Lés-a-Lés

Lés-a-Lés Um desafio capaz de entusiasmar qualquer motociclista naquela que se tornou, provavelmente, a maior caravana mototuristica do mundo!

Acontecimento anual mototurístico que desde 1999 cruza Portugal de extremo a extremo contemplando paisagens e lugares de enorme esplendor, naquela que se tornou, provavelmente, a maior caravana mototuristica do mundo! Acontecimento anual mototurístico que desde 1999 concilia a resistência e aventura à vertente turística com o objectivo de cruzar Portugal de extremo a extremo contemplando paisagens e lugares de enorme esplendor.

ATENÇÃO PARTICIPANTE NO 28ºLÉS-A-LÉS.HORÁRIOS... Já estão disponíveis em www.les-a-les.com. É importante cumpri-los em t...
06/06/2026

ATENÇÃO PARTICIPANTE NO 28ºLÉS-A-LÉS.
HORÁRIOS... Já estão disponíveis em www.les-a-les.com. É importante cumpri-los em todas as etapas mas, muito importante mesmo que isso aconteça no dia 10 no "check-in", quando depois temos uma visita de barco à Ilha da Culatra. Por isso, em relação ao habitual, temos de antecipar a abertura do "check-in" para 8h30. Queremos que todos usufruam do passeio de barco pela Ria e de umas horas de relax na Culatra. Prepare-se para uns bons banhos.
Já pode consultar o seu horário e as informações indispensáveis à sua participação em www.les-a-les.com
Alguma questão cuja resposta não conste no regulamento e na informação agora disponível através da página de consulta dos horários, não hesite em contactar-nos privadamente pelo Messenger.
Agradecemos que partilhe esta informação e OBRIGADO por fazer parte desta aventura, contamos consigo na grande festa do mototurismo nacional que será este Portugal de Lés-a-Lés. Até já!

Só falta uma semana!!!😎👍🏍️Festival mototurístico entre as termas de S. Pedro do Sul e de VizelaA epopeia dos marinheiros...
03/06/2026

Só falta uma semana!!!😎👍🏍️

Festival mototurístico entre as termas de S. Pedro do Sul e de Vizela

A epopeia dos marinheiros de água doce ⛵⚓

Ao atravessar o Rio Douro, saberão os participantes do 28.º Portugal de Lés-a-Lés que se aproximam a passos largos do palanque final em Vizela, depois dos 320 quilómetros da terceira etapa com partida de São Pedro do Sul. Num País de históricos marinheiros, a aventura gizada pela Federação de Motociclismo de Portugal com início junto ao Atlântico, no extremo sul de Portugal, saiu de Faro em direção às fantásticas praias do sudoeste alentejano banhadas pelo oceano que nos separa das américas, mas o maior contacto com a água vai dar-se nas inúmeras travessias de rios e ribeiras ao longo dos quase 1200 quilómetros do maior desafio mototurístico da Europa.

Uma aventura que, no último dia, ligará as duas terras de fortes argumentos termais, passando por Terras do Demo, pelo Douro Vinhateiro, pelas minas auríferas de Jales e por Terras de Basto, com paisagens que, não raras vezes, mudam num simples piscar de olhos. Ou melhor, numa simples travessia de um qualquer curso de água.

Assim, no sábado, dia 13 de junho, a madrugadora saída será feita através do bucólico vale do Rio Sul, curto de 14 km entre a nascente e a confluência no rio Vouga, passando depois na Ribeira de Degracia e nos rios Paivô, Côvo, Paiva e Távora (aqui pela singela mas historicamente importante Ponte de Riodades…), antes da desejada passagem do Douro. Que será feita através da barragem construída junto ao mítico Cachão da Valeira, local onde, antes de ser represado, em 1976, o Douro tinha uma poderosa cascata de sete metros de altura.
Perto do local onde, diz a lenda, faleceu o viúvo Barão de Forrester, após o naufrágio do luxuoso rabelo onde viajava a convite de Dona Antónia Adelaide Ferreira, a ‘Ferreirinha’ com quem se dizia ter um caso amoroso. E que se terá salvo graças ao efeito de boia gerado pelas suas longas saias enquanto o Barão era arrastado para o fundo do rio devido ao peso dos sacos de moedas que transportava nos bolsos. Lendas para desvendar na próxima semana…

Mais rios, muitas curvas e… bolos

Mas para os participantes do Lés-a-Lés, quais aventureiros de água doce, mais rios surgirão no caminho, da Ribeira de Linhares ao pequeno rio Peio, no Arco de Baúlhe, passando pelo Tua, Torno e Tâmega. Isto num dia com direito a uns toques na N2 mas, também e sobretudo, a muitas curvas. E, claro está, meia dúzia de Oásis para restabelecer as forças que isto de andar de moto abre o apetite.

