The Vicente from Lisbon

The Vicente from Lisbon Guia Turistico

20 de Maio de 1898: Inauguração do Aquário Vasco da Gama.O projecto do Aquário Vasco da Gama foi concebido no contexto d...
20/05/2022

20 de Maio de 1898: Inauguração do Aquário Vasco da Gama.

O projecto do Aquário Vasco da Gama foi concebido no contexto das comemorações do "IV centenário da descoberta do Caminho Marítimo para a Índia", com o apoio do rei D. Carlos, pioneiro da Oceanografia em Portugal.

Foi inaugurado no dia 20 de Maio de 1898, na presença do soberano. Estavam expostas, além das espécies que passaria a exibir normalmente, as colecções zoológicas reunidas durante as campanhas oceanográficas que o monarca empreendera a bordo do iate real "D. Amélia".

Inicialmente contava apenas com um piso, sendo-lhe acrescentado um segundo por volta de 1916, quando se beneficiou de grandes remodelações.

Com o término das comemorações, o Aquário passou para as mãos do Estado português, que entregou a administração e a exploração à Sociedade Portuguesa de Geografia. Por falta de recursos, até 1901, o Aquário esteve praticamente sem orientação técnica, degradando-se.

A partir dessa data, o Governo entregou-o ao Ministério da Marinha, nomeando como director um conceituado jornalista, Armando Silva, que alimentava profundo interesse pelas Ciências Naturais.

Em 1908, a Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais instalou-se no Aquário, com a direcção do professor Almeida Lima.

Em 1898 na altura da inauguração do Aquário Vasco da Gama, o rei D. Carlos realizou, numa das salas, uma exposição temporária com os espécimes zoológicos por ele recolhidos nas campanhas oceanográficas de 1896-1897. Curiosamente esses mesmos espécimes regressariam anos mais tarde ao Aquário Vasco da Gama, integrando a Colecção Oceanográfica do Rei Dom Carlos I, enriquecendo de tal forma o Museu, que ainda hoje este é essencialmente conhecido pelos espécimes raros associados ao monarca oceanógrafo.

Com o passar dos anos o Museu foi reunindo outros espécimes biológicos, num conjunto que hoje se designa genericamente Colecção Aquário Vasco da Gama, e que inclui sobretudo moluscos, peixes marinhos, peixes de água doce, aves aquáticas, tartarugas e mamíferos marinhos.

19/05/2022

A abertura da Lagoa de Albufeira.

19 de Maio de 1954, Catarina Eufémia é morta a tiro em Baleizão, numa manifestação de trabalhadores agrícolas por aument...
19/05/2022

19 de Maio de 1954, Catarina Eufémia é morta a tiro em Baleizão, numa manifestação de trabalhadores agrícolas por aumento do salário.

Ceifeira alentejana, Catarina Eufémia, filha de José Diogo e de Maria Eufémia, nasceu em 1928, na aldeia de Baleizão, concelho e distrito de Beja.

Era uma assalariada rural pobre e analfabeta, como tantas outras mulheres do seu Alentejo natal.

Casou ainda nova, em 1946, tendo depois três filhos. A sua vida teria sido anónima e esquecida como a de tantos outros alentejanos da sua condição se não tivesse acabado em circunstâncias tenebrosas, guindando-a a símbolo da resistência e contestação ao regime salazarista.

O Alentejo, naqueles tempos difíceis, era uma região de latifúndios e de emprego sazonal, onde as condições de vida dos camponeses sem terras e assalariados eram extremamente difíceis.

Esta situação sócio-económica e laboral penosa e dura agitou as massas camponesas da região a partir de meados dos anos 40, vindo-se a agudizar nas duas décadas seguintes, gerando-se um permanente clima de agitação social no campesinato.

Eram inúmeros tumultos e mais frequentes ainda as greves rurais, que acabavam sempre com a intervenção da GNR e eram devidamente vigiadas pela PIDE, em busca então de infiltrados e agitadores comunistas.

Numa dessas greves de trabalhadores agrícolas, ocorrida a 19 de maio de 1954 na aldeia de Baleizão, um grupo de camponeses dirigiu-se à residência do patrão.

