30/09/2026
El-rei D. Fernando he morto, e assi o he o Conde de Andeiro. Leonor Telles fugiu para Alenquer.
Lisboa está de pernas para o ar.
No castelo de S. Jorge, Martim Afonso Valente comanda a guarnição e uma dezena de escudeiros, trazidos por Afonso Anes Nogueira para tentar manter a ordem.
Mas, na cidade, o povo clama por D. João, Mestre de Avis.
Armou-se o cerco às muralhas. Quem irá vencer?
D. João, Mestre de Avis? Leonor Teles?
Ou a peste, que ceifa vidas de um lado e de outro?
Quem acode aos feridos?
Quem instrui as gentes no uso do arco e da lança?
Quem remenda camisas e cose os pendões e estandartes da vitória?
Quem escreve a missiva que dá a Martim Afonso Valente quarenta horas para se render?
Não são reis, nem rainhas, nem senhores de nome e brasão.
São escribas. Costureiras. Carpinteiros, sapateiros, padeiros, pedreiros, barbeiros, boticários. As mulheres e os homens a quem pertence a cidade, pois ali têm filhas, filhos, netas e netos.
É gente como nós. Gente de todos os dias.
Esperamos por vós no próximo fim-de-semana, na Biblioteca dos Coruchéus, em Alvalade, nos dias 3 e 4 de outubro. Quereis vir conhecer-nos?