Paragens para comer, beber e descontrair em Castro Daire, Moimenta da Beira, São João da Pesqueira, Alijó, Vila Pouca de Aguiar e Cabeceiras de Basto, aqui numa curiosa pista de corridas dos mais pequenos e simpáticos equídeos, à sombra do monumental Mosteiro de São Miguel de Refojos. Mas, ainda antes de provar o famoso bolinhol de Vizela, há que superar as traquinices, emboscadas e outras partidas, protagonizadas por alguns dos principais motoclubes nortenhos, de Barcelos, Guimarães ou Porto.

Não se pense, porém, que apenas no último dia serão atravessados tantos cursos de água. É que, desde a primeira etapa, serão passados muitos rios e ribeiras, como as de Tôr e Alter, logo no arranque algarvio, seguindo-se o Rio Arade, a Ribeira de Odelouca, com destemida travessia a vau, a Ribeira de Seixe, na passagem para o Alentejo, onde haverá que superar os rios Mira e Sado. Ainda mais água doce verão os mototuristas na segunda jornada, começando pelo majestoso Tejo, continuando pelo Sorraia, Ribeira de Muge, Nabão, Ceira, Zêzere e Mondego. Depois, tempo para descobrir os rios Serra, Águeda, Alcofra, Alfusqueiro e Vouga mesmo antes da chegada a São Pedro do Sul onde termina a segunda etapa.

No dia seguinte, o último do Lés-a-Lés de 2026, há que arrepiar caminho em verdadeiro festival mototurístico até à terra do bolinhol. Quem não conhece, terá uma oportunidade ímpar de descobrir esta verdadeira joia da doçaria regional! Sim, porque o Lés-a-Lés não se resume a andar de moto!

São Pedro do Sul Vila Pouca de Aguiar Arco De Baúlhe, Braga, Portugal Castro Daire Moimenta da Beira São João da Pesqueira Alijó Cabeceiras de Basto

Encerramento das inscrições aumenta a expetativa para o 28.º Portugal de Lés-a-LésDo barrocal algarvio aos arrozais do S...
21/05/2026

Encerramento das inscrições aumenta a expetativa para o 28.º Portugal de Lés-a-Lés

Do barrocal algarvio aos arrozais do Sado!

Encerradas que estão as inscrições para o 28.º Portugal de Lés-a-Lés começam a ser conhecidas mais algumas informações sobre o trajeto que, de 10 a 13 de junho, vai levar a heterogénea caravana de mototuristas de Faro a Vizela, com paragem em Alcochete e São Pedro do Sul. Um percurso que também foi afetado pelo ‘comboio de tempestades’ que atingiu Portugal no final de janeiro deste ano e que causou estragos de m***a em muitas estradas obrigando a esforços redobrados para garantir um itinerário seguro, divertido e cativante.

Mudanças com reflexos logo na primeira tirada, entre Faro e Alcochete, longa de 425 quilómetros e muito ‘rebuscada’, em boa parte devido às estradas aluídas no último inverno. Serão 10 horas e meia entre a condução e as paragens em nada menos de 5 Oásis onde os petiscos, águas, sumos e café ajudarão a manter os condutores nutridos e hidratados. Tempo em que devem ainda ser incluídas as pausas necessárias para reabastecimento… das máquinas.

Um dia que começa madrugador, com as primeiras equipas a saírem às 6 horas, do centro de Faro, passando pela placa que assinala a maior distância entre localidades portuguesas, recordando os 738,5 km até Chaves ao longo da sempre festejada N2, antes de atravessar o verdejante e natural barrocal algarvio, através de locais pitorescos e paisagens pouco conhecidas.

Entre laranjais, alfarrobeiras, oliveiras e figueiras, tempo para descobrir um Algarve bem diferente das turísticas paisagens da orla costeira, e com pontos de grande interesse como a aldeia de Alte. Povoação que disputou com Monsanto o título da Aldeia Mais Portuguesa de Portugal, em 1938, acabando por ganhar o título de Aldeia Cultural e sendo conhecida como a aldeia mais típica do Algarve, distinta pela arquitetura mediterrânica, com casas caiadas de branco e chaminés rendilhadas.

Uma aldeia que ‘transpira’ paixão pelo ciclismo, com as ruas decoradas com centenas de camisolas à passagem da Volta ao Algarve que coroou nomes como Juan Ayuso, Jonas Vingegard ou Remco Evenepoel, mas também João Almeida ou António Morgado. Esses mesmos que brilharam no alto do Malhão, através de algumas das mais íngremes estradas algarvias onde passará, com menos esforço e suor, o heterogéneo e igualmente colorido pelotão de motos.

