27/12/2014
Açores
O ano de 2015 anuncia-se grande para os Açores: acaba de ser declarado o destino turístico mais sustentável do mundo e no final de Março começam a receber voos de companhias low cost – a easyJet, primeiro, e logo em Abril a Ryanair, vão ligar o continente (a primeira desde Lisboa, a segunda também do Porto) a Ponta Delgada. Outras companhias dizem-se interessadas em entrar nessa rota e os Açores ficam mais perto do mundo — e, mais importante, dos portugueses, que nunca se conformaram com o custo dos voos de e para o arquipélago a meio caminho entre a Europa e os EUA. Se calhar, agora o grande desafio açoriano será preservar essa sustentabilidade que lhe mereceu a distinção, preservando o “verde” que o garantiu e que lhe vale o fascínio que exerce em quem vai ou apenas vê fotografias — o de um mundo perdido que, afinal, existe.
São Miguel continuará a ser a principal porta de entrada no arquipélago, onde cada ilha conjura a sua individualidade, nunca fugindo muito à matriz principal concedida pela natureza generosa, que a dotou de vegetação luxuriante ou vastos prados que a intervenção humana bordou de pedra, de lagos e lagoas verdes e azuis, quedas de água inesperadas. Cenários idílicos nutridos num coração vulcânico que nos dá geisers e crateras feitas espelhos de água e que sobe marcando as paisagens, bênção e maldição. E subir, subir, é mesmo o Pico, o ponto mais alto de Portugal, na ilha que Raúl Brandão considerou ser “a mais bela, a mais extraordinária” dos Açores. Mas, utilizando as suas palavras, cada uma das ilhas tem uma beleza que só a elas pertence — e são nove para descobrir, todas verdes, à sua maneira.
A Fugas dá-lhe pistas para um ano recheado de viagens: efemérides históricas, exposições universais, caminhos menos percorridos pelo turismo e até regressos ao mar. Porque há um mundo por conhecer e um novo ano para o fazer.