjem.
Trondheim é o centro administrativo de Sør-Trøndelag e f**a na costa sul do Trondheimsfjord, na foz do rio Nidelva.
Em sua fundação, era um entreposto comercial, e foi capital da Noruega durante a Era Viking até 1217.
A partir de 1152 até 1537, foi sede da Arquidiocese de Nidaros, e permanece como a sede da Diocese de Nidaros e da Catedral de Nidaros.
Sobre o aspecto religioso, em especial Santo Olavo - Padroeiro da Noruega, já fiz uma pequena publicação em 29 de Junho.

Quando acabar a visita de cidade, entraremos no autocarro e rumaremos ao aeroporto.
O sonho chegou ao fim.
É hora de regressar a Portugal.

03/09/2016

Trollstigen e Trollwall

A visita à cidade de Alesund terminou.
O grupo acomodou-se no autocarro e preparou-se para apreciar uma das maiores obras da engenharia norueguesa - Trollstigen (O Caminho dos Trolls).
Como se recordam, na mitologia escandinava, os trolls habitavam as profundezas da terra, nomeadamente fendas e cavernas na montanha.
Ora é coisa que não falta por aqui.
Então, naturalmente, os habitantes locais numa manifestação de ternura com os seus ancestrais imaginários, deram a esta estrada o seu nome.
Trollstigen é uma rodovia localizada em Rauma (Comuna da Noruega, com 1500km² de área e 7 334 habitantes), a 85m acima do nível do mar.
É notável pelos seus miradouros, quedas de água e paredões rochosos, tudo numa sequência de onze curvas na encosta mais íngreme, chegando a ter 9% de inclinação.
A estrada é um ponto turístico norueguês, estando encerrada ao trânsito nos meses de Outono e Inverno.
A sua abertura normalmente ocorre entre Maio e Outubro.
É considerada a obra-mestra da engenharia norueguesa, já que supera um desnível de quase 800m de inclinação.

Fizemos então uma paragem na cascata de Stigerøra e em Trollwall, a maior rocha vertical da Europa que, com os seus 1000 metros de altura, atrai centenas de alpinistas de todo o mundo.

Depois, através de Romsdalsfjord (é o nono fiord mais longo da Noruega com 88 quilómetros de comprimento), iniciamos o regresso a Alesund.

O fim da nossa viagem está cada vez mais perto.
Ainda estamos a viver as emoções diárias, mas um nó de nostalgia começa a apertar as nossas gargantas.
Como iremos reagir, quando esta vivência diária passar a ser apenas, uma doce lembrança?

Alesund - A Cidade das Fadas.Na noite de 23 de Janeiro de 1904, a cidade foi palco de um terrível fogo, um dos  muitos i...
01/09/2016

Alesund - A Cidade das Fadas.

Na noite de 23 de Janeiro de 1904, a cidade foi palco de um terrível fogo, um dos muitos incêndios a que as cidades norueguesas foram submetidas, uma vez que são maioritariamente construídas em madeira. Praticamente toda a cidade foi destruída durante a noite e ventos muito fortes ainda atiçaram mais as chamas.
A população teve que deixar a cidade no meio da noite com apenas alguns minutos de aviso prévio. Apenas uma pessoa morreu no incêndio, a Sra. Ane Heen de 76 anos de idade, mas mais de 10.000 pessoas f**aram sem abrigo.

O Kaiser Wilhelm da Alemanha, tinha ido muitas vezes passar férias para Alesund. Era um visitante frequente.
Após o incêndio, ele enviou quatro navios de guerra com materiais para construir abrigos temporários e quartéis. Após um período de planeamento, a cidade foi reconstruída em pedra, tijolo e cimento em Jugendstil (termo norueguês para Art Nouveau), o estilo arquitectónico da época.
As estruturas foram desenhadas por cerca de 20 mestres construtores e 30 arquitectos noruegueses, a maioria deles educados em Trondheim e Charlottenburg, Berlim, inspirando-se em construções de toda a Europa.
Para honrar o Kaiser Wilhelm, uma das ruas mais frequentadas da cidade recebeu o seu nome.

A cidade tem uma arquitectura incomum consistente e a maioria dos edifícios foram construídos entre 1904 e 1907.
Tem um centro de interpretação, onde os visitantes podem aprender mais sobre o fogo que destruiu a cidade, a sua reconstrução e o estilo Art Nouveau.
Deriva do estilo arquitectónico adotado, a designação da “Cidade das Fadas”.

