10/05/2026
Minha mãe não era a mãe do comercial de margarina.
Ela nasceu na Indonésia. Tinha uma presença forte, um olhar firme e uma forma muito própria de amar.
Era exigente, direta, disciplinada. Mas também podia ser doce, amável, cuidadosa nos detalhes e profundamente presente.
Enquanto eu esperava um “parabéns”, muitas vezes ouvi um “não fez mais do que a sua obrigação”. E, mesmo assim, nunca me faltou amor.
Minha mãe me ensinou que mulher precisava ser dona de si. Forte. Independente. Preparada para a vida.
Também me ensinou, talvez sem perceber, a olhar o mundo com curiosidade. A viajar, a conhecer outros lugares, a aproveitar a vida não apenas pelo destino, mas pelo que cada caminho transforma dentro da gente.
Hoje, entendo que essa paixão por viajar também veio dela.
Sendo mãe, eu entendo ainda mais.
Hoje, entendo que o colo que ofereço ao meu filho também nasceu do amor que recebi dela, mesmo quando esse amor vinha de um jeito diferente.
Ela não está mais aqui. Mas continua em mim todos os dias.
Na força.
Na coragem.
Na doçura que também existia.
Na vontade de ver o mundo.
E na forma mais profunda de amar.
Feliz Dia das Mães. 💙