Percurso de praia a praia com passagem pela serra

Entusiasmantes estradas serranas que, além de bons ares, oferecem pontos de vista realmente únicos, passando através dos concelhos de Silves e Monchique, passando bem perto das nascentes dos rios Mira, Arade e Odelouca, com direito a uma minúscula passagem a vau apenas para refrescar os pneus. Momento que alguns catalogarão como ‘de grande aventura’ e que, seguramente, partilharão no primeiro Oásis do dia, em São Marcos da Serra, ou no seguinte, em Monchique enquanto bebem uma água fresca e provam uma doce especialidade regional.

Mas, apesar das dificuldades criadas pelos excecionais fenómenos meteorológicos, a Comissão de Mototurismo da Federação de Motociclismo de Portugal não abdicou de encontrar as mais sinuosas e divertidas estradas e estradinhas rumo a Odemira, o concelho com a maior área em Portugal, entrando no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina através de Odeceixe. Cabo Sardão, para quem quiser fazer um pequeno desvio, ou a passagem pela festivaleira Zambujeira do Mar antecedem mais uma paragem para provar as já famosas bolas de Berlim da Honda. Isto na bonita praia de Almograve, uma das muitas que o concelho Odemira tem para oferecer, preparando o estômago para que todos descubram – sem enjoar… – o local onde foi iniciada a épica ligação aérea entre Portugal e Macau, em 1924, e para uma despedida do Litoral, às portas de Porto Covo.

Os mais fortes de barriga não hesitarão perante mais uma surpresa gastronómica em Abela, Santiago do Cacém, onde a autarquia oferece ainda uma visita ao pequeno, mas muito bem organizado Museu do Trabalho Rural. Tarefas campesinas que poderão continuar a apreciar na passagem pela Herdade de Benagasil, cujo proprietário, o conhecido piloto de todo-o-terreno e Campeão Europeu de Bajas, David Megre, franqueou as portas para facilitar a travessia do rio Sado. Única forma de o fazer, através do percurso idealizado, devido ao aluimento da estrada em S. Romão do Sado.

Também ligado às corridas, Mário Franco (FrancoSport) vai preparar juntamente com a Can-Am um animado Oásis na Herdade da Barrosinha, acarinhando e animando as gentes que o Grupo de Acção Motociclista ajudou a ultrapassar o desastre natural, equipando com eletrodomésticos 17 casas afetadas pelos temporais de janeiro, quando o Sado galgou margens e entrou porta adentro sem pedir licença, destruindo tudo o que encontrou pelo caminho.

Depois, e até à estreante e bonita vila de Alcochete, tempo para um enorme ‘pecado’ praticado devido à falta de estradas ‘viáveis’ para chegar à avenida na zona ribeirinha que tem o nome do Rei D. Manuel I, aqui nascido em 1469, e onde será servido o jantar desta primeira etapa do Portugal de Lés-a-Lés de 2026.
Depois, já se sabe, tempo para descansar de uma jornada longa e preparar a etapa seguinte que, sendo mais curta em quilómetros, não será de menor dificuldade técnica. Ou não estivéssemos a falar das recurvadas estradas da região centro…

Inscrições para o 28.º Portugal de Lés-a-Lés fecham a 17 de maioAbertura com inovador passeio… de barco! À medida que se...
08/05/2026

Inscrições para o 28.º Portugal de Lés-a-Lés fecham a 17 de maio

Abertura com inovador passeio… de barco!

À medida que se aproxima o 28.º Portugal de Lés-a-Lés, de 10 a 13 de junho, e com o final das inscrições já a 17 de maio, começam a ganhar maior nitidez os contornos do evento organizado pela Federação de Motociclismo de Portugal. Nomeadamente aquele que será o mais pequeno e espetacular Passeio de Abertura de sempre, com as motos a cumprirem um percurso de apenas 2,7 quilómetros de extensão! Na verdade, até serão feitos mais alguns quilómetros, mas no barco Mira Sado até à ilha da Culatra, numa estreia absoluta em 28 anos de Lés-a-Lés.

Uma complexa organização logística para levar todos os participantes desde o Cais Comercial de Faro até àquela ilha-barreira da Ria Formosa, numa inovação que obriga a começar as Verificações Técnicas mais cedo, a partir das 8.30 horas do dia 10 de junho, no Largo de São Francisco, perto das históricas Muralhas de Faro. Daí os participantes darão um pequeno salto até ao Jardim Manuel Bívar onde estará m***ado o palanque de partida, envolvido numa animada festa que dará um colorido especial a este arranque em terras algarvias no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Será uma oportunidade única de viver uma experiência diferente, entrando no coração do Parque Natural da Ria Formosa até à aldeia da Culatra, onde vivem habitualmente cerca de 700 das 800 pessoas que habitam regularmente na ilha, maioritariamente pescadores e mariscadores, muitos dos quais se deslocam diariamente de barco para trabalhar no ‘continente’. A pensar no bem-estar dos participantes e para usufruir ao máximo a descoberta da ilha da Culatra, a Comissão de Mototurismo da FMP idealizou horários que permitam a todos estar cerca de 4 horas naquele paraíso e desfrutar de um areal fabuloso, com 7 quilómetros de extensão.

