24/09/2026
dia quatro (parte um)
ENTRE A BRISA DAS ARRIBAS E O FOLE DA GAITA
Esta é o dia onde a raia se torna o teu trilho e o horizonte se rasga nos desfiladeiros do Douro. Prepara-te para o troço mais cénico e selvagem de toda a jornada. Poucos kms passados e fazemos uma pequena paragem na oficina de Célio Pires que não é apenas um artesão; é um mergulho visceral na alma e no som da Terra de Miranda. Os caminhos de terra batida, que outrora eram usados por contrabandistas, levam-te por entre muros de pedra seca, enquanto sentes o cheiro a esteva e tomilho, até a Castro de São João das Arribas onde se confrontam com a pré-história e a vertigem que te leva ao Douro, por baixo da sombra de sobreiros centenários até Miranda, a surgir no horizonte. É a paragem estratégica para recarregar energias. Cruza o centro histórico e segue para o Miradouro da Sé, onde podes avistar a imponente barragem e o rio que divide dois mundos.