21/09/2026
🔨 𝐂𝐀𝐋𝐃𝐄𝐈𝐑𝐄𝐈𝐑𝐎𝐒 𝐃𝐄 𝐒𝐀𝐍𝐓𝐀 𝐌𝐀𝐑𝐓𝐀 𝐃𝐄 𝐑𝐎𝐒𝐒𝐀𝐒
Durante gerações, foi nas oficinas de Santa Marta de Rossas que o fogo, o metal e a perícia das mãos deram forma a uma arte singular. Hoje, esse saber tradicional ganha reconhecimento nacional, com a inscrição da Arte dos Caldeireiros de Santa Marta de Rossas no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI), formalizada através do Anúncio n.º 260/2026, publicado esta segunda-feira, 21 de setembro, em Diário da República.
Com cerca de 200 anos de história, esta tradição constitui uma expressão particularmente significativa da identidade cultural de Vieira do Minho e da comunidade de Rossas. Durante décadas, o som do martelo a bater no metal fez parte da paisagem local, numa atividade artesanal em que conhecimentos, técnicas e formas de fazer foram transmitidos de geração em geração.
A inscrição no INPCI é feita em regime de Salvaguarda Urgente, refletindo os riscos que atualmente ameaçam a continuidade deste saber-fazer. O reconhecimento nacional evidencia, assim, não só o valor histórico, social e cultural da tradição, mas também a necessidade de assegurar a sua transmissão às futuras gerações.
A arte dos caldeireiros de Rossas distingue-se pelo trabalho artesanal de metais como o cobre e o latão, recorrendo a técnicas e ferramentas tradicionais. Ao longo de gerações, os seus artífices produziram sobretudo objetos destinados às atividades domésticas e agrícolas, adaptando a atividade às transformações económicas e sociais sem perder a sua matriz artesanal.