Com o barco a arrancar do Cais Comercial farense de duas em duas horas, a chegada à ilha será festejada com o entusiasmo da comunidade piscatória e da Associação de Moradores da Ilha da Culatra, existindo 11 espaços de restauração a postos para receber os motociclistas… sem motos. Aliás, em toda a ilha da Culatra não existem veículos motorizados para lá dos dois tratores usados para puxar os barcos da água. Da povoação até à praia é um percurso curto e bonito, ao longo do passadiço que protege o cordão dunar, carregado de vida.

A ilha conta ainda com outros dois núcleos populacionais mais pequenos, Hangares e Farol, onde implantado o farol do Cabo de Santa Maria, além de vastos areais onde será possível apanhar sol ou dar uma caminhada durante as várias horas passadas na ilha da Culatra. Uma jornada que contará com o apoio da Multimoto, criando um espaço para o primeiro Oásis do dia (tal como acontecerá nas restantes etapas…) para que os motociclistas embarquem de barriguinha composta. Também a Antero Motorcycles, concessionário BMW, Yamaha e Kawasaki nos Carvalhos, Vila Nova de Gaia, marcará presença para ajudar a esta divertida ligação marítima pela natureza da Ria Formosa.

Mas haverá ainda a possibilidade de visitar o Museu Marítimo Almirante Ramalho Ortigão, o mais antigo museu da região, inaugurado em 1889 e atualmente sedeado na Capitania do Porto de Faria, bem como o Museu Municipal, mesmo ao lado do local das Verificações Técnicas e Documentais. E haverá, claro, tempo para agradáveis passeios pedonais pela baixa farense e pelas simpáticas ruelas de Vila Adentro, antes de rumar à sede do Moto Clube de Faro onde, mantendo a tradição, terminará o primeiro dia.

Claro que para isso é necessário garantir o lugar na longa e heterogénea caravana do 28.º Portugal de Lés-a-Lés fazendo a inscrição online até 17 de maio no site www.les-a-les.com. E convém não relaxar porque a adesão continua a ser grande e, à imagem do que tem acontecido nos últimos anos, é bem possível que as inscrições fechem antes dessa data, assim que seja atingido o número limite de participantes estipulado pela organização.

O sol que cria o bom vinho da Bairrada saudou os resistentes do 2.º Portugal de Lés-a-Lés ClassicMeteorologia colocou ‘c...
03/05/2026

O sol que cria o bom vinho da Bairrada saudou os resistentes do 2.º Portugal de Lés-a-Lés Classic

Meteorologia colocou ‘clássicas’ à prova

Foi um ‘dia de brincadeiras’, o terceiro e último do 2.º Portugal de Lés-a-Lés Classic, que levou centena e meia de motociclistas do Caramulo a Sangalhos, na Anadia, com a chuva a tentar apanhar os participantes enquanto o sol ia furando as nuvens para indicar o melhor caminho. Neste ‘jogo do apanha’ conseguiram quase todos fugir às grandes bátegas de água que, a espaços, caíam do céu plúmbeo, enquanto outros, mais azarados, iam desfrutando como podiam de um percurso trabalhoso, mas bonito e variado, e que começou de forma bem desportiva.
A saída, mesmo em frente ao Museu do Caramulo, deu-se pela famosa rampa que, todos os anos, atrai centenas de veículos históricos, de competição e não só, para um festival único no País. Asfalto lisinho numa estrada bem marcada que motivou algumas aceleradelas madrugadoras, mas apenas para os mais afoitos já que, pouco à frente, estava a saída para caminhos mais revirados. Sim, que isto não é uma corrida!
Se bem que, olhando para a lista de presenças, da rara Yamaha SDR200 à popular Suzuki GSX-R750 R, passando pela muito amada Yamaha RD350, pela esplêndida Suzuki RGV250 ou pela raríssima Yamaha RZV500 R, facilmente poderíamos compor uma bem recheada grelha de partida. Que também teve o contributo de Celso Mendes, alinhando para a derradeira etapa aos comandos de uma Honda CBR600F de 1994. Isto porque, com o evento da Federação de Motociclismo de Portugal a decorrer mais perto de casa, foi todos os dias a Santa Maria da Feira para trocar… de moto.
“No dia das Verificações, em Lamego, foi uma Honda VF1000 R de 1985, que foi substituída por uma Yamaha YZF 750 de 1994 para a primeira etapa e depois pela pequena, mas aguerrida, Honda NSR 125 de 1992”. Comentário divertido enquanto garantia que “a escolha não foi fácil até porque há mais 30 motos na garagem”, muitas delas cumprindo a exigência regulamentar de terem mais de 30 anos. “Em 2025 a opção foi ainda mais complicada porque apenas foram utilizadas duas máquinas, aproveitando este fantástico evento para fazer mais quilómetros com as clássicas lá de casa”.
No entanto, no Regulamento do Portugal de Lés-a-Lés Classic, há uma exceção no que toca ao ano de fabrico da moto. Que deve ser igual ou anterior a 1996, a menos que a soma das idades da moto e do condutor seja superior à centena. Pois bem, João Ferreira trouxe desde as Caldas da Rainha uma Harley-Davidson 883 cujo livrete diz que foi matriculada na viragem do milénio. Ou seja, com escassos 26 anos de estrada a que este entusiasta viajante juntou os seus 80 para ultrapassar a centenária marca exigida pelo parágrafo 3.1 das normas do evento.