Entre esses trabalhadores rurais, contava-se Catarina Eufémia, com um filho de oito meses ao colo.

Entre outras pretensões, reivindicava-se para as mulheres um aumento da jorna (salário de um dia de trabalho) de 16 para 23 escudos (o que representa na moeda atual - o Euro - um aumento de 8 para 11 ou 12 cêntimos), na campanha da ceifa.

No entanto, a GNR apareceu, como tantas outras vezes, acabando por intervir duramente.

Para além dos tiros para o ar, de intimidação e para dispersar a concentração de camponeses, outros houve que tiveram um destino mais cruel e sangrento.

De facto, o tenente Carrajola, da GNR, no caminho do grupo de assalariados para a casa do patrão, matara Catarina Eufémia com vários tiros, que caíra para o chão.

Catarina tornou-se, depois da sua morte trágica, como um símbolo, principalmente entre o Partido Comunista Português, como um modelo de mulher, mãe e militante.

Muitas vezes se lhe jurou vingança, tal foi a raiva de dor que pulsou durante décadas no Alentejo por aquela morte estúpida e cruel, aparecendo também flores na campa de Catarina, no cemitério de Quintos, depositadas por desconhecidos.

Os cantores de intervenção e os poetas opositores ao regime não deixaram também de cantar a pobre camponesa assassinada: José Afonso, Sophia de Mello Breyner ou José Carlos Ary dos Santos, entre outros.

No imaginário popular e oposicionista, o assassinato de Catarina Eufémia era a demonstração clara da crueldade e brutalidade dos métodos e formas de resposta por parte do regime às desigualdades e injustiças que apoiava e mantinha.

04 de Maio de 1493: O "Novo Mundo" é dividido entre Portugal e a Espanha, através da bula "Inter Coetera".A Bula Inter C...
04/05/2022

04 de Maio de 1493: O "Novo Mundo" é dividido entre Portugal e a Espanha, através da bula "Inter Coetera".

A Bula Inter Coetera, expressão em latim que significa “"entre outros (trabalhos)", foi uma bula do Papa Alexandre VI, datada de 4 de Maio de 1493.

Pelos seus termos, o chamado "novo mundo" seria dividido entre Portugal e a Espanha, através de um meridiano situado a 100 léguas a oeste do arquipélago de Cabo Verde: o que estivesse a oeste do meridiano seria espanhol, e o que estivesse a leste, português.

Em 1492 a Coroa castelhana iniciou a sua expansão marítima apostando no projecto do navegador genovês Cristóvão Colombo. Pensando ter chegado às Índias, o navegador italiano encontrou o continente americano. O anúncio da existência do novo continente inseriu os castelhanos na disputa por novas áreas de exploração colonial.

Temendo uma abrupta ascensão marítimo-comercial espanhola, Portugal ameaçou entrar em conflito com os seus vizinhos caso as suas possessões fossem desrespeitadas.

Solicitou-se ao papa Alexandre VI que arbitrasse a questão.

No dia 4 de Maio de 1493, através da Bula Inter Coetera estabeleceu-se um acordo que determinava as regiões de exploração de cada uma das nações ibéricas.

De acordo com o documento, uma linha imaginária a 100 léguas das Ilhas de Cabo Verde dividia o mundo, determinando que todas as terras a oeste dessa linha seriam de posse da Espanha e a leste seriam fixados os territórios portugueses.

Este arranjo assegurava as terras descobertas no ano anterior por Cristóvão Colombo à Espanha e, a Portugal a costa africana que vinha sendo explorada com vista ao descobrimento de um caminho marítimo para a Índia.
Desta maneira, a disputa parecia resolvida.

No entanto, por motivos não muito claros, o rei Dom João II exigiu a revisão do acordo diplomático. Alguns historiadores levantam a hipótese que a Coroa Portuguesa sabia da existência de terras na parte sul do novo continente. Dessa maneira, as autoridades lusas mais uma vez ameaçaram os castelhanos caso o pedido de revisão não fosse acatado.

Mais uma vez, o papa foi convocado para intermediar novas negociações. Para solucionar esse impasse, foi negociado o Tratado de Tordesilhas (1494), que estabeleceu um novo meridiano a 370 léguas das ilhas de Cabo Verde.

