10/06/2026
Discurso do Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora, na cerimónia do 10 de Junho.
Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas
Exmo. Senhor Presidente da Assembleia Municipal de Caminha;
Exma. Senhora Presidente da Câmara Municipal de Caminha;
Senhoras e Senhores Vereadores, Deputados Municipais;
Exmo. Senhor Presidente da Assembleia de Freguesia de Vila Praia de Âncora;
Senhoras e Senhores Delegados da Assembleia de Freguesia;
Caros colegas do Executivo;
Caras e caros colegas Presidentes de Junta e Uniões de Freguesia;
Exmo. Senhor Comandante da Capitania do Porto de Caminha;
Exmo. Senhor Comandante da Guarda Nacional Republicana de Vila Praia de Âncora;
Exmo. Senhor Comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora;
Exmos. Senhores Representantes dos Combatentes do Ultramar do Concelho de Caminha;
Caros Combatentes;
Caros Portugueses,
Caros Ancorenses,
Minhas Senhoras e meus Senhores,
Celebramos hoje o 10 de Junho, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
Uma data maior da nossa identidade enquanto Portugueses, da nossa memória histórica e do nosso orgulho nacional.
Neste dia evocamos não apenas uma nação com quase nove séculos de História, mas também um povo que soube ultrapassar fronteiras, vencer dificuldades e afirmar-se no mundo através da coragem, do trabalho, da cultura e da esperança.
O 10 de Junho é muito mais do que uma cerimónia. É um momento de reflexão sobre aquilo que fomos, aquilo que somos e aquilo que desejamos continuar a ser no futuro.
Ao celebrarmos Portugal, celebramos a nossa língua, as nossas tradições, a nossa cultura, o nosso património, a nossa democracia e os valores que unem gerações de portugueses.
Celebramos um país construído com esforço, sacrifício e determinação.
E celebramos também Luís de Camões, símbolo maior da cultura portuguesa e da universalidade da nossa língua.
Através da sua obra, em especial, Os Lusíadas, Camões eternizou a alma portuguesa, a capacidade de sonhar, de partir rumo ao desconhecido e de transformar dificuldades em conquistas.
Mas o Dia de Portugal é igualmente o dia das nossas comunidades portuguesas espalhadas pelos cinco continentes.
Homens e mulheres que, longe da terra natal, levaram Portugal consigo no coração.
A todos os emigrantes portugueses e seus descendentes, deixamos hoje uma palavra de profunda gratidão. Em muitos momentos da nossa História, foram as comunidades portuguesas no estrangeiro que sustentaram famílias, ajudaram a desenvolver o país e mantiveram viva a nossa cultura além-fronteiras.
São milhões de portugueses e lusodescendentes que diariamente honram o nome de Portugal através do trabalho, da dedicação e da honestidade.
São embaixadores da nossa língua, das nossas tradições e dos nossos valores humanos.
Hoje prestamos também homenagem aos nossos jovens, porque o futuro de Portugal depende da sua capacidade, criatividade e coragem.
Um país que acredita nos seus jovens é um país que acredita no futuro.
Prestamos homenagem aos trabalhadores, aos agricultores, aos pescadores, aos empresários, aos professores, aos profissionais de saúde, às forças de segurança, aos bombeiros, aos militares e a todos aqueles que diariamente contribuem para um Portugal mais justo, mais desenvolvido e mais solidário.
Mas nesta data não podemos, nem devemos, esquecer aqueles que serviram Portugal em tempos difíceis.
Recordamos hoje, com respeito e reconhecimento, os Combatentes do Ultramar.
Homens jovens que, chamados pela Pátria, partiram para terras distantes em circunstâncias extremamente duras, enfrentando o medo, a incerteza e a saudade. Muitos nunca regressaram. Outros voltaram marcados física e emocionalmente para toda a vida.
Independentemente das leituras políticas ou históricas que possam existir sobre esse período, há uma verdade que deve unir todos os portugueses, os combatentes cumpriram o dever que o país lhes pediu, lhes exigiu e os obrigou…
A esses homens devemos respeito, memória e gratidão.
Honramos os que tombaram em combate.
Honramos os que regressaram em silêncio.
Honramos as famílias que sofreram a ausência, a angústia e a perda.
E hoje, esta cerimónia será também diferente das anteriores, todos viveremos um momento de sentida emoção pela ausência do saudoso amigo e companheiro combatente Antero Sampaio.
Homem de coragem, dedicação e profundo sentido de missão, lutou incansavelmente para que os militares combatentes do Ultramar, os que sobreviveram, os que tombaram em campo de batalha e as suas famílias, nunca fossem esquecidos por Portugal.
Foi voz dos antigos combatentes, defensor da memória, da dignidade e do reconhecimento devido àqueles que serviram a Pátria em tempos difíceis.
A sua ausência é hoje sentida por todos nós, mas o seu exemplo permanecerá vivo na memória de todos e no coração daqueles que com ele partilharam a causa do respeito pelos combatentes portugueses.
Que Portugal saiba honrar homens como Antéro Sampaio, mantendo viva a memória do seu trabalho, do seu patriotismo e da sua dedicação aos outros.
Que Portugal nunca esqueça os seus antigos combatentes.
Porque um povo sem memória é um povo sem identidade.
Devemos às novas gerações a verdade da História, o respeito pelo sacrifício humano e a valorização da paz. A paz não é um dado adquirido, é uma construção diária que exige responsabilidade, diálogo e humanidade.
Neste 10 de Junho reafirmamos também o compromisso com os valores da liberdade e da democracia conquistados pelo povo português. Valores que devem ser preservados todos os dias através da participação cívica, da tolerância e do respeito mútuo.
Portugal enfrenta hoje desafios importantes, o desenvolvimento económico, a valorização dos salários, o acesso à habitação, o envelhecimento da população, a sustentabilidade ambiental, a inovação tecnológica e a coesão social.
Mas a História ensina-nos que Portugal sempre soube erguer-se perante as dificuldades.
Somos herdeiros de um povo resiliente. Um povo que atravessou oceanos, reconstruiu cidades, superou crises e nunca desistiu da sua identidade.
Portugal é pequeno em território, mas imenso na sua História, na sua cultura e na dimensão humana do seu povo.
Que este dia seja, acima de tudo, um momento de união nacional. Um momento em que colocamos acima das diferenças aquilo que nos une… o amor à nossa terra, à nossa língua e à nossa bandeira.
Que saibamos construir um Portugal mais justo para os nossos idosos, mais seguro para as nossas famílias e mais promissor para os nossos jovens.
Um Portugal que honre o passado, valorize o presente e prepare o futuro.
E que nunca esqueça aqueles que serviram a Pátria em território nacional, nas comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo e nos campos de batalha onde muitos deram tudo o que tinham ao serviço de Portugal.
Viva os Combatentes!
Viva as Comunidades Portuguesas!
Viva Camões!
Viva Vila Praia de Âncora!
Viva o Concelho de Caminha!
Viva Portugal!