Tão fiel quanto a esposa (que partilha a paixão!)

Apesar de até ter outras mais antigas em casa, esta Harley é muito especial e “apesar de algo pesada (mais de 250 kg), é uma companhia muito fiel. Com ela, a moto, e com a esposa, atravessou “mais de uma dúzia de países, de Portugal à Polónia, com passagem, entre outros pela Hungria, Eslováquia, Eslovénia ou Itália, fazendo 8283 quilómetros ao longo de três semanas bem animadas, na companhia da filha e do genro. Era com eles que gostava de ir até ao Cabo Norte, mas o genro não consegue ter um mês seguido de férias” vai dizendo enquanto o sempre bem-disposto sorriso parece desaparecer momentaneamente do rosto. Para logo regressar, ao olhar para o filho Nélson, que, depois de “ter gostado tanto de estar na primeira edição”, desafiou o pai para este Lés-a-Lés Classic.
“A maior dificuldade são as passagens pelos pisos empedrados no interior de algumas aldeias e sobretudo as paragens” conta o filho, para logo acrescentar que “depois de estar na estrada, não tem qualquer problema com os quilómetros ou a chuva. Afinal, toda a vida andou de moto e vai continuar a fazê-lo”. Vá lá que, ao longo desta terceira etapa, não foram muitas as passagens em paralelos irregulares e escorregadios, mas abundaram estradas municipais cheias de curvas por entre eucaliptais, sobretudo no concelho de Águeda, algumas com piso menos bom, com buracos a alternarem com a terra e folhas que a chuva vai trazendo para esconder o asfalto.
Bem mais interessante foi a passagem pela bela e divertida N16, onde todos desfrutaram da condução apesar da preocupação em tentar escapar por entre os pingos da chuva, olhando sempre com alguma apreensão para as nuvens mais escuras que iam assomando no horizonte. Que o digam António Pego e Fernando da Costa, dois figueirenses rendidos ao charme da Vespa. A trabalhar no Luxemburgo, “houve que aproveitar 15 dias de férias para meter as motos numa carrinha e vir até Portugal dar umas voltas”, contava o mais falador António, nada incomodado pelo facto de ter chegado à Anadia com a Vespa PX200 no reboque da organização.
Afinal, “um problema num retentor do motor a poucos quilómetros do final, já depois da passagem pela Ria de Aveiro e pelas tradicionais casas coloridas da Costa Nova, não podia estragar a festa”, nem fazer perder a visita ao Museu 2 Rodas, instalado no Centro de Alto Rendimento. “Espaço bonito e que mostra, de forma fácil de seguir, boa parte da história das motos em Portugal” e onde prometem trazer os amigos ‘luxemburgueses’. Que é como quem diz, portugueses, franceses e italianos a viver naquele Grão-Ducado.
E enquanto acabavam de saborear um muito bem conseguido chili e uma sopa de agrião, os elementos do Vespa Club Roude Léiw Lëtzbuerg preparavam-se para descer os degraus até ao Museu do Vinho Bairrada, prontos a descobrir os segredos do que acabavam de beber. Pelo meio iam garantindo que sim, que vão voltar em 2027, com mais amigos adeptos das Vespa clássicas e a certeza de que o Portugal de Lés-a-Lés Classic “é dos eventos do género mais bem organizados da Europa”. Ahhh… E o Lobo e a menina dos olhos verdes também chegaram, sem problemas, à Anadia e juraram que “para o ano há mais!”
Não sabem quem são? Vejam a crónica do primeiro dia...

