Casa do João Dois

Casa do João Dois A 10 minutos do centro da vila de Montalegre

A "Casa do João Dois" é um refúgio encantado, com todas as condições de conforto, segurança e informalidade para fazer férias em família, em grupo, fins de semana ou simplesmente escapar da cidade e desfrutar do que melhor tem o Barroso.

14/01/2016

“As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos impossíveis. Têm o ar de quem pertence a si própria. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer.”
(Miguel Esteves Cardoso)

Brinde aos avós...... que se houver céu não estão lá sós!!in Casa Do Joao Dois
29/12/2015

Brinde aos avós...... que se houver céu não estão lá sós!!
in Casa Do Joao Dois

Virgem Suta - Dança de Balcão

30/11/2015
03/11/2015

Era uma vez...

15/03/2012
17/02/2012

JOAO E CILA.. ERA UMA VEZ..
A história de João e Lucilia (chamados de João Dois em virtude de existir outro João, e de Cila, diminuitivo de Lucilia), começa nos princípios da década de 50.
Oriundos do mundo rural, da aldeia de Lavradas, ele com 23 anos, o mais jovem de todos os colonos, e ela com 18 anos, e já com uma filha nos braços, situação que tinha sido mal aceite e rejeitada pela família dela (+ abastada), leva-o a lutar pela vida e pela procura de independência e, imbuído de um estado de espírito e luta inabaláveis, candidata-se ao único casal agrícola ainda disponível, e que ninguém quis, precisamente o Casal nº 2, tornando-se o último colono a ingressar a aldeia onde, por estranho que possa parecer, a generalidade dos demais eram oriundos de Entre Douro e Minho, e sem qualquer experiência agro-pecuária. De notar que os residentes das aldeias vizinhas se alhearam de concorrer a estes Casais, muito provavelmente, por cepticismo e por não acreditarem em tão estranho e incomum projecto.
Com experiência rural abundante, adquirida na infancia e juventude, onde nem o ensino escolar mínimo lhe foi proporcionado, não teve qualquer dificuldade na integração, destacando-se sempre de entre os demais em visão, planeamento, aproveitamento e produtividade, sem descurar, a sua postura crítica em relação às teorias e orientações emandadas do pessoal técnico afecto ao Centro de Assistência Técnica, que supervisionava todas as actividades. Paralelamente, por razões de afectividade, não descurou a sua aldeia natal, onde para além da preservação do património rural, envolveu-se na construção de uma casa, numa perspectiva de ali regressar, mas o infortúnio bateu-lhe à porta e, num Domingo de verão, sem que nada o pudesse supor, um enorme clarão visível em Criande, estava a destruir com todas as chamas, pedra sobre pedra, a linda casa nova que tinha acabado de construir.
As marcas deste grande infortúnio, associadas ao natural desenvolvimento dos 3 filhos que enriqueceram o seu lar, e a quem dedicou todo o carinho e atenção, e não poupou esforços para que fossem longe nos estudos, concorreram para que, definitivamente, fixasse cabeça e pés na aldeia de criande, então já bastante mecanizada, produtiva, e marcadamente desenvolvida em relação às demais aldeias do concelho.
Também não deixou de constituir marca distinta nesta opção o enquadramento estratégico e harmonioso do lugar, enfeitado com a paradisíaca Barragem e orla envolvente, e a natura e inevitável atracção turística fomentada por actividades de luxo (caça, pesca, gastronomia, praia fluvial, motonáutica, ambiente,etc).
E foi abraçando este projecto que João e Cila, falecidos com 76 e 69 anos, viveram o resto das suas vidas na aldeia de Criande.
E são agora seus filhos que visam homenagea-los, abraçando este projecto de turismo rural, trazendo dinamismo à sua casa e perpetuando uma história de amor.

17/02/2012

COLONIZAÇÃO
Foi no periodo imediatamente após a 2ª Guerra Mundial que o Estado novo lançou experiências de colonização em 7regiões diferentes, mas aqui vamos referir a Colónia de Criande. Todas as 28habitações que as compunham eram gémeas, construidas em granito, dispunham de casa de banho (nunca visto até à data) e tinham agregadas, já então numa perspectiva de emparcelamento e desenvolvimento agrário, apenas 2 ou 3 parcelas de terreno inculto, na sua quase totalidade baldios, que foram desbravados e convertidos em solos altamente produtivos. Os objectivos desta "política de então" visavam a fixação de casais jovens, aproveitamento de terras, aumento da produtividade e melhoria das condições sócio-económicas dos seus agregados familiares. Posteriormente, já na década de 70, com a construção da Barragem dos Pisões, que inundou a maior e melhor faixa arável do colonato, a aldeia foi reestruturada e redimensionada com a selecção de apenas 8 dos 30colonos, que acabaram por ficar definitivamente na aldeia, beneficiando da atribuição da 2ªcasa e aumento da área fundiária para + de 30hectares. foram também reavaliados casa um dos casais, com valores na ordem dos 360contos, incluindo construções e terras, e establecido o pagamento de 30anuidades para posteriormente reverterem a seu favor.

15/02/2012

INSERÇÃO URBANA E PAISAGÍSTICA
Trata-se de uma construçao de tipologia muito singular e inserida numa aldeia periférica à vila de Montalegre, onde todas as construções são arquitectonicamente iguais. São construções resultantes de um projecto agrícola de integração e fixação de população junto da fronteira, na década de 50, levada a cabo pelo Estado Novo. Independentemente do resultado do projecto e das razões políticas da época, o que ficaram foram as construções. Em termos muito gerais pode-se dizer que trata-se de casas de lavrador, que foram colocados perante a necessidade de ter um abrigo, e de proteger o que produziam, pouco a pouco foram aperfeiçoando as construções do antigo projecto, dessa experiência resultou a adaptação da casa às necessidades dos moradores, a casa rural, concebida não apenas como um abrigo, mas sobretudo como um verdadeiro instrumento agrícola que é preciso adaptar ás necessidades de exploração da terra, mas principalmente no que se refere ao seu dimensionamento e à importãncia e distribuição relativa dos alojamentos das pessoas, dos estábulos e das lojas de arrumação das alfaias e ferramentas da lavoura, sempre que se alternavam às necessidades, adaptava-se a casa, mas as formas e os materiais mantinham-se, pois eram os que davam melhor resposta às necessidades do dia a dia e as condições ambientais.
Os acabamentos a utilizar serão tradicionais, prevvilegiando-se soluções que se integrem na tipologia arquitectónica existente, de modo a aumentar seus limites de modo a ali acolher, com a necessária qualidade e conforto.

Endereço

Rua Principal Nº 8, Morgade
Montalegre
5470-302

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