O termo "Little London" foi muitas vezes aplicado para a comunidade durante a ocupação da Noruega pela Alemanha n**i, devido à resistência norueguesa, trabalho que ocorreu aqui. Entre outras coisas, a cidade foi central dos voos para a Escócia e Inglaterra.

A visita à cidade está prestes a terminar.
Dentro em pouco seguiremos para Trollstigen (a estrada dos trolls), a 85m acima do nível do mar.
Continuaremos o nosso caminho, apreciando uma das maiores obras da engenharia local.

(Recomendo que revisitem a publicação de 15 de Junho, para mais informação sobre esta cidade).

Ontem, foi um dia memorável.Almoçámos num simpático restaurante local.Tinham preparado um menu turístico para o nosso gr...
31/08/2016

Ontem, foi um dia memorável.
Almoçámos num simpático restaurante local.
Tinham preparado um menu turístico para o nosso grupo, à base da cozinha local.
Lá estava presente o inestimável salmão grelhado.
Muito bom por sinal.
Uma curiosidade. Embora a Noruega seja a terra do bacalhau, este peixe não faz parte do cardápio dos noruegueses.
Nas raríssimas vezes que o vi num restaurante, era servido fresco.
Para quem não quisesse arriscar... Havia sempre recurso ao hambúrguer.

Após o almoço iniciámos uma longa caminhada, ora na margem do rio revolto e caudaloso proveniente do degelo, ora admirando o fragor espetacular da cascata, chegando por fim ao majestoso glaciar.
Relembrar, visualizando o video da anterior publicação.
Mas, se por um lado ficámos em êxtase perante tamanha beleza, também soou aos nossos ouvidos um grito de alarme.
O glaciar está a regredir assustadoramente devido ao aquecimento global do planeta.
Existem no terreno marcas sinalizadoras do términus do glaciar em tempos idos.
Posso dizer-vos que há cerca de 300 anos atrás, o glaciar estaria aí uns 400 metros mais à frente do que está hoje.
Dá que pensar.

São horas de regressar.
Iremos até ao lago mais profundo da Europa, o Hornindalsvatnet com 514 metros de profundidade.
Pertinho vimos o Nordjfiord com as suas pequenas povoações de Stryn, Loen e Olden, esta ultima situada aos pés do Fiorde.
Por fim faremos uma paragem junto á cascata de Hellesylt antes de embarcar.

Já vimos ao longe o navio Monarch.
Iremos jantar a bordo e navegar toda a noite.
Quando raiar a madrugada, estaremos em Alesund.
A cidade das fadas.

21/08/2016

Afinal, o Paraíso sempre existe. A caminho do glaciar Jostedal...

Olá Estimados Leitores.Nós somos a família Troll Hölgabrúor.Já vivemos na Noruega há muitas centenas de anos e somos os ...
15/08/2016

Olá Estimados Leitores.
Nós somos a família Troll Hölgabrúor.
Já vivemos na Noruega há muitas centenas de anos e somos os Guardiões dos Fiordes.
Não estejam tristes por há algum tempo não haver notícias deste país maravilhoso, mas o nosso editor, por razões estritamente profissionais, não tem tido disponibilidade.
Vou contar-vos um pequeno segredo. Sei que ele está a preparar um pequeno video sobre a subida ao glaciar, que decerto irão gostar.
Será só mais um pouco...

Geiranger.Já há muito que deixámos Skjolden para trás. Depois de uma longa viagem (cerca de 22 horas), chegámos ao porto...
04/08/2016

Geiranger.
Já há muito que deixámos Skjolden para trás.
Depois de uma longa viagem (cerca de 22 horas), chegámos ao porto de Geiranger cerca do meio-dia.
Durante este percurso e enquanto houve visibilidade, houve oportunidade de admirar as inúmeras gargantas e majestosas quedas de água que se precipitavam para um verdadeiro espelho de água, verde-escuro, profundo.

O nosso grupo reuniu-se como habitualmente com a guia no Salão Cyan, aguardando as indicações da Organização para abandonar o navio.
Entretanto fui apreciando as manobras de acostagem.
Dado que as águas do porto não são muito profundas, não é possível um navio com este calado encostar ao cais.
Então usam um estratagema muito curioso. O navio fundeia no meio do porto e depois fazem estender um cais móvel e flutuante até ao navio.

Finalmente partimos.
O nosso destino será a "garganta" de Flydalsjuvet, que nos oferece uma impressionante vista panorâmica de Geiranger.
Serpenteando por uma apertada estrada, o nosso autocarro galgava quilómetros, conduzido por umas mãos hábeis que há muitos anos percorria aquele caminho.
Os lagos gelados e os cumes pintalgados de branco sucediam-se vertiginosamente.