Mau tempo não roubou sorrisos no 2.º dia do Portugal de Lés-a-Lés ClassicO nevoeiro que escondeu a descida ao Inferno Se...
02/05/2026

Mau tempo não roubou sorrisos no 2.º dia do Portugal de Lés-a-Lés Classic

O nevoeiro que escondeu a descida ao Inferno

Se é verdade que nem sempre as etapas mais curtas são as mais fáceis, não menos verdade é que são os imponderáveis que tornam uma jornada inesquecível. Foram apenas 140 km entre S. Pedro do Sul e o Caramulo, mas pontilhados por subidas exigentes e descidas de respeito, pela passagem nas estreitas ruas empedradas de algumas aldeias e em estradas deixadas em muito mau estado pelas tempestades. Tudo num dia, o segundo do Portugal de Lés-a-Lés Classic, marcado por chuva a 2 Tempos. Ora assim-assim, ora bastante intensa! E sempre com bastante nevoeiro à mistura, que roubou em espetacularidade (no Alto de S. Macário ou no Portal do Inferno) o que devolveu em exigência e prazer de superação.
Uma etapa m***anhosa, entre as serras da Arada, Freita e Caramulo que pôs à prova não só os motores das mais respeitáveis senhoras como acima de tudo, os travões. Cenário quase dantesco que não intimidou o experiente Hélder Alves, conhecedor das exigências do Portugal de Lés-a-Lés, com 15 presenças entre a versão de estrada e o Classic, sempre com a Jawa Perak 250 de 1950. “Uma moto que não dá problemas e resiste aos tratamentos mais duros sem queixas. Este ano nem uma vela isolada, nada!” garantia enquanto sacudia a muita água do fato de chuva.

Equipamento que vestiu logo de manhã, à saída de São Pedro do Sul, desfazendo as dúvidas existenciais que se multiplicavam numa manhã ameaçadora, com céu bem escuro e temperaturas muito mais frescas que na véspera. E se houve corajosos que acharam desnecessário vestir o impermeável, logo haveriam de se arrepender, obrigados a parar poucos quilómetros andados, ainda antes de uma pequena mas íngreme subida, em paralelo muito escorregadio. Dificuldade que ajudou a despertar aqueles que ainda estavam meio adormecidos, obrigando a atenção acrescida e alguma perícia para suprir a falta de modernos sistemas eletrónicos como o controlo de tração ou a ajuda ao arranque em subida.

Nada de verdadeiramente problemático embora o elevado peso de algumas ‘damas’ aconselhasse os condutores em dificuldades a pousarem as máquinas no chão com a maior suavidade possível, mesmo que não evitassem uma manete partida ou um espelho estalado. Mais complicadas foram mesmo as primeiras subidas à serra da Arada, testando o fôlego das ‘velhas senhoras’ por entre paisagens marcadas pelos violentos incêndios de 2024 e pelo ‘comboio de tempestades’ no início deste ano. Que também deixaram em muito mau estado a estrada rumo ao Alto de S Macário, com autênticas crateras que obrigavam os motociclistas (e alguns afoitos ciclistas indiferentes à intempérie…) a verdadeiras gincanas para não estragar rodas e pneus. Uma subida infrutífera em termos turísticos já que, de tão cerrado, o nevoeiro não deixava vislumbrar mais do que umas poucas dezenas de metros, escondendo uma paisagem deslumbrante, mas criando um misticismo ímpar.

A paragem obrigatória em Ponte de Telhe

Com subidas que faziam penar os motores das pequenas ‘cinquentinhas’ e descidas que a todos aconselhavam calma com os travões, foi quase imediata a passagem entre as serras da Arada e da Freita. Aliás muitos nem dariam pela passagem entre as duas não fosse a travessia do Portal do Inferno e paragem no Café Rochas, na pequena aldeia de Ponte de Telhe onde umas sandes de presunto e uns cafés serviram para confraternizar e para combater o frio. Temperaturas baixas que exponenciavam o desconforto da chuva e que fizeram questão de acompanhar a caravana durante todo o dia, lado a lado com o nevoeiro, garantindo um espetáculo que só as serranias podem oferecer.