03 de Maio de 1404: Morre o jurista João das Regras, figura decisiva na eleição de D. João I nas Cortes de Coimbra de 13...
03/05/2022

03 de Maio de 1404:
Morre o jurista João das Regras, figura decisiva na eleição de D. João I nas Cortes de Coimbra de 1385.


Mestre ou Doutor João Anes das Regras ou simplesmente João das Regras nascido em Lisboa entre 1340 e 1345.

Era filho de João Afonso das Regras ou de Aregas e de Sentil Esteves e, após o segundo casamento da sua mãe, enteado de Álvaro Pais.

O Dr. João das Regras estudou Leis e Direito em Bolonha, em cuja universidade dominavam as doutrinas favoráveis à realeza e à burguesia e de oposição ao poder feudal.

Esta corrente favorecia o acesso a cargos públicos aos letrados burgueses em contraposição à grande nobreza feudal.

Casou com Leonor de Acuña y Girón, filha de Martim Vasques da Acuña, 1º conde de Valencia de Campos, da qual teve uma única filha e herdeira, Branca da Acuña, Senhora de Cascais e Lourinhã, mulher de D. Afonso, Senhor de Cascais.

Nomeado reitor da Universidade de Lisboa, aquando da crise de 1383-1385 coloca-se ao lado do Mestre de Avis.

Nas Cortes de Coimbra de 1385 vai ser o elemento fundamental da eleição do Mestre de Avis como rei de Portugal.

Com a sua eloquência e bem elaborada argumentação, começa por declarar que o trono de Portugal está vago porque não havia herdeiros legítimos entre os candidatos.

Em seguida apresentou os prós e os contras das várias candidaturas, concluindo que o Mestre de Avis era o único que merecia ser rei porque nele coincidiam todas as virtudes que um descendente real deveria ter.

Muitos dos indecisos ficaram convencidos com tal argumentação e pronunciaram-se a favor de D. João I como rei de Portugal.

Participou ainda na Batalha de Aljubarrota. Cumulativamente com o cargo de reitor vitalício da Universidade de Lisboa, João das Regras foi nomeado chanceler-mor até ao fim da sua vida.

Dedicou-se à elaboração da nova legislação do reino, que visava o fortalecimento do poder real, estando na génese do que viria a ser a Lei Mental, publicada por D. Duarte.

Veio a falecer em Lisboa, no dia 3 de maio de 1404.

A czarina, os ovos de Páscoa e o uso da vírgula.Os 50 ovos imperiais criados para a família Imperial Russa tiveram iníci...
17/04/2022

A czarina, os ovos de Páscoa e o uso da vírgula.

Os 50 ovos imperiais criados para a família Imperial Russa tiveram início em 1885, quando o czar Alexandre III decidiu encomendar uma peça especial para oferecer à sua esposa, a Czarina Maria Feodorovna, como prenda de Páscoa e também para celebrar o 20º aniversário de casamento.

O czar encomendou a Peter-Carl Fabergé, destacado joalheiro que trabalhava em São Petersburgo, um ovo de galinha enfeitado com pedras preciosas que quando se abria mostrava outro tesouro escondido.

O ovo oferecido a Maria Feodorovna continha uma gema que escondia no seu interior uma pequena ave montada num ninho de diamantes.

A imperatriz ficou tão agradada com a oferta, que Alexandre acabou por nomear Fabergé como o "fornecedor da corte" e passou a encomendar um ovo por ano.

O seu filho, Nicolau II, deu continuidade à tradição e anualmente presenteava a sua mãe, Maria Feodorovna e a sua esposa.

Esta tradição persistiu desde 1885, até à queda do império, em 1917.

A importância da vírgula
Diz-se que a czarina Maria certa vez, salvou a vida de um homem, apenas mudando de lugar a vírgula da sua sentença.

A czarina terá encontrado um documento onde Alexandre III ordenava o exílio de mais um homem na Sibéria.

O documento dizia: “Perdão impossível, enviar para a Sibéria”.

Maria trocou o lugar da vírgula e colocou a pausa uma palavra antes.