Quando lá chegamos a paisagem era de cortar a respiração.
Debruçados numa pequena plataforma de observação, admirámos aquele profundo vale e lá no fundo, bem no fundo, estava Geiranger e no seu porto, bem pequenino, o navio Monarch.

Uma nota curiosa, são os pequenos montículos de pedra que se vêm profusamente espalhados pela zona.
Ao contrário das oferendas aos deuses do Tibete, estas pedras não têm qualquer signif**ado religioso. São apenas uma “pegada” comemorativa da sua passagem, que os visitantes pretendem deixar na paisagem.

É hora de seguir viagem, agora até Dalsnibba ou a estrada das
Aguias, com paisagens deslumbrantes através do vale do rio Stryn.

Parámos para almoçar.
Confesso que estou curioso com a comida local.
Até agora só comemos comida internacional, servida a bordo.
Como será a comida norueguesa?

Amanhã darei mais notícias.

Estamos quase a chegar a Geiranger e a conhecer finalmente o grande Glaciar. Geiranger é, sem dúvida, um dos lugares mai...
03/08/2016

Estamos quase a chegar a Geiranger e a conhecer finalmente o grande Glaciar. Geiranger é, sem dúvida, um dos lugares mais fascinantes da Noruega. As suas majestosas quedas de água e altas montanhas cobertas de neve renderam-lhe o título de Património protegido da UNESCO.
Começamos a nossa viagem até à "garganta" de Flydalsjuvet, que nos oferece uma impressionante vista panorâmica de Geiranger.

“Descendo rapidamente pela escada de portaló, em poucos segundos estava em terra firme.O casario de Skjolden Brygge, já ...
01/08/2016

“Descendo rapidamente pela escada de portaló, em poucos segundos estava em terra firme.
O casario de Skjolden Brygge, já se perfilava na margem do grande lago.”

A pequena vila de Skjolden terá talvez uma centena de pequenas moradias.
Todas de madeira e maioritariamente pintadas de cor branca (sim, porque agora já as podem pintar dessa cor…).
A vila tem algumas estruturas turísticas, nomeadamente um Hotel e diversos Parques de Campismo.

Com tal esplendor da Natureza, este local é muito procurado por noruegueses e estrangeiros que vêm até aqui para praticar a pesca do salmão, desportos náuticos ou explorar as montanhas e os glaciares acompanhados de guias locais.
Existem mesmo junto ao lago, bungalows para aluguer de curta duração.

As quedas de águas são inúmeras, deslumbrantes e geladas.

Os rios caudalosos, engrossados com as águas do degelo, precipitam-se ruidosamente montanha abaixo, na sua procura incessante pelo mar.

As flores silvestres são abundantes e os pequenos insetos afadigam-se na sua tarefa de polinização, já que o Verão é curto e em breve estarão de volta a neve e o gelo.

E no final, resta-nos repousar um pouco na margem do lago e interiorizarmos quanto é linda a Natureza e quanto é importante a preservarmos para as gerações vindouras.

O suave toque do despertador acorda-me, de um sono breve e agitado.Ontem à noite, no final do espetáculo no Salão Broadw...
30/07/2016

O suave toque do despertador acorda-me, de um sono breve e agitado.
Ontem à noite, no final do espetáculo no Salão Broadway, deram-nos a notícia que tanto desejávamos ouvir.
Íamos finalmente entrar na região dos fiordes.

Espreitei pela vigia da cabina. Pouca sorte. Pairava sobre o mar uma neblina que tudo abraçava e pouca visibilidade deixava em redor.
Percebi que estávamos com terra firme a pouca distância, mas dada a dimensão exígua da escotilha, não tinha a mínima perceção do que me rodeava.
Aprontei-me rapidamente e quase a correr, dirigi-me para o convés.
O navio já se encontrava nas manobras de acostagem.
Olhei em redor.
E aí, confesso que me comovi com a imagem que se deparava ante os meus olhos.
Estávamos num braço de mar, que serpenteando entre a montanha, tinha formado um lago de excepcional beleza.
O silêncio, o verde intenso da floresta, os cumes da montanha ainda cobertos de gelo, emprestavam à paisagem um tom mágico de mistério e paixão.
Tínhamos finalmente chegado a Skjolden, a Porta dos Fiordes.

Descendo rapidamente pela escada de portaló, em poucos segundos estava em terra firme.
O casario de Skjolden Brygge (Porto de Skjolden), já se perfilava na margem do grande lago.

Endereço

Lisbon

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