Um show que encantou Daniel e Maria Teresa Fernandez, rendidos à brutalidade das paisagens e impressionados com a lenda do Portal do Inferno e Garra, onde o diabo está à espera de apanhar os mais incautos e onde “o morto matou o vivo”, aludindo a um acidente durante o transporte de uma urna fúnebre por aquele caminho. De olhos arregalados lá continuaram os espanhóis de Santander numa estreia abençoada (de tão molhada que foi…) no evento organizado pela Federação de Motociclismo de Portugal aos comandos das Moto Guzzi V50 e Monza.
“Encantados com o percurso, apesar do nevoeiro, e particularmente agradados com os pormenores organizativos” este casal do Moto Club Pistón elogiava a quantidade e qualidade das motos presentes com conhecimento de causa. É que ajudam a organizar, anualmente e desde há muito tempo, dois grandes eventos para motos clássicas. Um para máquinas anteriores a 1995, no primeiro fim de semana de junho, a XXVI Vuelta a Cantabria, e outro, bem maior, para motos fabricadas até 1980, de 20 a 27 de setembro, o Picos Tour & ###IX Piston Rally, que costuma reunir mais de 600 participantes, oferecendo percursos diferentes todos os dias, entre a Cantábria e as Astúrias.

Tesouros para todos os gostos

Sem medo à chuva, zombando do mau tempo com sorrisos de genuína diversão, a caravana abordou a terceira serra do dia a caminho do destino final: o Caramulo, famoso pelas paisagens e pelo Museu frente ao qual terminaria a etapa, depois de um almoço servido no Caramulo Experience Center, com vistas sobre vários carros em fase de restauro.

Para ajudar à digestão do caldo verde e do saboroso frango com esparguete, nada como a visita ao Museu do Caramulo, criado pelos irmãos Abel e João de Lacerda em 1953, apreciando parte dos 500 objetos de arte que vão dos quadros de Pablo Picasso, Salvador Dali, Amadeo Souza Cardoso ou Maria Helena Vieira da Silva, até esculturas, mobiliário, cerâmica e tapeçarias, colecionados por Abel, a que se juntam os automóveis que apaixonaram o irmão João. Um espaço onde os ‘fórmulas’ de Emerson Fittipaldi rivalizaram em atenção com as pioneiras FN 2 ½ HP e a NSU Twin Roadster, ambas de 1911, e a mais recente, mas não menos icónica, Honda NR750 caracterizada pela exclusividade dos pistões ovais.

Oportunidade ímpar de visitar o Museu do Caramulo, motivo para continuar a conversa sobre motos antigas, e que deixou todos particularmente agradados, quase esquecendo a grande molha que obrigou a trabalhos acrescidos para secar os equipamentos. E assim recuperar a proteção e conforto necessário para a última tirada do Portugal de Lés-a-Lés Classic, com destino a Anadia e ao Museu 2 Rodas, instalado no Centro de Alto Rendimento, em Sangalhos.

Um relógio que não dá horas marcou o ritmo da primeira etapa do Lés-a-Lés ClassicCampeão que adora motos e… complicações...
01/05/2026

Um relógio que não dá horas marcou o ritmo da primeira etapa do Lés-a-Lés Classic

Campeão que adora motos e… complicações

Façamos uma adaptação motociclística do velho provérbio e teremos algo como ‘de génio e de piloto, todos temos um pouco’. Já de campeão… nem tanto! Mas quando se cruzam os dois e se junta um apaixonado pelas motos antigas, o resultado é uma etapa fenomenal, a primeira, do Portugal de Lés-a-Lés Classic 2026, num dia em que caravana despertou ao som dos bombos da Associação Cultural Recreativa Desportiva Etnográfica de Cambres com empenhados tocadores entre os 11 e os 56 anos. Mas vamos esclarecer, por ordem, os nomes dos principais protagonistas da ligação entre Lamego e São Pedro do Sul: Amândio José Ribeiro, Manuel João e Damião Cardoso.

Comecemos pelo primeiro, ‘descoberto’ por muitos dos participantes na paragem em Tabuaço, a primeira do dia depois de uma agradável passagem pela N222 junto ao Rio Douro, aproveitando uma manhã soberba para a ‘prática da modalidade’. Um homem genial, muito à frente no seu tempo, e que, apesar de ter ‘apenas’ a 4ª classe, criou, ao longo de 28 anos de dedicação e mais de 16 mil horas investidas, o “exemplar de relojoaria mais completo, complexo, exótico e insólito que se conhece”. Um relógio dividido em quatro partes interligadas e que funcionavam em uníssono, autênticos armários com mais de dois metros de altura e 150 kg de peso, 45 mostradores e que estava programado para funcionar durante 10 mil séculos, em ciclos de 6272 anos! Chama-se RIJOMAX, um acrónimo do nome do fundador que, pouco antes de falecer, aos 90 anos, o vendeu à Câmara Municipal de Tabuaço em 2002, atraindo anualmente milhares de visitantes à Loja Interativa de Turismo. E isto, note-se, sem sequer funcionar!
Tudo porque o segredo parece ter sido perdido quando o relógio, chamemos-lhe assim para simplificar, foi desligado para ser mudado de local. É que, apesar das muitas notas e informações deixadas pelo génio criador, nunca mais deu horas. Vieram os melhores especialistas e os mais renomados relojoeiros de todo o Mundo e nenhum conseguiu descortinar o segredo de tamanha complicação. “Genial”, disseram os suíços. “Vraiment unique”, acrescentaram os franceses. “Fabulous”, remataram os ingleses. Mas colocar o RIJOMAX de novo em funcionamento, isso era outra história.