A frase transformou-se em “Perdão, impossível enviar para a Sibéria” e o homem foi libertado.

Nascente do Olho D'Água de Alcobertas - Rio Maior.
04/04/2022

Nascente do Olho D'Água de Alcobertas - Rio Maior.

Festa das Rosas Vila Franca de Lima / Viana do Castelo(7 e 8 de Maio)
31/03/2022

Festa das Rosas
Vila Franca de Lima / Viana do Castelo

(7 e 8 de Maio)

O charme intemporal do palácio nacional de Sintra no dia dos namorados em 1967.
14/02/2022

O charme intemporal do palácio nacional de Sintra no dia dos namorados em 1967.

14 de Fevereiro de 269: São Valentim é torturado e executado em RomaNo dia 14 de Fevereiro de 269 d.C., Valentim, um pad...
14/02/2022

14 de Fevereiro de 269:

São Valentim é torturado e executado em Roma

No dia 14 de Fevereiro de 269 d.C., Valentim, um padre romano da época do império de Cláudio II, é executado. Sob o governo de Cláudio, o Cruel.

Roma estava envolvida em muitas campanhas sangrentas e impopulares. O imperador tinha de manter um poderoso exército, mas estava a enfrentar dificuldades no alistamento de soldados para as suas unidades.

Cláudio acreditava que os homens romanos não se mostravam dispostos a unir-se ao Exército devido às fortes ligações que mantinham com as suas mulheres e famílias.

Para livrar-se do problema, Cláudio proibiu todos os casamentos e relacionamentos em Roma. Valentim, dando-se conta da injustiça de tal decreto, desafiou o imperador e continuou a celebrar, em segredo, casamentos.

Quando os “delitos” de Valentim foram descobertos, Cláudio ordenou que fosse condenado à morte. Valentim foi preso e espancado até à morte e, depois, decapitado.

A lenda conta também que, enquanto estava preso, São Valentim deixou uma nota de despedida para a filha do carcereiro, com quem havia feito amizade, e assinou “Do seu Valentim”. Pelos seus serviços e coragem, Valentim foi sagrado santo após sua morte.

Na verdade, a exacta origem e identidade de São Valentim é pouco clara. De acordo com a Enciclopédia Católica, “pelo menos três diferentes santos com o nome Valentim, todos eles mártires, são mencionados nos mais antigos martirológios com a mesma data, a de 14 de Fevereiro." O primeiro era um padre de Roma, o segundo, um bispo de Interamna, e o terceiro, um mártir numa província romana da África.

As lendas variam sobre a forma como o nome do mártir passou a ser relacionado com o romance entre duas pessoas.
A data da sua morte pode-se ter confundido com a Festa de Lupercália, um festival pagão do amor. Nessas ocasiões, o nome de jovens mulheres era colocado numa caixa, posteriormente sorteado e, logo em seguida, tirado pelos homens com os quais casariam.

Em 496 d.C., o papa Gelásio decidiu pôr fim à Festa de Lupercália e decretou que a data de 14 de Fevereiro deveria ser celebrada como o Dia de São Valentim.

Informação relevante para quem não dispensa a tradicional voltinha saloia.
09/02/2022

Informação relevante para quem não dispensa a tradicional voltinha saloia.

Devido ao início das obras de requalificação do Largo D. Fernando II, em São Pedro de Sintra, a tradicional Feira Quinzenal de São Pedro vai ter lugar num espaço alternativo. Assim, a partir do próximo domingo, dia 13, pode visitar a nossa Feira no Parque situado entre os Arcos do Ramalhão e o quartel dos Bombeiros de São Pedro.
Estacionamento garantido!
Serviço de Mini-Bus disponível e gratuito entre o Largo D. Fernando II e o local da Feira.
Visite-nos!!!

Uma doce recordação do Parque infantil do Alvito em Lisboa.Foi inaugurado na década de 40 com projecto do arquitecto Kei...
30/01/2022

Uma doce recordação do Parque infantil do Alvito em Lisboa.

Foi inaugurado na década de 40 com projecto do arquitecto Keil do Amaral.

Endereço

Amoreiras
Lisbon

Website

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando The Vicente from Lisbon publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Compartilhar

Categoria