E assim se quedou, mudo e quedo, o mais espetacular relógio do Mundo, deixando a léguas o condecorado Orloj, o Relógio Astronómico de Praga, ou o Zytglogge, a Torre do Relógio de Berna. Um aparato que, além das horas em Portugal e em todos os países do Mundo, indicava os movimentos do Sol e da Lua, o nascer e o pôr do sol, o dia e a noite (e a duração em horas e minutos de cada um ao longo do ano), os dias da semana, os meses, as estações, os signos, os semestres e trimestres e tanto, mas tanto mais que por aqui ficaríamos horas a falar deste invento único.

O espanto do campeão

Quem ficou rendido a esta complicação da relojoaria foi Manuel João, ex-campeão Nacional de Superbikes, em 1993, 94, 95, 97 e 98, além de resultados de destaque em provas do Mundial de TT, em Vila Real, ou no GP de Macau. Apaixonado por relógios e habituado a máquinas mais simples mas muito mais rápidas, regressou à estrada com uma imaculada Kawasaki Z900, “comprada em 1974, quando tinha 23 anos, por 80 contos” (mais de 24 ordenados mínimos à época!). A mesma moto com que, “depois de muitas loucuras, próprias de uma juventude irrequieta” foi o transporte eleito para a viagem de lua de mel, até Paris. “Foram 15 dias de uma viagem estupenda, com o regresso pelo sul de Espanha e com a Paula encostada a uma roda de mota comprada em França a pedido de um amigo”. A esposa, senhora de uma cumplicidade que dura há 47 anos, acenava que sim e recordava com detalhe a epopeia enquanto tiravam mais umas quantas fotografias junto ao lago da barragem de Vilar.

Conhecedor do Portugal de Lés-a-Lés de há longa data, descobriu este ano a versão Classic e ficou “encantado, não só pela possibilidade de apreciar motos clássicas como conversar com amigos de longa data e outros mais recentes”, aproximados pelo gosto por máquinas de outros tempos.
Joias como as que foi vendo na estrada, ao longo de cerca de 150 km da etapa, como também as que apreciou no museu particular de Damião Cardoso. Uma coleção começada há 44 anos, “aos 16 anos de idade ao recupera a minha primeira moto, uma CZ com que o pai de deslocava para namorar a mãe”, recorda o colecionador. Que, sempre simpático e solícito, foi repetindo a história e várias estórias aos entusiasmados visitantes, respondendo a todas as questões com um brilho especial nos olhos.

“Uma coleção iniciada do zero e que conta com cerca de duas centenas de máquinas, a maioria dos anos 1970 e 80, embora haja relíquias da década de 1940 espalhadas ao longo de cinco espaços, “alguns que eram antigas lojas de vacas da casa rural de família, sempre ligada à agricultura”. Mostrando dotes de bom comunicador e um grande entusiasmo, Damião Cardoso cativava os curiosos participantes no Portugal de Lés-a-Lés Classic que pareciam não quererem abandonar um espaço recheado de tantos sonhos.

Tanto mais que já estavam em São Pedro do Sul, término da segunda etapa num ano em que o figurino do evento levado a cabo pela Federação de Motociclismo de Portugal foi alterado, cumprindo mais quilómetros antes do almoço para depois fazer a digestão da magnífica sopa de peixe e da estupenda feijoada do mar confecionada pela equipa organizativa nos claustros do edifício dos Paços do Concelho, instalado desde 1842 no antigo Convento dos Franciscanos, edifício histórico fundado em 1751.

E do largo fronteiro à Câmara partirão para a segunda etapa, numa ligação de 140 km até ao Caramulo, com passagem pelas serras de Arada (com direito a uma impressionante subida ao alto de São Macário e à travessia do Portal do Inferno), mas também da Freita e do Caramulo.

Endereço

Largo Vitorino Damásio, 3 C/Pavilhão 1
Lisbon
1200-872

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 10:00 - 13:00
14:00 - 18:00
Terça-feira 10:00 - 13:00
14:00 - 18:00
Quarta-feira 10:00 - 13:00
14:00 - 18:00
Quinta-feira 10:00 - 13:00
14:00 - 18:00
Sexta-feira 10:00 - 13:00
14:00 - 17:00

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